quinta-feira, 18 de outubro de 2018

LE PERVERS










                                                  Le Pervers










   Ontem chegando em casa, ao parar o carro vi, pelo retrovisor, a Jeralda (isso mesmo! Jeralda com "J"), filha da minha vizinha, correndo em direção `a casa ao lado.
   Sua mãe, que estava no portão recolhendo a correspondência, a recebeu.
   Ao sair do carro ainda ouvi seu discurso nervoso:
-  Sabe aquele tarado que dizem estar solto pela cidade? Sentou ao meu lado no Ônibus. Quase morri de medo...
   Quando ela viu meu sorriso, respondeu:
-  Não ri não! Eu quase morro de susto e você fica rindo? E' porque não foi com você... E se uma tarada sentasse ao teu lado, no ônibus, e quisesse te levar para casa dela? Disse a menina, afagando o próprio cabelo, uma das características mais importantes, segundo ela, em sua aparência.
   Não disse nada porque, certamente, ela não concordaria com a resposta...
   Uma tarada, ao meu lado, querendo me levar? Nunca tive essa sorte!
   Mas, escrevi um poema a respeito do evento e que, e' claro, ela seria a primeira a ler, quando, no dia seguinte abrisse o envelope `a ela endereçado...


   Subi no ômbus correndo,
   fugindo de um tarado,
   de medo o peito doendo
   virei e o vi' a meu lado...

   - Amor, toma essa balinha,
   pra adoçar sua boca.
   Eu sei que você vai ser minha, 
   na sua cabeça oca...

   Desci do ômbus com medo
   correndo pra minha vo'.
   - Você acordou tao cedo!
   Me disse ela com do'...

   - Não e' isso não vovo',
   eu vi' um tarado na rua,
   me pegou quando estava so'
   distraída, no mundo da lua...

   Com meu cabelo na mão
   dizia que me amava.
   Gritei: - Me larga, se não...
   Me largou, enquanto gritava...

   Limpei o cabelo enojada,
   xingando a sua mãe...
   - Não faz assim minha amada!
   - Ici, prenez a ma main!

   Eu acho que era um Frances,
   falava todo enrolado,
   babando que nem Pequinês,
   fazendo um bico pro lado...

   Usando o computador,
   olhando noticias de gente,
   eu li com grande pavor:
   o tarado estava doente...

   - E agora, o que vou fazer?
   Perguntei para minha mãe.
   - Não sei o que te dizer! 
   Vou pensar, te digo demain...

   - Falei com o meu doutor,
   contando o teu problema.
   Me disse com muita dor
   como resolver o dilema...

   - Vais ter que o cabelo cortar!
   Todinho! Deixa-lo pelado,
   pra então poder se livrar
   da doença daquele tarado...




Copyright 2013 Eugenio Colin 

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

THAT'S FOR SURE!










                                                       That's for sure!




   Eddy and Eydie, a couple from Minneapolis, were the most loving couple you'd ever find, even after a thorough search. They used to do everything together. They even worked at the same office, sharing the same business...
   Nevertheless, despite all that love and friendship they were never able to take a vacation. Now, this year was special; they were commemorating their silver anniversary and for that, they would be traveling together, regardless.
   They decided to go to Florida, not only for this special occasion but, also to thaw out during a particularly icy winter. They also planned to stay at the same hotel where they spent their honeymoon 25 years earlier. Yet, because of their hectic schedules, it was difficult to coordinate their travel plans. 
   So, the husband left their town and flew to Florida on one day and his wife would fly down the following day. 
   After a trip that was not wonderful only because his significant one wasn't with him, the husband checked into the hotel...
   Since the room was equipped with a computer, he decided to send an e-mail to his wife.
   However, because his list of contacts was on his computer back at home, he had to type the e-mail address from memory. When doing that, he accidentally left out one letter in her e-mail which mistakenly went to the wrong address.
   Meanwhile, somewhere in Houston, a widow had  just returned home from her husband funeral. He was a minister who was "called home to glory" after having a heart attack.
   Still devastated, looking for something to take her mind out of reality, she decided to check her e-mail, expecting to receive condolences from friends or relatives. But, after reading the first message she screamed and fainted.
   Hearing that, her son hushed into the room, found his mother unconscious on the floor, and saw the message on the computer screen which read:
  
   To: My loving wife
   Subject: I've arrived!

   I know you're surprised to hear from me.

   They have computers here now and you're allowed to send e-mails to your loved ones.
   I've just arrived and have been checked in. I've also seen that everything has been prepared for you arrival tomorrow. 
   Looking forward to seeing you then!
   Hope you journey is as uneventful as mine was...
   P.S. It is damned hot down here... That's for sure!





