sexta-feira, 27 de outubro de 2017

A CORTADORA DE PEPINOS











                                                 A Cortadora de Pepinos

     







   Pericarpo era o tipico marido apaixonado...
   Em sua vida não havia lugar para ninguém, a não ser sua esposa...
   Todo dia, após o trabalho, dirigia apressadamente para que pudesse chegar em casa o mais rápido possível e desfrutar da companhia daquela mulher maravilhosa que, havia anos era, sem sombra de duvidas, a pessoa mais importante em sua vida.
   O cara era advogado de uma das maiores e mais respeitadas construtoras do pais. Vivia em uma pequena cobertura na Avenida Vieira Souto, um dos locais mais nobres, caros e cobiçados da cidade do Rio de Janeiro.
   Sua vida não poderia estar melhor, vivia o "sonho americano" em sua cidade natal. Mas, como bom otimista que era, não se importava. Achava que, afinal de contas, mesmo não vivendo nos Estados Unidos, aquele sonho era seu e poderia vive-lo onde bem entendesse...
   Tudo corria bem até aquela manhã fatídica quando, ao chegar ao escritório, foi comunicado que o presidente da empresa havia sido contemplado com um pedido de prisão preventiva, devido ao fato de investigações iniciadas há vários anos terem concluído que ele fazia parte de um esquema de corrupção, formação de quadrilha e evasão de divisas, fatos tão corriqueiros em qualquer parte do Brasil
   E´claro que Pericarpo, como advogado da empresa seria obrigado a defender "seu presidente" perante a justiça, ao que veementemente, devido a seus valores morais, se recusou, ocasionando por este motivo, sua demissão sumaria e imediata.
   Desolado, ao chegar em casa, não teve outra alternativa se não dividir com a esposa, aquele acontecimento que, embora inocente o condenaria a percalços não planejados.
   A solução obvia era arrumar outro emprego, em outra empresa, para poder manter seu padrão de vida.
   Aí a coisa lascô! Parecia que todas as empresas que contatava atravessavam a mesma situação; diretores ou presidentes corruptos sendo investigados a empresas renomadas perdendo sua credibilidades e despedindo todo mundo...
   Após um ano de procura árdua e incessante, o único emprego que conseguiu e "abraçou" apaixonadamente, depois de ter perdido quase tudo e se mudado para o bairro de Bangu, foi o de cortador de pepinos em uma fábrica de conservas...
   Sua vida havia virado ao avesso... Chegava todos os dias em casa "embriagado" pelo cheiro de vinagre e outras "especiarias" e enchia o saco da pobre da mulher com conversas absurdas e sem sentido.
   Uma noite, chegou em casa dizendo 'a mulher que estava possuído por uma terrível compulsão: uma vontade incontrolável de colocar o pênis na cortadora de pepinos.
   Espantada, pensando que aquilo fosse uma forma branda de tentar o sucídio, talvez se julgando inapto de crescer profissionalmente na empresa em que agora trabalhava, a esposa sugeriu que ele procurasse um psicólogo, mas o marido relutou, prometendo que iria pensar no assunto. 
   Foi enrolando, enrolando, enrolando e chateando a esposa com aquele assunto, até que um dia, ela falou: 
-  Então, se vai te fazer feliz e parar de me encher o saco, coloca logo esse negócio na   
   cortadora de pepinos. Você vai ficar capado mas, se te faz feliz, o problema é seu! 
  Dias depois daquela conversa, que aos olhos da esposa havia dado certo, ja' que ele nunca mais voltara a tocar no assunto, ele chegou em casa cabisbaixo, profundamente abatido. 
-  O que foi que aconteceu, querido?
-  Lembra-se de minha compulsão de enfiar o pênis na cortadora de pepinos?
-  Oh, não! Gritou a mulher... Você não fez isso?!?
-  Sim, eu fiz!
-  Meu Deus, o que aconteceu?
-  Fui despedido.
-  Mas, que desgraça! E você se machucou?... E a cortadora de pepinos? Como ficou?
-  Quando descobriram o que fizemos, também despediram a moça que era a cortadora
   de pepinos...







