sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

THE ART OF NAMING








                                                      The Art of Naming










   Names are really important...
   A well thought name could be a real asset in almost anything... 
   Imagine a real nice man named Gavin Butz, or John Smelley or a Japanese girl named Letamee Takashita, or an ugly woman named Linda (beautifull, in Spanish).
   Parents should be very thoughtful when naming their kids as an artist should be careful when naming his work. Would it be a painting, or a book, a song and even a movie.
   A good name could help, and do it big...
   There are strong names and weak names... Coca-Cola is a weak name. It “dies” when you say it. On the other hand, “Coke” is a very powerful name... It almost sounds like a punch. “Kraft” is another strong name, as it is “Heinz”...
   A good name can “sell” anything... A book, or a movie, for instance. Researchers say that when we meet someone, we form our opinion about this person in the first five seconds, as soon as we hear the name. It is not different when we are seeing a film prospect for the first time. Some films have major stars in them but, depending on the tittle, we don’t have patience ( at least, I don’t ) or care to explore the film, the story or anything about it but, give me a catchy tittle and I’m on it, I’ll check it out and will be curious to see what that tittle “tells”.
   Alfred Hitchcock was a master in naming his movies. Till this date people still discuss the meaning of “North by Northwest”. There’s even forums about it.
   "Rear Window" is where it all happens but, he didn't say that ( or put in the tittle )... You realize that as you watch the movie
   The title “To Catch a Thief” comes from an old proverb “Set a thief to catch a thief” and this is what happens in the movie but, the title would be too long so, he shorten it.
   The name of a person, several times, defines that same person, just like the title of a work defines 
( or, at least should define ) that work.
   As movies are concerned, some directors, or producers, or whoever chose to name his work, really cheapens it. Would you watch “O Brother, Where Art Thou?” or  “The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford”? You did? I wouldn’t! I knew, just by reading the tittle, exactly what the movies would, if not look like, or feel like.
   Take “The 40 years old Virgin”  from Judd Apatow, for example. The movie itself is not all that terrible but, the title could not be worse... It “gives away” the movie before you even watch it. Now! Imagine if the title was “Virgin”, having a face of a man, and his love interest, in the poster. People would be, at least, puzzled, since “virgin", most of the times, make us think of a girl.
   “Forgetting Sarah Marshall” from Nicholas Stoller is another example of a bad title. It is a good movie but, because of the tittle, and despite of the “star” in it, sold a lot less than it could. “A taste for love”, the play that the main character is trying to write the entire time, would have been  much better and it would have make perfect sense in the context of the movie.
   Now! Someone could say: What about the “Man who shot Liberty Valance, from John Ford?” Well, in that particular case, The man whom is thought to have done it, didn’t, and the tittle is intended to create that confusion.
   “Gran Torino” is another example of a very well thought tittle... If you watch the movie, you’ll understand.
   Another one is “Two Much” from Fernando Trueba. In this particular case, Antonio Banderas is trying to pretend to be two different persons; besides being relevant the tittle is also a playing on words, as “Made of Honor”, a Paul Weiland film, also is.
   The late Saul Bass was an American graphic designer and Academy Award winning filmmaker, best known for his design of motion picture title sequences and film posters. Among some of his work are "Tootsie", “The Man with the golden Arm”, “Vertigo”, “Bonjour Tristesse”, “West Side Story”, the superb “La Nuit Americaine” from Francois Truffaut and the famous Alfred Hitchcock’s “North by Northwest” but, besides all his art and expertise, even him, could not “fix” a bad choice on a movie title.
   Speaking of which, “La Nuit Ammericaine” ( Day for Night, in English ) is a wonderful example of a very well thought tittle, as the film itself is considered to be one of the most insightful movies of all times.
   It seems that lot of film directors, especially the newcomers, forget that the title, as well as the credits, are part of the whole work. You don’t go to a ceremony dressed in shorts and “flip-floppers” do you? Well, if you do, you shouldn’t. Or maybe you are one of these newcomers I’m talking about... In that case, all bets are off.
   Parents, at least the conscious one’s, begin to think of theirs kids name as soon as they know the “news”, although, sometimes, they do a terrible job. Movie directors should do the same ( not the terrible job part ) or, at least consider the possibility of a good name as they begin their project. 
   Many times a title, when well chosen, will do all the work for the movie
   Experienced directors know, and have incorporated very well in their mind, the art of naming.