Copyright 5/2018 Eugene Colin




  
   

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

FALSAS PREMISSAS










                                                            Falsas Premissas









    

   Premissa, em logica, e' um conjunto de uma ou mais sentenças declarativas que e' acompanhada de uma conclusão. A verdade da conclusão e' uma consequência natural das premissas que a antecederam. Toda premissa pode ser verdadeira ou falsa, bem como a conclusão, jamais aceitando a ambiguidade.
   Plantas carnívoras comem gente, tomar sorvete no inverno da’ dor de garganta, manga com leite faz mal, elefantes tem medo de rato, goma de mascar gruda no estomago, cães sentem cheiro de medo, gatos sempre caem de pe’, um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar, se cruzar os olhos e bater um vento você fica vesgo, prender peido faz ficar livre dele...
   Estes são alguns das centenas de frases que ouvimos ao longo de nossa vida. Mas, nenhuma delas porem chegam perto de fazer parte da realidade, sendo assim, falsas premissas.

   Este pensamento me lembrou a historia de Clarimunda e Dorivaldo...

   Clarimunda era uma das mulheres mais lindas de cidade onde residia. E olha que estamos falando de uma cidade com mais de cinco milhões de habitantes... Alta, morena, cabelos negros e longos, olhos amendoados, feições clássicas e delicadas, esguia, sempre bem maquiada, dedos longos, unhas sempre feitas... Verdadeiramente uma modelo de capa de revista mas, não conseguia arrumar um namorado. Se saísse com alguém para ir a uma festa ou a um bar, era como se fosse o beijo da morte. Nunca mais veria o homem... Amigas, não tinha, ninguém conseguia ficar a seu lado por muito tempo. Sua mãe era a única pessoa na face da terra que havia aprendido a conviver com ela.
   Trabalhava por conta própria, em seu carro, fazendo entregas domiciliares, a única ocupação que conseguira manter, assim mesmo porque estava sempre sozinha e o contato com seus colegas e gerentes era minimo. Antes deste, de todos os empregos por onde passara havia sido dispensada.
   Ninguém entendia o motivo daquela discriminação cruel. Uma mulher tão bonita...
   E, Clarimunda ja’ estava começando a ficar preocupada... Mais de quarenta anos, sem namorado e, ainda virgem. Não que aparentasse sua verdadeira idade mas, o fato e’ que o tempo passava, e nada...
   Um dia, em uma entrega, num bairro nobre da cidade, ao tocar a campainha, foi atendida por um homem muito forte, muito bonito, parecia um ator de cinema... Efetuou a entrega, recebeu sua assinatura e se foi, deixando com ele um belo sorriso que foi retribuído amavelmente, acompanhado por uma voz grave, máscula que mais parecia com a daqueles locutores que anunciam trailer de superproduções holliwoodianas, ao dizer: “obrigado querida!”
   A moca tremeu nas bases, seus joelhos balançavam a ponto de bater um no outro e foi com grande sacrifício que conseguiu deixar o local.
   O dia foi consumido por pensamentos envolvendo aquele homem lindo que havia encontrado, alguns ate’ dignos de filmes pornocênicos da mais baixa qualidade.
   A noite foi terrível. Não conseguia dormir... Sera’ que ele e’ casado? Tem namorada? Ja’ pensou o tamanho do pinto daquele cara?...
   No dia seguinte, não resistiu! Voltou a casa do homem sem mesmo saber o que fazer, ou dizer, como se aproximar...
   Tocou a campainha da porta e, desta vez uma senhora atendeu. Clarimunda gelou... Não podia ser sua esposa, tinha muita idade para isso, a menos que fosse a dona da grana. Estava muito bem vestida para ser a governanta ou empregada... Ainda estática, chocada, sem saber o que dizer, ouviu aquela mesma voz maravilhosa que encantara seus ouvidos no dia anterior dizer:
-  Quem e', mamãe?
   Pronto! Parte do problema esclarecido. Agora, tinha que pensar rápido, antes do homem chegar, para saber o que dizer...
   Assim que ele chegou e abriu um pouco mais a porta ouviu:
-  Como vai?
-  Bom dia! Vim aqui para confirmar que a mercadoria chegou sem avarias. Nosso  
   serviço e’ personalizado e sempre gostamos de saber a opinião de nossos clientes. Mentiu, descaradamente, Clarimunda.
-  Vamos entrar! Por favor... Convidou o homem.
-  Muito prazer! Meu nome e’ Dorivaldo. Disse o homem, so' agora reparando que
   aquela moça era realmente digna de maiores atenções, fato que não havia percebido
   no dia anterior.
   Dona Dorivalda, a senhora que atendeu `a porta, mãe de Dorivaldo pode entender que os dois estavam interessados um no outro e, assim sendo, resolveu sair de fininho antes que começassem a se agarrar e, quem sabe, fazer coisa pior ali mesmo em sua frente.
   O cara não tirava os olhos da bunda da mulher que, por sua vez também dirigia olhares tentadores e pecaminosos  ao local onde presumia estar aquele pinto tentador.
   Porem, um fato inexplicável chamava a atenção dele. A mulher não parava de se mexer, de um lado para o outro, pra cima e pra baixo, com se estivesse sentindo coceira e não quisesse se cocar.
   A dado momento perguntou:
-  Você esta’ bem?
-  Tudo bem! Acho que e’ a emoção... Respondeu.
-  Fica ai que te trago um pouco de água com açúcar para te acalmar...
   Assim que o homem se afastou, Clarimunda soltou o maior peido que jamais havia acontecido naquela sala...
   Dorivaldo assustado com o barulho disse para sua mãe que, felizmente para ela, estava em seu quarto:
 -  Mamãe não fica arrastando moveis sozinha. Me chama que eu te ajudo...
 -  Se for arrastar moveis te chamo! Estou lendo... Gritou Dona Dorivalda.
 -  Você ouviu um estrondo? Perguntou Dorivaldo se dirigindo a Clarimunda ao mesmo
    tempo que lhe oferecia um copo d’agua.
-  Não! Respondeu ela com a cara mais lavada, sabendo muito bem que sofria de
   flatulência aerofágica e peidava mais do que uma cabrita na hora do parto.
   Clarimunda era consciente, ou pelo menos suspeitava, que esta era a causa pela qual não conseguia um relacionamento amoroso estável. Lembrava-se das vezes em que não pode segurar e passou pelos maiores vexames que alguém poderia passar mas, e agora? Não queria perder a chance e deixar escapar de suas garras de virgem faminta aquele homem maravilhoso... Pelo menos por alguns minutos estava aliviada.
   Tinha plena ciência que este era um problema praticamente sem solução. Ja’ havia tentando tudo. Médicos, curandeiros promessas, remédios caseiros e, nada!
   Uma vez ate’ havia tentado introduzir uma rolha de champanhe em seu anus antes de dormir. Naquela época, ha’ algum tempo, estava com medo de não acordar no dia seguinte, asfixiada pelos gazes que `a noite, inconscientemente, deixava escapar. Quando dia amanheceu, não tardou muito para que assustada, fosse despertada pela explosão que ouviu. Ainda sonolenta, a primeira impressão foi que uma bala perdida houvesse entrado em seu quarto. Depois, recuperando o pleno raciocínio, ajudada pelo insuportável cheiro de enxofre, abrindo mais os olhos, pode reparar um furo no teto, bem acima de sua cama... O difícil foi explicar aos policiais da PM que em sua casa chegaram, chamados pelos vizinhos, o que causara aquele estampido.