Copyright 8/2017 Eugene Colin

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A ALMA DO NEGÓCIO









                                                       A Alma do Negócio 








   Márcia Melada era professora há mais de 20 anos. Seu currículo era exemplar... Nunca havia faltado um único dia, nunca havia transgredido nenhuma norma da escola, era admirada por professores e alunos...
   O ano letivo estava apenas se iniciando e Professora Márcia, pela primeira vez pegava uma turma de décima serie... Meninas e meninos eram adolescentes, na puberdade, gostavam de namorar, trocavam bilhetinhos durante as aulas, mas nada que sua experiência e praticidade não conseguissem controlar.
   Havia porem um aluno que se destacava do grupo por estar sempre quieto, compenetrado, cabisbaixo... Um dia, ao final de uma aula a professora o chamou e pediu que ficasse mais um pouco.
   Depois que todos deixaram a sala ela perguntou seu nome. Antônio Dotado, respondeu o rapaz...
   Indagou se algo o aborrecia ou se estava enfrentando algum problema. Ele disse que não... Era assim mesmo, tímido, introspectivo... 
   Depois daquele encontro, Antônio, que estava no início de sua puberdade, passou a fixar seus olhares nos dotes físicos da professora, que ate então haviam lhes passado despercebido, principalmente seus enormes seios que quase a impediam de escrever ao quadro-negro.
   Dois meses depois Antônio ja' estava desesperado, não sabia o que fazer para atrair a atenção  da professora. Então, teve uma ideia genial, porem estava em duvidas se a poria em prática...
   Semanas depois, ao entrar na sala de aula, Márcia vê, horrorizada, a inscrição  no quadro negro: "Antônio tem Pau Grande!" Com ponto de exclamação  e tudo, talvez para enfatizar o fato.
   Imediatamente ela apaga a inscrição. e, sem nenhum comentário da inicio `a sua aula.
   No dia seguinte, ao entrar na sala, a mesma coisa, agora com letras maiores: "Antônio tem Pau Grande!" Pela segunda vez ela apaga os dizeres, sem fazer nenhum comentário.
   Por uma semana, a historia se repete...
   Agora, sem saber o que fazer e tentando matar três coelhos com uma só cajadada, professora Melada decide colocar `a prova a veracidade da inscrição...
   Quando a campainha toca, no final da aula, Márcia pede a Antônio que fique na sala...
   Tranca a porta, pega o rapaz pelo braço e o leva para um canto que não poderia ser visto pela janelinha da porta da sala. Ali eta tira a roupa, pede que ele faca o mesmo e, violenta o aluno.
   Agora, pensava ela enquanto se aproveitava do apetite voraz daquele quase menino, se livraria dos dizeres, ja' estava pondo `a prova a veracidade da mensagem e, talvez conseguisse depois daquele ato, manter sua calcinha um pouco menos molhada.
   Duas horas depois, ambos deixaram a sala de aula com a sensação de terem conseguido suas metas...
   No dia seguinte, ao entrar na sala, ela lê no quadro: " A Propaganda e' a alma do negócio!"








  Copyright 2013 Eugenio Colin.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

TECHNOLOGIES...








                                          Technologies...








Nous avons des édifices plus haut mais de moins belles vues,
gagnons beaucoup plus, mais en avons moins,
avons de plus grandes maisons mais de plus petites familles,
plus d'appareils ménagers mais moins de temps,
plus de diplômes mais moins de bon sens,
plus de savoir, moins de jugement,
plus d'experts, plus de problèmes,
plus de médecins, moins de soins,
plus de remèdes mais plus de maladies.

Nous avons multiplié nos possessions mais réduit nos valeurs,
avons réussi dans la vie mais pas notre vie,
avons ajouté des années à la vie mais pas de vie aux années,
allons sur la lune mais incapable de parler à nos voisins,
planifions beaucoup sans accomplir beaucoup,
apprenons à nous dépêcher mais sommes jamais patients,
avons des revenus plus hauts mais le moral plus bas.

C'est le temps des "fast food" et des digestions lentes,
des hommes plus grands mais des caractères plus faibles,
des loisirs plus nombreux avec moins de plaisir,
des belles maisons mais des foyers brisés.

C'est le temps des voyages éclairs,
des aventures d'un soir,
des pilules pour rire ou pour s'endormir,
des bébés éprouvettes,
des clônages et des opérations d'un jour.

C'est le temps des grandes technologies.




Droits d'auteur 5/2005 Eugene Colin

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

CADÁVER SEM PINTO










                                                           Cadáver sem pinto.