Copyright 2/2020 Eugene Colin.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

FANTASIA DE CARNAVAL








                                               Fantasia de Carnaval








   Marco Aurélio Aureliano da Silva Pinto era caminhoneiro desde que tirou sua carteira de motorista, aos vinte e três anos de idade, quando ainda era um menino franzino.
   Começou como ajudante e, muitos anos depois, quando ja' conhecia boa parte do Brasil, juntando todo o dinheiro que conseguiu economizar, pode comprar seu próprio caminhão.
   Agora sim ele podia dizer que era um caminhoneiro de verdade. Gostava da vida nas estradas... Seu caminhão era como sua casa, literalmente. Habilidoso como era, foi capaz de transformar aquela cabine em um mini-quitinete, quase igual `aqueles que são vendidos por uma fortuna exorbitante nas vielas estreitas de Copacabana, no Rio de Janeiro. Seu quitinete, quer dizer, a cabine de seu caminhão tinha uma cama, um banheiro, com chuveiro e tudo e ate' geladeira e microondas, se fosse necessário.
   Marcão, como era chamado pelos conhecidos, ja' que agora, muitos anos depois, comendo tanta porcaria pelas estradas afora, não era mais aquele menino de outrora... A idade estava chegando implacavelmente e, com ela, a barriga e os maus hábitos de quem vive so'.
   A única coisa que Marcão reclamava da vida que levava era a solidão. E’ claro que não podia ter uma família, nem mesmo uma namorada. Não tinha tempo nem para comer. Mal chegava em uma cidade e, enquanto o caminhao era descarregado, ja' estava procurando por outra carga, para qualquer lugar do pais. O que não podia era andar com o caminhão vazio.
   A maneira que havia encontrado, através dos anos, para amenizar a solidão era, de vez em quando, quando o fome apertava, “dar uma carona” para alguma mulher solitária perdida pela estrada.
   Para todas elas, assim que entravam no caminhão, com aquele sorriso sem graça que elas davam para alguem que acabaram de conhecer, sem a certeza de que deveriam ter conhecido, ouviam:
-  Meu nome e’ Marcão, sou do Maranhão, gostosão, entrou na boleia do meu caminhão, não tem 
   perdão...
   E’ claro que “as convidadas” não reclamavam, algumas porque estavam no meio do nada, sem outra opção de transporte e encaravam a “situação” como um pagamento pela carona, outras porque era aquilo mesmo que estavam procurando mas, para Marcão, não tinha importância. Em sua mente ela as ajudava e elas retribuíam...
   O único problema era que o cara era muito exigente. Se a mulher não parecesse, no mínimo, uma atriz da novela das nove, não entrava em seu veiculo. Por isso, `as vezes passava meses a fio tentando “resolver o problema” sozinho.
   Certa vez, logo após uma viagem de Porto Alegre para Manaus, agora voltando para o Rio de Janeiro, onde chegaria justamente no Sábado de carnaval, se não houvesse nenhum imprevisto. Ja' estava ha' dois meses na estrada em completo jejum, sem conseguir pegar mulher alguma, primeiro porque todas as que via nas estradas eram muito feias; segundo, porque também estava com pressa de chegar a tempo de ver se pegava alguma mulata, saindo do desfile, cansada, `a procura de “auxilio”...
   Assim que passou por Belo Horizonte, ja' saindo da cidade, viu uma freira.
   Com a desculpa de verificar a pressão dos pneus, parou um pouco mais `a frente, o suficiente para que desse tempo da freira chegar ate' ele enquanto batia nos pneus.
   Assim que ela estava a uma distancia suficiente para que suas feições pudessem ser reparadas pensou: “Puxa vida que freira bonita, tão novinha! Que os céus me perdoem!”
-  Bom dia freira! Falou assim que ela se aproximou.
-  Bom dia meu filho! Respondeu ela. Você esta indo para onde? Completou.
-  Estou indo para o Rio de Janeiro, a senhora quer uma carona? Disse o caminhoneiro.
-  Que coincidência! Também estou indo para la' para participar de um retiro. Respondeu a freira, ja'
   subindo no caminhão, auxiliada pelo homem.
   Assim que começou a dirigir voltando para a estrada, ele ainda deu uma boa olhada para a noviça e falou:
-  So'' tem um problema dona freira: Meu nome e' Marcão, sou do Maranhão, gostosão, entrou na 
   cabine do meu caminhão, não tem perdão...
   A feira deu uma boa olhada para o cara e, resignada, respondeu:
-  Meu filho, aqui na frente, você sabe... Sou virgem, não posso fazer nada mas, la' atrás, se você 
   quiser...
   O cara parou o caminhão no acostamento e, mesmo no escuro pode ver o jovem corpo da freira, enquanto ela tirava a roupa, aparentemente resignada com o seu destino.
   Mesmo se sentindo culpado, Marcão não perdoou, mandou ver e, o melhor e' que ele achava que a freira estava gostando muito, pelos gemidos que ela soltava enquanto ele “trabalhava”.
   A coisa foi tão boa que ainda pararam mais três vezes antes de chegar ao destino.
   Em toda viagem, Marcão estava martirizado, não conseguia se perdoar... Quatro vezes, em menos de 500 quilômetros, com uma freira...
   Assim que entraram na Avenida Brasil, quase chegando ao centro do Rio, a freira falou:
-  Meu filho, pode parar aqui na Penha que eu ja' vou descer...
   Gentilmente, Marcão parou o caminhão em um acostamento e, pegando a mão da freira com todo respeito falou:
-  Dona freira, me desculpe muito pelo que fiz com a senhora, que os céus me perdoem mas, por 
   favor, tente entender, a vida na estrada e’ muito solitária... `As vezes a gente passa três meses 
   sem...  A senhora sabe ne’?
-  Não tem problema meu filho. Os “céus” vão te perdoar... Disse a freira.
-  A senhora vai rezar por mim? Perguntou Marcão.
   Não precisa meu filho! Disse a freira.
-  Depois de um pecado desse que eu cometi, porque não? 
-  Porque meu nome e’ Amaral, sou de Natal, homosessual, e esta e' minha fantasia de
   carnaval...