   Na casa de seu novo conhecido, depois de tomar um pouco d’agua e se sentir mais aliviada, conversaram tanto que ela nem voltou ao trabalho. Descobriu que seu interesse amoroso era um Industrial milionário, dono de uma fabrica de aeronaves para executivos. Era solteiro, nunca havia se casado, viajava para a Europa duas vezes por ano, era simples e frugal, apesar de todo dinheiro que tinha. Era presidente de três instituições de caridade. Todo ano, no dia de Natal, ao invés de esbanjar consigo próprio, gastava uma fortuna e passava o dia inteiro organizando e servindo um banquete para pessoas carentes na igreja em que sistematicamente frequentava. Alem disso era bonito pra cacete e devia ter um pinto enorme. Como poderia deixar este cara escapar?

   Dorivaldo, por sua vez também gostou do jeito de Clarimunda.
   O romance decolou sem maiores problemas. Ambos estavam felizes. Clarimunda ate’ descobriu uma maneira de não peidar; antes de encontrar com seu “amor” não comia nada, assim sendo não tinha nada em seu estomago para fermentar.
   As poucas vezes que saíram para jantar fora, pedia sempre salada e comia que nem um passarinho, tentando assim controlar reações químicas inevitáveis que poderiam resultar em catástrofe.

   Mais uns poucos dias e os “pombinhos” não conseguiam se controlar. Ele estava louco para comer; ela, louca para dar... Embora, tivesse constatado que apesar de toda aquela beleza e masculinidade, o pinto do "Dori" era menor do que seu dedo mindinho do pe' esquerdo. Mas, estava apaixonada. Não iria permitir que este "minimo" detalhe se metesse no meio daquela relação que havia acabado de começar.