     




      Aos oitenta e cinco anos de idade, Euraclito preparou a maior festa para comemorar esta data marcante... Sua cerimonia de casamento com Nana', uma loira coxuda, boa pra cacete, com tinta e um anos de idade que, ate' então, jurava para tudo mundo que estava se casando com seu noivo por amor.
   Não tinha interesse nenhum em sua fortuna... Havia ate’ assinado um acordo pre' nupcial segundo ao qual, em caso de separação ou divorcio, não teria direito a nenhum centavo, não poderia exigir pensão ou qualquer outro benefício, nem mesmo direito ao carro novinho que recebera como presente de casamento... A única coisa que fizera questão foi que dormissem em quartos separados, segundo ela, para preservar a saúde de seu marido, ao que ele não se opôs.
   Alguns ate' diziam que Euraclito ja' estava com Mal de Alzheimers, andava meio desligado, `as vezes esquecia das palavras. comia beterraba pensado que era maça, esquecia onde estava, coisas assim... E'! Parece que era amor mesmo.
   A mulher poderia ter qualquer homem que desejasse comendo em suas mãos. Além de bonita e gostosa era muito inteligente e, aparentemente uma boa pessoa... Ninguém estava entendendo porra nenhuma.
   Mas, o fato e’ que haviam se casado, estavam felizes e, festa estava correndo `as mil maravilhas, como planejado, comida e bebida `a vontade. O noivo havia ate', em certo momento, agarrado a cantora do grupo que tocava para animar a festa, puxando a moça para baixo do palco onde cantava, segurando a pobre pela bunda, e tascando-lhe o maior beijo na frente de todo mundo... Nana', compreensiva como sempre, foi la' pediu desculpas `a moca, pegou seu agora marido pelo braço e o levou para o meio da pista de dança. Ele olhou bem para ela e disse:
-  O que você estava fazendo la' em cima do palco?
   A noiva apenas sorriu em resposta... Ja’ estava se acostumando com os hábitos estranhos de seu marido.
   Terminada a festa do casamento, cada um vai pro seu quarto.
   Ana se prepara pra deitar, quando ouve batidas fortes na porta... As batidas insistem...
Ao abrir a porta, ela se depara com Euraclito, com seus 85 anos, pronto  pra ação. Se não estivesse bem acordada, pensaria que aquele velho, pelado, com um cacete enorme apontando em sua direção era um sonho porno-visual...
   Sem muita frescura ela o deixa entrar. Afinal de contas era seu marido...Tudo corre bem e após uma relação quente e vigorosa, o noivo se despede, e vai para seu quarto.
   Passados alguns minutos, Nana' ouve novas batidas na porta do quarto...
   É seu marido, novamente, pronto pra ação, desta vez segurando a"arma" na mão.
   Ela se surpreende, mas o deixa entrar.
   Terminada a relação, Euraclito beija a esposa com carinho e se despede, indo pra seu quarto mais uma vez.
   A nubente se prepara pra dormir novamente, quando escuta fortes batidas na porta.
   Espantada, ela abre e se depara com... Euraclito!!! Mais do que pronto pra ação, com aspecto vigoroso e renovado.
   Ela diz:
-  Estou impressionada que, em sua idade, possa repetir a relação com tanta  freqüência... Namorei homens com um terço de sua idade e eles se contentavam com apenas uma vez.
-  Você Euraclito, é um grande amante!
   O marido, olhando para ela intrigado, diz:
-  Deixa de conversa fiada! Deita logo, tira a roupa sem falar muito porque não tenho muito tempo.
   Se minha mulher me pega aqui, ciumenta do jeito que e,' e descobre que estamos transando, ela e'
   capaz de te cobrir de porrada, me castrar e me transformar em um cadáver sem pinto.




Copyright 1/2015 Eugenio Colin




quinta-feira, 28 de setembro de 2017

LAMBE MIA PICA...