   




Copyright 2/2020 Eugene Colin.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

BE MY VALENTINE








                   Be my Valentine




   February 14 is Valentine's Day in the United States and several other countries. Many couples have dates, exchange gifts of many kinds. The important thing is to make your significant one understand how important he, or she, is in your life.
   Somewhere here, in our country, John Bacon was dating Belinda Apple for a few weeks. Knowing that "bacon" is something rejected by vegetarians, which he assumed she was, because of her name, trying to impress her, he wrote this poem to present her on their Valentine's Day date...


             Cabbage always has a heart;
             Green beans string along.             
             You're such a hot Tomato,             
             Will you Peas to me belong?             
             You've been the Apple of my eye,             
             You know how much I care;             
             So Lettuce get together,            
             We'd make a perfect Pear.             
             Now, something's sure to Turnip,             
             To prove you can't be Beet;             
             So, if you Carrot all for me             
             Let's let our tulips meet.             
             Don't Squash my hopes and dreams now,             
             Bee my Honey, dear;             
             Or tears will fill Potato's eyes,             
             While Sweet Corn lends an ear.             
             I'll Cauliflower shop and say             
             Your dreams are Parsley mine.             
             I'll work and share my Celery,             
             So be my Valentine.






Copyright 2/2009 Eugene Colin.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