   Combinaram então ir a um motel para extravasar toda aquela ansiedade.
   Mal fecharam a porta do apartamento e começaram a ser despir avidamente... A noite de amor seguia melhor do que antecipado por ambos... Certamente estavam felizes... Clarimunda começava a ficar mais confiante. Mais de duas horas naquele esfrega-esfrega e nenhum peido... Ate’ que, sem querer Dorivaldo apoiou seu cotovelo sobre a barriga da moça, quando tentou se esticar para alcançar o telefone, do outro lado da cama, com a intenção de pedir algo para comerem.
   A principio, ela sentira apenas a pressão que o braço de seu companheiro havia feito. Segundos depois porem, o inevitável acontecia... Clarimunda comeou a se espremer, morder os lábios com forca, juntar as pernas, enfiar a ponta do lençol na bunda, fingindo estar se limpando, sem nenhum resultado. A cada segundo a pressão era mais forte. fazia de tudo para se conter e não desapontar seu “amor”. Tudo em vão!
   De repente, como uma panela de pressão pronta para explodir, aquele estrondo...
   Foi um senhor peido! O deslocamento do ar contido naquele quarto fechado fez a cama estremecer e alguns quadros de decoração nas paredes cair.
   Dorivaldo olhou para um lado, depois para o outro, procurando por algo que nem ele sabia o que. E’ claro que não encontrou nada. Mais uns segundos e um cheiro insuportável invadia o ambiente. Clarimunda estava mais vermelha que um camarão depois de frito. Não sabia onde enfiar tanta vergonha. Dorivaldo, por sua vez, não entendia nada.
   Os gazes eram tão fortes que Clarimunda poder ver, para sua consternação, lagrimas verterem dos olhos de seu amor. Quanto mais ele tentava limpar os olhos, mais os irritava... Ela se desculpou, tentou explicar, tentou disfarçar, pensou em botar a culpa em outro peidorreiro mas, pensando bem, so’ os dois estavam ali... Pegou uma tolha molhada no banheiro... Nada! Nada era capaz de amenizar tanto sofrimento... Dorivaldo não parava de chorar... Era como se tivesse sido atingido por uma daquelas bombas de gas lacrimogêneo. Foi preciso mais de duas horas de um trabalho de recuperação intensa para que os “pombinhos” conseguissem deixar o ninho.

   A historia de Clarimunda e Dorivaldo serve muito bem para ilustrar duas sente
ças 
 constantemente proferidas: Homem não chora. Mulher não peida...
   Duas falsas premissas...
  