                                                          Lambe Mia Pica












   Faziam mais de dois anos que o renomadíssimo pesquisador e psicologo Japonês, Dr. Sekaga Eukuro, estava de sabático... Por todo esse tempo andava desanimado, sem forcas ou vontade para nada. Muito provavelmente devido `a ultima pesquisa que fizera com relação `a classificação do ser humano pelos seus peidos, talvez ate' ainda tonto por ter ficado tanto tempo exposto aos gazes maléficos que o conquistaram " The International Fart Experimental Society" prêmio do ano. Aquele trabalho, "Psicologia Peidorreira", neste blog publicado meses atrás... Para o bom observador, a publicação revela muito bem o grau de intoxicação a que teve ter se submetido para completamente mudar a classificação dos humanos...
   Agora, em uma nova fase de sua carreira, resolvera estudar animais, talvez na esperança de que peidos zoológicos produzam efeitos menos maléficos aos humanos.
   Enfim neste novo estudo que ja' havia iniciado tentava encontrar uma maneira que pudesse definir certo tipo de animal com uma única palavra como "carnívoro" quando referimos `a animas que comem carne.
   Mas não queria algo tão abrangente que poderia qualificar todo um grupo de animais como "carnívoro" se refere `a vários animais zoologicamente falando.
   Para isso teria que concentra seus esforços em poucos animais, "digamos três de cada vez", pensou e e' claro os escolhidos deveriam ser animais mais populares, conhecidos, identificáveis facilmente como o cão, por exemplo, que junto com o gato são os que estão mais presentes no lares do mundo inteiro. No caso do cão, por exemplo, alem de apenas um companheiro, melhor amigo do homem, como muitos classificam a espécie, eles servem ainda para vários trabalhos assistenciais ao homem.
Definitivamente um dos primeiros a ser estudado...
   O gato também havia sido escolhido. Embora não ajudasse ninguém, ser super-dependente, dormir o dia inteiro, arranhar tudo que vê `a sua frente, soltar pelo por tudo quanto e' lado, comer pra caralho, apenas para vomitar tudo minutos depois, inexplicavelmente também e' muito encontrados em vários lares através do mundo.
   Depois de pensar por semanas no terceiro objeto de suas pesquisas, concluiu que gostaria de definir o mosquito. Este porem, apesar de estar presente em noventa por cento dos lares, ao contrario dos dois primeiros, la' estavam de enxeridos mas, o fato e' que eram presentes e faziam parte do dia a dia da população e assim sendo, e por isso mesmo eram definitivamente reconhecidos por todo mundo, em qualquer lugar...
   Dr. Eukuro estava animado como nunca para o incio desta pesquisa. Tinha certeza que mais uma vez ascenderia `a fama e reconhecimento cientifico internacional. Sua ambição era grande. Queria que estes animas que estudava pudessem ser conhecidos sumariamente, sem sombra de duvidas por apenas uma palavra.
   Tudo estava pronto em seu laboratório para o inicio de seu trabalho...
   La' estava ele com um espécime de cada animal. Um cachorro, um gato e uma porrada de mosquito, ja' que este, ou melhor, estas, as fêmeas que decidira estudar, vivem em media 45 dias. Mosquito macho não serve pra nada. Não "morde" ninguém, so' come vegetais e so' vive 10 dias... Um inútil!
   O cara construiu um viveiro de vidro e tascou mosquita la' dentro... O barulho que faziam, enquanto voavam de um lado para outro, dando porrada de cabeça umas nas outras alem de se estabacarem contra o vidro do viveiro, por pensar que estavam livres e procurar uma coxa humana para morder, era ensurdecedor. O cachorro era o que mais se assustava com o barulho, morrendo de medo de ser atingido. O gato, cagava pros mosquitos, so' queria comer e dormir...
   O cientista passava horas olhando pro cachorro, depois pro gato, por vezes batendo com a ponta do dedo no vidro do viveiro, voltava a olhar pro cachorro, como se estivesse querendo dizer: "me ajuda ai, o meu... Da' uma dica de como te qualificar. Pode acreditar, e' pro teu bem!"
   O doutor lia, pensava, pesquisava dias a fio sem qualquer inspiração... Ate' que um dia pela manha, sem saber como, sem motivo aparente, ao acordar viu o cachorro lambendo o chão enquanto o gato miava e assim que se sentou na cadeira de sua mesa de trabalho sentiu uma picada na sua bunda, sem saber se aquela filha da puta daquela mosquita havia saído do viveiro ou era uma intrusa `a procura de um pouco de sangue cientifico.
   Imediatamente, dando um pulo da cadeira, sem saber se foi pela dor ou pela luz da ideia que se acendeu em sua mente, pegou o telefone e ligou para o diretor da universidade que financiava o projeto...
-  Dr. Sosakana, aqui e' Sekaga Eukuro... Encontrei a resposta para meu estudo...
   Estou muito feliz! Me diga o que você acha? Consegui! De acordo com uma característica
   principal de seus hábitos diários mais proeminentes, vou classificar o cachorro, o gato e o mosquito,
   respectivamente, com as seguintes palavras: Lambe Mia Pica...