BRANCA DAS NEVES









                                                   Branca das Neves








 
   Branca Maria Dias Claros das Neves vivia uma infância de princesa... Sua casa era em uma das ultimas ainda existentes em um dos melhores pontos do Bairro. Tinha ate' um vizinho que morava em um prédio enorme, todo moderno, cheio de frescura para entrar, mas que todos os dias descia para brincar com Branca das Neves em uma casinha que existia em uma da inúmeras arvores que habitavam o enorme quintal do que mais parecia uma chácara, a apenas alguns minutos da praia do Leblon.
   Ela se vestia de princesa, ele de príncipe e la se iam para o castelo imaginário de uma infância invejável.
   De repente, quando a felicidade parecia eterna, a primeira tragedia; sua mãe faleceu. Embora todos,  sentiram como o mundo tivesse acabado, seu pai foi o que mais sofreu. Apos alguns meses porem se viu "enfeitiçado" por uma das secretarias da empresa de aviação da qual era dono. Uma mulher 30 anos mais nova do que ele, com uma cara de aproveitadora que todos viam, menos ele, a qual, com muito tato, esfregando ao extremo seus "atributos" físicos em sua cara e outras partes do corpo, acabou convencendo o otário que o amava "com todo seu coração". O velho caiu na conversa e casou com a megera que, em pouco tempo, começava a tornar a vida de Branca em um inferno permanente.
   A casa era cheia de espelhos pelos quais a "bruxa" passava constantemente, olhando por minutos seu perfil refletido, como se estivesse tentando se certificar que era a mulher mais linda do mundo.
   A medida que Branca ia crescendo e se tornando mulher, a madrasta se tornava mais cruel, intimamente reconhecendo que Branca das Neves, em pouco tempo se tornaria uma mulher maravilhosa.
   O pai, tardiamente reconhecendo a furada em que se meteu, adoecia cada dia mais, aos olhos de todos os serventes os quais Medeia (o nome da madrasta), agora tomando as rédeas da família, trazia no cabresto apertado.
   Branca das Neves, assim que seu pai caiu de cama, debilitado, sem reconhecer mais nimguem, manipulado pela esposa,  se mandou de casa, sem nenhum dinheiro, sem poder estudar e foi para em Bangu, propositadamente para ficar o mais longe possível da "miserável" que havia arruinado sua família.
   O único trabalho que conseguira era o de arrumadeira, para sete irmãos solteiros que viviam em uma casa enorme com cinco quartos que mais parecia um chiqueiro. Não era, nem de perto, o emprego de seus sonhos mas, era o melhor que conseguira `aqueles dias difíceis. Se os caras não fossem tão altos, poderíamos dizer que Branca das Neves trabalhava na casa dos sete anões.
   Depois de algumas semanas, nas quais transformou aquele bordel em uma casa super organizada, limpa, perfumada, obrigando os irmãos ate' a trocar de roupa diariamente para que ela as pudesse lavar, começou a procurar pelo pai. Quando descobriu que semanalmente frequentava um hospital em Jacarepaguá onde tentava fazer exercícios, tentando talvez, prolongar um pouco mais a vida que a madrasta fazia tudo para abreviar, passou a visita-lo.
   Em uma dessas visitas, quando pediu para conhecer o medico responsável pelo tratamento de seu pai, reconheceu nele Prince, o "príncipe" que com ela brincava diariamente quando era criança. Assim que viu Branca, dela se lembrou imediatamente, não conseguindo conter as lagrimas que escorreram por seu rosto.
   Quase sem deixa-la falar, a pegou pela mão e a levou `a sala dos médicos para que pudessem conversar. Explicou `a ela que seu pai sofria de uma condição chamada de Lewy Body Disease, causada literalmente por tristeza e depressão. Foi com muito pesar que enformou `a sua amiga de infância que seu pai não tinha muito tempo de vida.
   Visivelmente impressionado pela beleza daquela menina "engraçadinha" que com ele brincava quando criança, ficou mais triste ainda quando soube que ela trabalhava como domestica em uma casa de sete marmanjos. Mesmo sabendo, como ela explicou que se tratavam de ótimas pessoas, honestas e respeitadoras que tentavam a todo custo, uns com trabalho, outros com estudo, fazer algo de suas vidas que como a dela, não era das mais felizes nos dias atuais.
   Ainda solteiro, sem nenhuma aspiração romântica ate' `aquele momento, tentou marcar um encontro com Branca para que pudessem reatar os laços de outrora, ao que ela veementemente descartou, muito mais por vergonha de sua condição atual do que por interesse em seu antigo amigo, ao qual em sua infância havia aceitado como noivo oficial no castelo onde brincavam, naquela corte imaginaria.
   A única concessão foi a troca de numero de telefones para que se pudessem comunicar, numa emergência ou em um dia de saudade e lembranças infantis incontroláveis. Com o que ele concordou imediatamente, sabendo muito bem que, como dizia o Ze' Buchudo,  em caso de fome extrema e' melhor comer uma fatia de pão do que ficar esperando pelo file' mignon que pode não aparecer.
   Um dia, em uma das visitas `a seu pai, ao não encontra-lo, procurou por seu amigo que a informou que ele havia falecido alguns dias atras.
   Branca das Neves não conseguiu parar de chorar por horas, ate' descobrir que não tinha mais lagrimas para verter.
   A vida seguia sem muitas perspectivas de melhoras ate' que, um dia, quando menos esperava, ao abrir a porta da casa onde trabalhava, boquiabunda, viu `a sua frente a figura da madrasta, com uma conversa de "cerca-lourenço", trazendo `a enteada uma linda cesta de frutas cheia de maças, mais lindas ainda.
-  Me desculpe! Confesso que no inicio, quando vi você tão linda, em minha frente,  te
   encarava como uma ameaça e por muito tempo achei que se colocava entre eu e seu pai mas agora,    sabendo que ele não esta' mais conosco, me sinto muito so'. Gostaria que você pensasse na
   possibilidade de morarmos juntas novamente. Eu sei que não mereço tua confiança mas, você e' a        única coisa que me resta... Não aguento mais a solidão e a falta que sinto de teu pai. Disse a                madrasta com um semblante triste, denotando arrependimento... Me promete que vai pensar?              finalizou.
   Aquela visita, certamente foi uma surpresa para Branca. Ainda visivelmente impressionada, quase
que automaticamente, pegou uma das maças expostas na linda cesta e começou a come-la.
   Pensativa, enigmatizada, mordia a fruta nervosamente, ate' que se sentiu tonta, enjoada, vendo tudo rolar `a sua frente. Não tardou para que caísse ao chão onde permaneceu imóvel.
   Eram quase sete horas da noite quando o primeiro dor irmãos chegava. Mesmo antes de adentrar `a casa, estranhou a luz da sala acesa, ja' que Branca nunca trabalhava ate' tão tarde.
   O segundo chegou encontrando seu irmão ja' ao telefone falando com o SAMU. Quase que imediatamente os sete irmãos, reunidos, resolvessem ligar para Dr. Prince assim que encontraram o nome do medico entre os contatos telefônicos de Branca.
   Dr. Prince, quando ouviu o relato do acontecimento, imediatamente pediu que levassem a moca ao hospital no qual dava plantão `aquela noite, por coincidência, não muito distante da casa em que residiam.
   Um atendimento pronto, uma lavagem estomacal e muito carinho salvaram aquela que sempre esteve na mente de Prince, que não saiu do lado de sua amiga ate' que teve certeza que ela estava recuperada completamente.
   Naquela mesma noite, voltou ao hospital para visitar Branca...
   Em um "ataque" de coragem pouco comum `a Prince, quando se tratava de sentimentos íntimos, confessou seu amor antigo por Branca das Neves. Propôs a ela que vivessem juntos, ao mesmo tempo em que reatariam os laços do passado,  em que se conheceriam melhor... Seria uma relação puramente amistosa ate' que ela estivesse preparada para viverem juntos como marido/mulher, se ela assim decidisse ser seu desejo. Propôs ajuda-la `a recomeçar os estudos, propositadamente interrompidos pela madrasta.
   Um beijo sincero e carinhoso foi a resposta dada `a seu amigo desde criança.
   Foi com uma tristeza feliz que os sete irmãos receberam a noticia de que Branca das Neves se despediria agradecida, agora para seguir em busca da felicidade interrompida pela megera.
   Não demorou para que Dr. Prince descobrisse que a tal madrasta tentou se livrar de sua enteada para não ser obrigada a dividir a fortuna que parcialmente herdara.
   A decisão de ate' que ponto deveria processar Medeia, ficaria a cargo de Branca das Neves.