   Copyright 5/2018 Eugenio Colin
  

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

MRS. BANKS











                                                                     Mrs. Banks







   John Banks estava devastado...
   Ali, num magnifico motel, acompanhado pela mais linda mulher do mundo, em sua opinião, gostosa pra cacete, um sorriso encantador, mais cheirosa do que bunda de neném depois do banho, e o cara com um pinto de apenas cinco centímetros, assim mesmo porque estava duro...
   Ca’ entre nós, nenhuma mulher merece tanto!
   E agora? Vergonha a parte, na realidade, como ela mesma havia mencionado, aquilo nem dava pra fazer cosquinha na moça.
   Os “castelos” que John começara a construir estavam desmoronando...  Seu país ja' havia se despedido prematuramente da copa do mundo e, agora, Dagmar estava prestes a desaparecer de sua vida permanentemente, atitude que ele, como homem, não tinha condição de recriminar... 
   Ela ate’ tentou usar de sua imaginação para ver se, de alguma maneira aquele bonitão conseguiria chegar `as vias de fato mas, `a esta altura, o homem estava mais envergonhado do que recém casado em noite de núpcias. Sabia que de sua mata não sairia coelho, cobra ou qualquer outra coisa picante.
   Com resignação, deitou em silencio e chamou John para, a seu lado compartilhar aquela frustração mutua.
-  Meu querido! Eu gostei de você... Acho você educado, gentil, carinhoso, muito
   diferente daqueles caras la' da comunidade que vivem me paquerando mas, como e'
   que eu vou fazer? To aqui toda lubrificada, e... Não da' ne'!
-  Nao sabe o que ser cuminidadi... Disse John.
-  Favela! Favela agora e' chamada de comunidade... So’ uma questão de semântica. O local e' o 
   mesmo. De certa forma ate' pior... Esclareceu Dagmar.
-  Também gostou muito di voxe mas nao sabe o que vai fazer... Confessou John.
-  Não da' pra aumentar esse negócio so' um pouquinho, pra gente poder “brincar de casinha”?
   Tentando pensar no que fazer, o gringo resolveu estender sua estadia por mais alguns dias, para talvez salvar pelo menos parte de seu sonho...
   Com a ajuda de Dagmar, ja' que seu vernáculo não dava para entender quase nada, começou a pesquisar novas maneiras de aumentar sua “personalidade”. Pesquisando em uma Lan House, ao lado do pretendente, por métodos de aumentacão penílica, não conseguia conter seu lindo sorriso ao ver demonstrações , teorías, esperanças por parte dos menos afortunados.
   Dentre as sugestões apresentadas, John escolheu o método de colocar pesos de meio quilo amarrados na cabeça de sua masculinidade. O “exercicio” deveria ser executado três vezes ao dia, diariamente por três semanas, em uma primeira fase.
   Enquanto isso, John e Dagmar passeavam, se conheciam melhor, dividiam momentos alegres, embora em abstinência total. Sem saber, começavam a se apaixonar.
   Após quase um mês de exercícios diários, os “pombinhos” arriscaram “tentar” mais uma vez. Dagmar estava apreensiva enquanto John estava nervoso mas, mesmo assim resolveram arriscar.
   Desta vez, embora parcialmente, o gringo alcançou seu objetivo... Sua “confianca” havia, literalmente, aumentado e Dagmar se dava por satisfeita. E’ claro que ela deve ter diminuído um pouco suas expectativas, tentando assim se situar no contexto da realidade que a encontrara.
   John estava exultante. Acabara de ver sua companheira literalmente gemer de prazer. Dagmar, por sua vez começava a se acostumar com a personalidade de seu companheiro e, aprendendo a valorizar emoções  mais sutís e permanentes em troca das  volúpias imediatas, inconsequentes e sem futuro.
   Poucos dias depois, `a saída de um motel, depois de haver conseguido mais um gol,  enquanto passeavam de mãos dadas, John para instantaneamente, coloca-se bem a frente de sua namorada e diz, de sopetão:
-  Quero me casar com voxe... Quero levar voxe para o England para ser meu esposa.
   Dagmar tremeu nas bases. Para ela, aquilo não passava de umas trepadinhas inconsequentes, acompanhadas de jantares em restaurantes finos, regados de vinhos de qualidade, e noitadas que ela nunca havia experimentado anteriormente. Antes de conhecer John, estava acostumada a dar uma “rapidinha”, se vestir as pressas, porque a hora do hotel estava quase terminando e, no máximo um beijinho na testa antes de ver seu companheiro eventual sumir na escuridão da noite.
   Desta vez era diferente. O cara queria conhecer os pais de sua namorada, pedir sua mão em casamento e leva-la para seu país, com a promessa de, pelo menos uma vez por ano, traze-la de volta, so' para matar as saudades da família.
   E’ claro que Dagmar ja' havia aceitado, mesmo antes de falar alguma coisa. O fato do gringo morar em um castelo, nos arredores de Londres, ser milionário, bonito pra cacete, ter um iate e um avião particular, certamente não teve nada a ver com a empolgação da moça. Para quem nasceu, foi criada e ainda morava em uma “comunidade” aquilo era muito mais do ela jamais sonhou.
   No próximo domingo, como haviam combinado foi `a casa da namorada para oficializar a comelança.
   Em la' chegando, todas as atenções  se voltavam para o gringo que, por sua vez não tirava os olhos da Dagmar. Ela estava linda. Usava um vestido tão curto que se ela desse uma risada, a calcinha apareceria. Sua mãe, ao vê-la chegar assim vestida, não perdeu tempo em critica-la... 
-  Dada’, vestida assim você vai espantar o otário do gringo.
   Mas, o cara estava realmente apaixonado. Assim que ouviu as ponderações maternais respondeu:
-  Nao sabeu o qui ser otário mas, nao xe pirocupe dona Xena o qui e' bonita se bota para se veir.
-  Dada’, não sabia que o gringo entendia Português... E ainda chamei ele de otário...Que vergonha! 
   Disse a mãe da noiva.
-  Nao faix mal... Vergonha e' roubar e nao sabeir crregar... Rebateu John.
   E’! Na realidade o homem estava começando e entender e praticar o “lingo”...
   Pouco a pouco começaram a chegar as amigas de Dagmar, so' pra dar uma bisbilhotada no futuro da amiga. Cada uma com as calças mais curtas e apertadas. Mas isso não fazia a menor diferença para John, que estava certo do que queria para sua vida.
   O almoço decorreu sem maiores incidentes, alem do fato de Conceição, melhor amiga de Dagmar, praticamente se sentar no colo de John e colocar um dos bracos agarrando seu pescoço. Ninguém entendeu nada. John olhou para a “noiva”, desculpativamente, dizendo: 
-  Tem cupa eu?
-  Se você quiser eu acho ate' que ela te da'... Respondeu Dagmar.
   John não entendeu a resposta mas também não tentou elaborar. Ele sabia que mal conseguia dar conta da noiva, assim sendo, nem pensava em mais confusão.
   De repente, se levantou, quase jogando Conceição ao chão, pegou sua namorada pela mão, sentou-a em uma cadeira, ao lado da mãe e, ajoelhando-se em frente `a ela, tirou do bolso de sua calca uma caixinha roxa e, abriu, exibindo um maravilhoso anel cheio de diamantes. O brilho do tal anel era tanto, refletido pelo sol escaldante que cobria o terraço da casa que quase cegou aos que para a jóia olhavam... Segurou a mão de Dagmar, dirigiu-se `a Dona Xena, ainda estpefata com aqueles acontecimentos inusitados, todos chegados `a ela de sopetão, sem o menor aviso, e falou:
-  Dagmar, se voxe queiser e, com o abenção de sou mae, gostario que voxe foxe minho mulier.
   Prometo que vou continuar a usar o peso pra aumenta meu confianço. Prometo tambem te fazeir
   feilix e sempre, com muita orgulia aprexentar  voxe `a todos como minho querida Mrs. Banks.