Copyright 2/2017 Eugene Colin

terça-feira, 5 de setembro de 2017

MIRACLE









                                                                  Miracle








   Another day I read something that made me think... "We live in a blue planet which turns around a ball of fire and have a satellite which makes the tides rise and you think that miracles does not exist?"
   Well... All of these phenomenons have a scientific explanation. Therefore, no miracles right there...
   Miracle, by definition, is a surprising and welcome event that is not explicable by natural or scientific laws and is therefore considered to be the work of a divine agency. A highly improbable or extraordinary event, development, or accomplishment that brings very welcome consequences.
   Not that I don't believe in miracles, on the contrary...
   What happened with my friend Mike Lassiter, in my opinion, qualifies as a real one...
   Mike lived in Rio de Janeiro, Brazil and had just been thrown out of his house by his wife, whom would file for divorce, according to her own words; "as soon as I get you out of my sight".
   The woman, 10 years younger than him, told bluntly, that wouldn't even think to support a "bum" with her hard earnt money, as soon as she knew that her husband had lost his job.
   Mike is the nicest guy you would ever meet. He never complaint of anything, always helped everybody, even strangers...
   That day, without many arguments, went to his room, put together a few clothes inside a suit case, said good bye to the his, started his can on, and left.
   Drove with no destination for a few hours until he found himself at Barra da Tijuca beach, where, parked in a local hotel, mentally tired, slept in his own car.
   Next morning, after having breakfast, like a real guest at the hotel, he left for a short walk. Still trying to plan his next move, seated down in a street bench where, evasively, kept looking at the cars, driving by his starry-eyed demeanor.
   A huge explosion, brought him back to reality. 
   Looking across the street, saw a young lady, very well dressed, getting out of her luxury car and looking at her blown up front tire. Immediately, he went in her direction, offering help, which she gladly accepted.
   A few minutes later, she was back in her car, gratefully driving her way.
   At night, Mike went automatically to his car, still parked at the hotel, like if all that was part of his life routine. "Maybe I'll sleep better tonight." He thought...
   Next morning, the sun, shining over his windshield, woke him up... Seen clearly now, he realized wouldn't be able to leave the hotel without that breakfast which could well be his only meal for the day.
   Still thinking of what to do with his life, moved back to the same bench which "welcomed" him for almost the entire previous day.
   Thinking for how long could live like that, barely saw someone sitting next to him. Instinctively he moved away a bit, giving more room at the bench for whoever was sitting by his side.
-  Hi! How are you? He heard.
-  Oh! Hi!... The lady from yesterday,  he said. Did you fix the tire?
-  Yes! and thank you very much...
-  You're very welcome. We're here to help each other, isn't it? He said.
-  If everybody had this attitude, the world would, surely, be a better place. Tell me! Are you 
   here since yesterday?
-  Oh! It's a long story... Said Mike.
-  I love long stories! She replied.
   Reluctantly, he told her a crash corse version of his life.
-  Ok! Where is your car? She asked, touch by his honesty.
-  Across the street, at the hotel. He replied.
-  Get your car and follow me. She said.
   Almost automatically he complied. After a few minutes driving they arrived at "her place" he thought.
   After a long conversation which lasted for many hours, when both of them opened their hearts, the lady offered him a position at her industry, even not knowing how, or where, he could be of help.
-  But, you don't even know me! Pondered Mike.
-  Are you a serial killer? Do you intent to hurt me? Are you a thief? Do you need a job and 
   a place to live?
   After seeing my friend's smile, in answering those questions, she said:
-  Everything settled! Tomorrow we discuss what can you do to help me.
   Next morning, Mike learnt everything about that hat industry which, lately, wasn't seeing it's best days...
   In the months ahead he worked really hard trying to help that lady that, by now, had became his best friend. He knew she was never married, she didn't trust men, after her upbringing by a single mother who saw her husband "trade" her for a younger "chick", as she heard him saying on the last day she saw her father... He also learnt that she needed help on her business...
   With time, Mike, whom was still living at the industry, had became the center of attentions from all sides. He was, practically, the head of the company... Instead of worrying that lady, seeing a stranger basically "taking over her industry", it was making her happier day after day. A few months before, she really didn't know what to do and now, she had something she never thought about, someone whom would help her, unconditionally, just for the sake of helping...
   That business which a few months ago was in deep trouble, now, with a new line of products that Mike suggested, was booming like never before.
   Allegra, the name of that Italian lady, was smitten by the man she rescued, for her own sake. He  was the first man she ever trusted, He never asked for anything and was, all the times, grateful, for his destiny.
   In less than six months they became so connected that she could not seeing herself without having him in her life.
   One day, already in the car, going to work I received a call from Mike...
-  Can you be here next month? He asked me.
-  Mike? Is that you? I answered...
-  I'm getting married and I want you as my best man... I heard, surprised.
-  I thought you were married. I said.
-  Oh, yes! I am! well, I was! My wife kicked me out... He replied.
-  And... I said.
-  Forget it! It's a long story... I'll tell you when you get here...
   Yes! I was there, supporting my friend but, when I saw his wife to be in a few minutes, I asked myself: "How did he pulled this off?"
   Allegra, his fiance, was the most beautiful woman I've ever seen, besides being 28 years younger than him.
   Today, 15 years latter, I'm getting ready to pick them up at the airport. Their kids are coming with them, for their first visit to Disney World...
   Mike, like a inveterate optimist said to me once, talking about how he met his wife, that he only was at the right place, at the right time...
   For me, the whole story is precisely what I call a miracle...