Copyright 1/2019 Eugene Colin.
 
 
 












sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

SOBRE O AMOR



     



                             Sobre o Amor



A inteligência sem amor, te faz perverso,
A justiça sem amor, e’ implacável.
Diplomacia sem amor, te faz reverso
O êxito sem amor... Inaceitavel...
A riqueza sem amor, so' pro avaroso,
Docilidade sem amor te faz servil,
A pobreza sem amor, deixa orgulhoso
A beleza sem amor, nao e' gentil...
Autoridade sem amor, te faz tirano,
O trabalho sem amor, te faz escravo,
Simplicidade sem amor, e' um engano,
A oração sem amor? Um desagravo...
A lei, sem amor, te escraviza,
A política sem amor, desmoraliza,
A fé sem amor, te inferniza,
A cruz sem amor te paraliza...
A vida! Sem amor...não tem sentido!




Copyright 1/2020 Eugene Colin

domingo, 22 de dezembro de 2019

PLANO NATALINO








                                                         Plano Natalino








   `Aquela noite, um homem, andando pelas ruas de Boston, viu a sua frente uma mulher loira, alta, muito elegante, de salto alto, que despertou sua curiosidade...
   Apressou o passo e olhando para ela, andando a seu lado falou:
-  Can I ask you something?"
   A mulher olhou pare ele, de relance, não deu importância, e seguiu seu caminho. Ele deixou, propositadamente, que ela andasse um pouco `a frente.
   Depois de olhar para seu rosto, sentia uma compulsão em falar com ela.
   Decididamente, era a mulher mais linda que jamais havia visto.
    Apressou um pouco o passo para que `a ela pudesse chegar novamente mas, o olhar serio que viu estampado em seu rosto o fez deixa-la seguir, mais uma vez. Quando ela ja' quase havia sumido de sua vista apressou-se, agora com determinação, tentando resgata-la. Não podia deixa-la passar. Tinha que falar com ela. Tentou finalmente.
-  I just want to ask you something! May I?
   Ela apressou o passo, andando rápida e impecavelmente naqueles saltos altos que a faziam tao elegante.
   "- Puxa vida! Acho que não tem jeito..."  Pensou o homem consigo mesmo quando, pode perceber
    um sorriso no rosto da mulher.
   De repente, lembrando-se que muitos Brasileiros vivem em Boston, arriscou:
-  Você e' Brasileira?
-  Sim! Foi a única resposta que ouviu.
   Tentou puxar conversa, andando ao seu lado mas, ela mudava de direção, propositadamente colocando outra pessoa, que pela rua também andava, ente os dois. Depois de varias tentativas infrutíferas, a mulher pegou um ônibus e se foi. Não sem deixar na mente daquele homem uma imagem que ele, tinha certeza, guardaria para sempre.