Copiright 7/2018 Eugenio Colin.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

TIERS








                                                                   Tiers








   Dans la première classe de mathématiques cette année, l'enseignant a présenté ce problème à toute la classe:
   Une ferme allait à travers une grave crise financière.
   Après plusieurs tentatives pour équilibrer les finances, l'agriculteur a décidé que le seule solution
   serait de vendre une partie de son 900 têtes de bétail.
   310 vendus à votre voisin, 170 à son cousin, lui aussi agriculteur, et 120 à une autre ferme dans un
   autre Etat.
   Il reste maintenant ce qui garder sa ferme fonctionnement sans dettes.
   Quel était le nom de l'agriculteur?

   Certains camarades de classe se moquaient, les autres pensaient; "Le vieil est devenu fou" ...
J'ai commencé à résoudre le problème ...
   310+170+120 = 600
   900-600 = 300
   Ils ont été laissés de 300 vaches pour l'agriculteur ... Et alors?
   Rien ne la sens ... bercé mon crayon entre ses doigts en essayant d'apporter un peu de clarté à cette folie.
   L'enseignant, à réduit le journal qu'il lisait, ou faisant semblant de lire, se délectant dans le désespoir de certains, la frustration pour les autres, la négligence de tant ...
   Je l'ai regardé... Il ya quelque chose entre les lignes, je me suis dit ...
   J'ai commencé en se concentrant ... Il regardé les comptes que ceux qui cherchent un moyen de sortir du labyrinthe ... Regardé les chiffres, fait de nouveau calculs, jusqu'à ce que la recherche d'une  autre façon ...
   Fractions! L'agriculteur avait été avec un tiers des bovins.
   Très bien! Mais n'a toujours pas de sens ... Disons alors que la réponse au problème était un tiers. Et alors?
   Tout à coup, je me suis souvenu ... il avait un ami, le fils du français, très peu qui a été appelé “Tiers”... Un farceur éternelle. Fait une blague à propos de tout, en particulier à propos de vous-même. Peut-être pensait-il si il s'humilie, il ne serait pas drôle ridiculisé par les autres ...
Un jour, j'ai demandé à ce que son nom signifie. Il m'a répondu; Un trois part de quelque chose...Mom pères pensaient que j'étais trop petit pour être un homme tout entier ... il m'a dit.
   Calmement je me levais, regardé l'enseignant, qui à cette époque déjà «avait réduit le journal qu'il lisait tranquillement, et dit:   - Je connais le nom de l'agriculteur!
   L'enseignant n'a pas étouffer parce qu'il ne mangeait rien, mais je pouvais encore voir son regard de discrédit
- Bien sûr que non! Dit le professeur. En quarante ans d'enseignement quelqu'un at-il résoudre ce
  problème ...
- Très bien! Et quel est le nom de l'homme?
- Tiers! Répondu.
Professeur Moraes ne tombe pas, car il était déjà assis.
-  Comment savez-vous?
   Je n'ai pas dit...
   Après avoir reçu d'innombrables récompenses pour avoir résolu un probleme qu'aucun de ses élèves, à travers les années, avait réussi, je suis devenu son élève préféré.
   Sur le premier test de mathématiques de l'année, pour lequel il ne m'avait pas préparé, comme toujours, l'enseignant se tourne vers moi et me dit: «Vous êtes assis à mon bureau! Je ne veux pas que quiconque copie son test "...
   Le vieil homme a ruiné ma journée ... Je n'ai pas étudé, comme d'habitude, mais, en même temps, ne voulait pas perdre son respect.
    Le fait est que il sali avec ma fierté... J'ai continué avec mon plaisanterie sans conséquence mais mes notes j'ai grandement amélioré. Mes parents ne comprenaient pas ce qui s'était passé ... Je n'ai pas étudié encore à la maison mais, à l'école, la seule chose qu'il fit fut de se concentrer au maximum sans avoir à quitter une salle de classe sans comprendre ce qui a été enseigné.
   Maintenant que j'y pense, je n'ai jamais remercié mon ami Tiers.