Copyright 6/2017 Eugene Colin
   

   
   
  

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

PEGADAS









                                                              Pegadas








   E’ interessante perceber, apesar do muito que sabemos, como nossa compreensão e’ limitada em diversos aspectos.
   Existem em muitos países, cientistas que dedicam e dedicaram toda uma vida na tentativa de entender como nosso cérebro funciona. Os estudos ainda estão, praticamente, em fazes preliminares. Muitos ainda tentando desvendar cérebros menos complexos como o de uma mosca, por exemplo.
   Mas, assim mesmo, conscientes de nossa limitação, muitas vezes tentamos entender  os mistérios de Deus.

   Em 1943, Reinhold Niebuhr escreveu a oração da serenidade, que diz: Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma da outra – vivendo um dia de cada vez, desfrutando um momento de cada vez, aceitando as dificuldades como um caminho para alcançar a paz, considerando o mundo pecador como ele é, e não como gostaria que ele fosse, confiando em Deus para endireitar todas as coisas para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e sumamente feliz contigo na eternidade. Amém.

   Uma vez presente ao enterro de uma pessoa muito querida ouvi algo muito interessante... Uma senhora, ao ouvir; “Ha’ tanta gente ruim solta por ai... Porque so’ as pessoas boas morrem?” Sem mesmo pensar respondeu; “Porque Deus quer a seu lado pessoas boas...” Temos também o habito de reclamar a respeito dos acontecimentos que por vezes nos afligem sem nunca pensar que a alternativa poderia ser bem pior...
   Normalmente procuramos preencher o vácuo de nossa compreensão com algo fácil de entender ou assimilar, concluindo assim a busca por algo que, de antemão, sabemos imcompreensível.


   Existe na América um conto muito conhecido pela maioria das pessoas religiosas; “Footprints”. Ele relata a historia de um homem que, ao morrer, questionava Deus sobre sua vida.
   Este conto e’ um exemplo tipico de como vemos as coisas mais claras de uma maneira destorcida e não conseguimos entender eventos simples. Como se fosse um desenho de ilusão ótica que, depois que conseguirmos visualiza-lo pela primeira vez, nunca mais nos esquecemos.
   Apesar de gostar da historia, o fato de estar escrito em prosa não me agradava.   
   Resolvi então, traduzi-lo para Português e, desta vez, em forma de poema..





                       Pegadas





   Um homem no céu por Deus esperando
   o juízo final, com calma aguardava,
   olhando pra Terra apenas pensando
   em locais e pessoas que ainda amava...
   Ao ver Deus chegar `a ele sorrindo,
   humilde dizia ao seu criador,
   tristeza na alma ainda sentindo,
   apesar de ama-Lo com todo fervor...
   Por toda uma vida andaste comigo.
   Os passos lado a lado a praia la’ mostra
   mas, nas horas mais duras a mim destinadas,
   não vi tuas pegadas na areia marcadas...
   Filho! O’ meu filho! Como todo mortal
   ainda la’ em baixo, tu pensas igual, 
   sem ver com clareza o que acontece,
   aceitando apenas o que lhe parece...
   Pegadas de um so’ que vez no caminho,
   quando pensas que triste andavas sozinho,
   são marcas que eu deixava no solo
   quando a ti, em meus braços, trazia no colo...






Copyright 8/2017 Eugene Colin