    Elfinho voltou para o céu e, antes da reunião daquela noite, disse a Papai Noel...
 -  O senhor lembra daquela carta maluca que recebemos do Bundinha Doente pedindo uma mulher
    como presente de natal? Hoje eu vi a mulher que ele quer...
 -  O nome do homem e’ Horinando Bundin Dodói... Guardei a carta... Falou papai Noel.
 -  Mas como você sabe ser a que ele quer? Finalizou.
 -  E’ uma Brasileira, loira e de bunda grande... Bonita pra cacete... Ta’ na cara! Ademais, ela tem
    cara de quem gosta de chup...
-  Para! Modere seu palavreado. Isto aqui e’ o céu. Não o botequim que você frequentava quando
   estava vivo e era bicheiro...E o que você fez? Indagou o “velinho”.
-  Nada! Eu não sabia se o senhor queria dar a mulher ao cara...
-  Por falar nisso, o que você estava fazendo em Boston ao invés de trabalhar aqui? Estamos
   enrolados ate' o pescoço e você passeando? Indagou Papai Noel.
-  Estava com vontade de fumar um cigarrinho e tomar uma cerveja e senhor proíbe tudo aqui...
   Respondeu Elfinho. 
   Depois de ouvir a historia, Papai Noel levou o assunto `a reunião daquela noite e ficou resolvido que, se fosse possível, ele deveria dar a mulher de presente. Além de fazer o cara feliz, ganharia mais um aliado para comprovar a veracidade deste mito que envolve o Natal.
   Ali mesmo, ordenou `a Elfinho, aquele duende rebelde, que voltasse ao mesmo lugar no dia seguinte e falasse com a mulher, de qualquer maneira...
   Todas as noites, Elfinho voltava para o céu, com um bafo de cerveja e cheiro de cigarro difícil de aguentar dizendo a Papai Noel; “- Nada!”
   Os dias se passavam e todos no céu ja’ estavam preocupados. Agora era uma questão de honra... A mulher tinha que ser encontrada. O dia de Natal estava chegando...
   Finalmente, na manha do dia 23, Elfinho, de volta `a Boston, estava quase jogando seu cigarro fora quando uma estranha pediu que acendesse o cigarro para ela. Ele tirou o isqueiro do bolso, o acendeu, e sentiu uma das mãos da mulher tocando a sua, tentando proteger a chama do vento gelado. Ao levantar o rosto, em sua direção, levou um susto... Era a mulher por quem procurava...
   Desta vez não podia deixa-la escapar. Usando de toda sua sutileza, passou a mão na bolsa da mulher e saiu correndo.
   Como era um duende, podendo ate’ voar se quisesse, ninguém o alcançou...
   Logo após bisbilhotar seus documentos e escrever o que interessava, voltou ao mesmo lugar e devolveu a bolsa `aquela mulher... Assim que ela viu o baixinho gritou: “- Foi esse ai quem roubou minha bolsa!”
   Pra que! Começaram a meter porrada no pobre duende que, se não conseguisse voar, morreria pela segunda vez.
   Quando Papai Noel o viu chegar ao céu todo arrebentado, perguntou:
-  O que aconteceu?
-  Deixa pra la’ “patrão”. Tenho aqui todas as informações daquela mulher...
   Papai Noel conferiu tudo que Elfinho escreveu em um papel e começou a traçar seus planos para satisfazer o pedido que o homem havia feito naquela carta maluca.
   Na mesma noite “fez” com que Horinando pensasse em entrar num dos sites de namoro pela Internet. Tratou que a “coincidencia” o fizesse escolher mesmo que a mulher também frequentava...
   A tristeza da noite solitária daquele homem, foi completamente transformada quando viu o primeiro perfil. Alem da foto que “tinha certeza” ja’ havia visto antes, O cabeçalho de sua descrição dizia: “Procuro por um homem que goste de mim, não so’ da minha bunda...”
   Horinando mandou uma mensagem e, imediatamente foi respondido.
   Mais duas mensagens e a mulher lhe deu o numero do telefone. Mais alguns minutos e ja’ estavam conversando `a viva voz, começando a se entender e, em poucas horas, descobriram um no outro o que sempre procuraram... Agora! Diz que Papai Noel não sabe o que faz...
   No dia seguinte, véspera de Natal, quando haviam combinado se encontrar, conversando casualmente, Nilde, nome daquela mulher, disse que tinha a sensação que ja' houvessem convivido antes. Que apenas estavam se reencontrando...
   Na primeira vez que Horinando ouviu esta sentença não deu muita importância.
   Quando ouviu a mesma observação pela segunda vez, como que por instinto, sorriu. Nilde olhou para ele, sorrindo também e me perguntou:
-  O que foi?
   Sorriu novamente! "O que foi?" Insistiu curiosa...
   Ele a olhou e disse:
-  Ja' sei! E' verdade, ja' havíamos nos visto antes...
-  Quando? Perguntou Nilde.
-  Em Boston, andando na rua. Tentei conversar mas não recebi tua atenção. Depois de varias
   tentativas, você pegou o ônibus e foi embora. Hoje, depois que te conheci pessoalmente, sabendo
   que teu irmão vive em Boston, me lembrei que foi la' que te vi pela primeira vez.
   Ela olhou para seu companheiro, como se estivesse tentando reconhece-lo e, depois de algum tempo, apenas sorriu. Não sabia se convencida, se conscientizada de que esse fato era real ou apenas reflexo das muita imagens que, na esperança de se encontrarem, fizeram um do outro e agora, depois de algum tempo, começavam a tomar forma.
    Depois de passarem o dia juntos, repleto de conversas, passeios, reflexões, troca de carinhos, decidiram começar a explorar mais a magia daquele encontro. Se deram a mão e saíram felizes com o presente de Natal que haviam se dado um ao outro...