Copyright 1/2015 Eugenio Colin

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O MUNDO










                                                    O Mundo








                              O mundo de ontem que vejo agora

                              com olhos mais sábios que os de outrora
                              me faz reviver nos dia presentes
                              os fatos que outrora me eram contentes...
                              A infância por dias felizes marcada
                              na alma menina, sem pensar em nada,
                              a não ser brincadeiras de noite, de dia
                              que a maldade atual ainda nem conhecia...
                              No colégio, estudos diziam do mundo
                              assim meio por alto, não muito profundo
                              começavam a mostrar outra realidade
                              que um futuro, mais tarde, tornaria verdade...
                              Passeios `a tarde, trabalho buscando
                              de porta em porta, me apresentando
                              como mestre encantado dos sons que vendia,
                              fazendo valer toda minha ousadia...
                              Vivendo em família, meus pais a meu lado
                              então dividindo o que tinha guardado
                              na mente tão jovem de um sonhador
                              ao qual muita gente não dava valor...
                              A ideia bem simples que um dia faria,
                              da empresa pequena, grande companhia
                              para então contemplar os dias de calma
                              trazendo descanço `a pálida alma...
                              Quando então uma vez a procura do amor
                              que chegou encantado mas, cheio de dor,
                              me mostrou que o mundo, o que e' real,
                              compartilha com todos o bem e o mal...
                              Depois, muitos anos em terras distantes
                              ao lado de estranhos alegres, falantes
                              desvendei outro lado, uma outra moeda
                              tomada emprestada, impedindo uma queda...
                              Constatei que o humano sabe ser cruel
                              roubando o doce, espalhando o fel
                              matando por nada e sem consequência
                              sem mesmo fazer sequer coerência...
                              Agora que tenho tanto em minha mente,
                              de luta, tristeza, de gloria, de gente
                              aprendo a guardar no filme das vidas
                              as cenas que ao longo me foram queridas...
                              Aprendi a lutar, a vencer e sonhar
                              com os pés la' no chão para, quando acordar,
                              e lembrar onde estou, eu poder, na verdade,
                              separar fantasias da realidade...
                              Com o tempo, o sorriso quase aposentado
                              em um canto da mente ainda guardado
                              começou a sorrir com os descendentes
                              crescendo aos poucos, alegres, contentes.
                              Nada mais me assusta, não temo o mundo,
                              não hesito agora, nem por um segundo
                              ao saber separar o que e' bom do que e' mal
                              em uma mente de adulto, chegada afinal...
                              E, aquela aventura, antes tão criticada
                              por ideias simplórias sempre acomodadas,
                              devolveu `a criança, que na infância sonhou,
                              a vida de paz pela qual tanto lutou...







Copyright 2/ 2018 Eugenio Colin.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL









                                               A Independência do Brasil









   Nos idos de 1822 um acontecimento muito importante, nunca antes entao acontecido, aconteceu; a independência do Brasil foi proclamada.
   Ate' ai tudo bem! Mas, a historia factual, como foi ocorrida, nunca e' contada...
   A realidade e' que D.Pedro I, so' pensava na bunda na Chica da Silva.
   Sua esposa, Maria Leopoldina da Áustria, que abobou virando estacão de trem desativada, ate' sabia da paixão que seu esposo nutria pela linda escrava emancipada. Quando tomou ciência das preferencias sexuais de seu marido, não deu muita importância, ja' que também estava de olho no Conde de Luxemburgo. Mas, quando ele se casou com D. Branca da Suíça, uma plebeia, a D. Leopoldina ficou injuriada e, como naquela época não existia computador, nem "match.com", e ela percebeu que não tinha como tentar arrumar um outro amante, decidiu dirigir suas frustrações pro lado do marido e mandou matar a tal da Chica da Silva.
   Quando D. Pedro I, por sorte da mulata, descobriu que seu amor estava jurada de morte, falou com o Zeca Bigodinho", um feitor bem sucedido, merecedor de muito prestigio pelas cortes Brasileira e Portuguesa, e pediu que ele, imediatamente, tirasse a Chica de Salvador e sumisse com ela.
   Na viajem, Chica da Silva acabou se apaixonando pelo Zeca. Mas isto e' uma outra historia...
   O fato e' que o rei de Portugal, D.João VI, sabendo da historia, ordenou que seu filho saísse da Bahia, onde as mulatas estavam deixando o príncipe quase louco, e se mudasse para Santos onde so' tinha mulher  branquela e sem graça.
   E' claro que Pedro obedeceu. Mole e desengonçado do jeito que era, não ousaria se arriscar a perder o emprego de imperador... Jamais conseguiria algo nem parecido.
   Depois de algum tempo, Pedro ja' estava ate' se acostumando com aquela mesmice. Frequentemente lembrava da bunda da Chica, principalmente quando, sem querer, via sua esposa Leopoldina, que mais parecia uma tabua de passar roupa, saindo de barril de banho enrolada numa toalha...
   A vida corria tranquila ate' que um dia recebe uma mensagem de seu pai, informando que Portugal estava indo pro buraco e que ele, D.Pedro tinha que ir para São Paulo, proclamar a independência do Brasil.
   Ninguém entendeu nada. Portugal estava na pior e o Rei querendo se livrar do Brasil.
   Dom Pedro entrou em contato com o pai, e este falou:
-  Filho, para com essa tara de olhar para as bundas das escravas, e vai tratar de tua vida. Vai para São    Paulo, imediatamente e poe a porra da coroa do Brasil em tua cabeça antes de que algum
   aventureiro lance mão dela.
   Dia seguinte, la' ia D. Pedro de volta para São Paulo.
   A certa altura, durante a viagem, olhou para um lado, olhou para o outro, nada! Ninguém prestava atenção `a ele. Aproveitou a oportunidade e se escondeu atras de uma moita para se aliviar da tremenda diarreia que o perseguia desde a noite anterior quando havia comido cinco frangos assados, achando que um deles estava estragado. O que ele não sabia e' que, na realidade tinha sido envenenado pela esposa, que tentava se vingar da historia da Chica da Silva.
   Dona Leopoldina, por sua vez, errou tando na preparação do tal veneno que colocou na água de Pedro que, o máximo que havia conseguido, ate' aquele momento, era provocar caganeira no intestino real.
   D. Pedro, por sua vez suava mais do que porco comendo lavagem, no sol, em dia de verão. E' claro que o cavalo do imperador não era equipado com GPS. Assim sendo, ele rodava, rodava, rodava, e não encontrava o tal do rio Tiete, que havia sido ordenado por D. João VI, como local ideal para o "grito do Tiete" que acabou virando "grito do Ipiranga".
   Ja' havia decido do cavalo varias vezes, para se aliviar, e ja' não aguentava mais...
   Cavalgou mais alguns metros e viu um riacho minusculo. Olhou para uma placa, onde estava escrito: "Propriedade particular. Quem invadir, leva chumbo na bunda."
   O cacete! Ele era imperador e tinha o direito de invadir o que quisesse. Ordenou `a sua caravana para parar e ajuda-lo a proclamar a tal da independência ali mesmo.
   Na hora em que num ato de "bravura" puxou a espada da bainha para dar o grito da independência, sentiu uma cólica fortíssima. Pulou do cavalo e saiu correndo pro mato para se aliviar. No caminho, a única coisa que encontrou `a mão para se limpar, depois do alivio, foi a bandeira do novo pais, que ainda nem tinha sido proclamado...
   Meia hora depois, quando voltou de trás dos arbustos, a bandeira tinha as cores verde, amarela, azul, branca e marrom, exalando um odor horrível que não era das tintas que a coloriam.
   D. Pedro montou no cavalo novamente, sem nem poder sentar na sela, ja' que estava todo assado, colocou a bandeira da nova republica em volta do pescoço, com cuidado para não se sujar mais ainda, puxou da espada e gritou:
- Independência ou morte!
 Assim que cumpriu com seu dever, obedecendo `a seu pai, ordenou aos cinco componentes que faziam parte de sua caravana que ninguém abrisse o bico e relatasse a respeito daquela cagada.
   Ate' hoje se sabe se ele estava se referindo `a sua condição estomacal ou ao ato que acabara de praticar.
   Dona Leopoldina, prometeu  a si mesma que não falharia na próxima tentativa, quando soube que seu marido não so' não havia morrido, mas ainda, de lambuja, havia proclamado a independência do Brasil.





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