   Do céu, Papai Noel olhava, feliz ao constatar que o plano havia dado certo...
   Elfinho, a seu lado, percebendo a felicidade do velhinho, perguntou...
-  E se este encontro não tivesse dado certo?
   Papai Noel, olhando para ele com um olhar de quem sempre soube o que fazia, apenas sorriu ironicamente, em resposta...
-  Não era mais fácil pegar logo a mulher e dar para ele amanha, ao invés de ter corrido o
   risco de não se entenderem? Perguntou Elfinho.
   Papai Noel, olhando para ele mais uma vez, com toda sabedoria, respondeu:
-  Você sabe me dizer como fazer uma bunda daquele tamanho passar pela chamine'?...







Copyright 12/2019 Eugenio Colin











sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

CARS









                                                                    CARS









   It was spring of 1991. We had just moved to Plantation, part of the grater Fort Lauderdale area in South Florida, a few months before.
   I was still founding my way around, on a given Sunday when, leaving church, I saw a lady passing out flyers... “Maybe something I ought to know”, I thought. Indeed! The paper was advertising a car show, that same day, at the Heritage Park, less than two miles away from our house.
   I went home, had lunch and, after hearing “No” from my daughters, which prefer to stay home, getting acquainted with other girls in the neighborhood, there I was on my way to the park.
   Almost there, even from a distance I could hear and, a little closer see, pure Americana...
   Inside the park, in a corner, under trees, a stage with a band playing country songs... On the loan, hundreds of cars, Americans, Europeans, Japanese, Swedish, everything...
   There I was admiring a 1969 convertible Mustang, after checking on some Porches, Ferraris and “Beemers”, when I hear a guy, quitting the music and asking everyone:
-  Who knows about cars?
   A lady, immediately raised her hand, getting closer to the microphone...
-  Okay! Tell me Mame! What does the name Ford on a car mean?
-  Henry Ford, the guy who created “in line” production... Of course. Answered her.
-  Wrong! Car names are only initials, acronyms... In reality the letters we know our cars 
   for, only tells us a little bit about what we are getting ourselves into, what they mean for us or what they say about ourselves when buying that brand... 
   And, he started...
-  Let me clarify that for you guys! Here we go...

ALFA: Aging Latin Fuckwit's Ambulance.

ASTON MARTIN: A Silly Toy Of Neurotic Middle Aged Rich Toffs Investing Needlessly.

AUDI: Another Useless Deutsche Invention. 

BMW: Bought My Wife; Brings Me Women; Big Money Waster; Broke My Wallet; Babe Magnet Wannabe, Bavarian Manure Wagon, Bring More Wallet. 

CADILLAC: Crazy And Demented Idiots Like Large American Cars.

CHEVROLET: Can Hear Every Valve Rattle On Long Extended Trips. 

CHRYSLER: Can't Have Refund, You're Stuck Leasing Edsel's Replacement. - Company Has Recommended You Start Learning Engine Repair!

DODGE: Drips Oil, Drops Grease Everywhere. - Dad's Old Dead Garage Experiment. - Don't Over Drive Gutless Engines.

EDSEL: Every Day Something Else Leaks.

FIAT: Fix It Again Tony! - Failed Italian Automotive Technology. - Feeble Italian Attempt (at) Transportation.

FORD: Fix Or Repair Daily. - Fast Only Rolling Downhill. - First (or Fails) On Race Day. - Found On Road Dead. - Funding Our Retirement Daily. - Driver Returning On Foot (Ford spelled backwards!)

GMC: Greatest Made Chevy.

HOLDEN: Holes, Oil Leaks, Dents, Engine Noises. - Heaps Of Loud Disgusting Engine Noises.

HONDA: Had One Never Did Again; Hold On, 'Nother Dickhead Arriving - Happy Owners Never Drive Anything (else)

HYUNDAI: Hope You Understand Nothing's Driveable And Inexpensive. - Hang Your UNDerwear Anywhere Inside.

ISUZU: It Sucks, Unless Zero Used.

JAGUAR: Junk Always Going Under At Repair Shop. 

JEEP: Junk Engineering Executed Poorly. - Just Enough Engine Power.

KIA: Kick It Again. - Keep It Away. - Kill It Anyway. - Kills Innocent Americans.

LOTUS: Lots Of Trouble, Usually Serious. 

MAZDA: Mostly Always Zipping Dangerously Along; Made After Zero Design Analysis.

MERCEDES: Many Expensive Repairs Can Eventually Discourage Extra Sales.

MG: Merciless Garbage. - Money Guzzler.
MG-B: Might Go Backwards.
MG-F: Might Go Forwards.

MINI: Moron Inside Notably Insane.

MINIVAN: Manhood Is Nonexistent, I'm Vasectomized And Neutered.

MITSUBISHI: Mostly In The Shop Undergoing Big Investments. - Motor Is Tough, Sounds Unbelievably Bad, Intimidates Slow Hondas Incessantly.

MOPAR: Move Over, Professionals Are Racing.  –  Mostly Old Parts And Rust.

NISSAN: Needs Imminent Salvage So Abandon Now.

OLDSMOBILE: Old Ladies Driving Slowly Make Others Behind Infuriatingly Late Everyday. - Old Ladies Drive Slow Mostly Off Bridges Into Lake Erie!

PLYMOUTH: Please Let Your Mother Out Under The Hood!

PONTIAC: People On Narcotics Think It's A Cadillac

PORSCHE: Proof Of Rich Spoilt Children Having Everything. 

SAAB: Send Another Automobile Back. - Swedish Automobiles Always Breakdown. - Start Adding Additional Brakefluid. - Sad Attempt At Beauty. - Still Ain't A Beamer, Slow As A Buick!

SUBARU: Screwed Up Beyond All Repair Usually.

SUV: Selfish Useless Vehicles. - SubUrban Vans. - Stupid Ugly Vehicle.

SUZUKI: Space Usually Zero Unless Kids Inside.

TORANA: Tons Of Rust And No Acceleration.

TOYOTA: Taking Our Yen Out Through Australia. - The One You Ought To Avoid. - They Overcharge You On Their Accessories. - Take Off Your Oversized Tires Asshole.

TRIUMPH: This Really Is Unreliable Man, Please Help. - Tried Repairing It Until My Parts Hurt.

VOLVO: Very Odd Looking Vehicular Object. - Very Old Lazy Vehicle Owner.

VW: Very Weird. - Virtually Worthless.

VOLKSWAGEN: Vehicle Owners Losers Knowingly Suffering With All German Engineered Nonsense.


   There were laughters after almost every name, said slowly, in loud voice. We're having a lot of fun...
   It was a very fine day! I’ll never forget that Sunday... I still have the pictures taken that evening and, every time I see them, comes to my mind that strong voice, with a southern accent, teaching us the reality behind the name on our cars.






Copyright 6/2018 Eugene Colin