quinta-feira, 16 de agosto de 2018
NOT YET!
Not Yet!
Sometimes I ask the question,
"My Lord, is this Your will?"
It's then I hear You answer me,
"My Precious Child...be still."
Sometimes I feel frustrated,
Since I think I know what's best.
It's then I hear You say to me,
"My Busy Child...just rest."
Sometimes I feel so lonely
And I think I'd like a mate.
Your still small voice gets
"My Child...please wait."
"I know the plans I have for you,
The wondrous things you'll see;
If you can just be patient, Child,
And put all your trust in Me.
I've plans to draw you closer.
I've plans to help you grow.
There's much you cannot see
And much you do not know.
But child, know... I LOVE YOU.
You are precious unto Me.
Before I formed you in the womb,
I planned your destiny.
I've something very special
I hope for you to learn.
The gifts I wish to give to you
Are gifts you cannot earn.
They come without a price tag,
But not without a cost;
At Calvary, I gave My son,
So You would not be lost.
Rest child, and do not weary
Of doing what is good.
I promise I'll come back for you
Just like I said I would.
Your name is written on My palm,
I never could forget;
Therefore, do not be discouraged
When My answer is...NOT YET.
Copyright 7/18 Eugene Colin
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
A FONTE DA JUVENTUDE
A Fonte da Juventude
Alcebiades Aristóteles Antônio Antunes Arantes da Anunciacao Almeida de Sa’, um renomado pesquisador, que desde que se formara em medicina sempre dedicara boa parte de seu tempo em procurar solução para doenças e estados patológicos crônicos que afetava seus pacientes, era mais conhecido como Dr. Sa’.
Dr. Sa’ era um incurável ideológico romântico. Achava que poderia e, se não pudesse, ao menos havia tentado, resolver os problemas de saúde da humanidade.
Para ele, a maior riqueza do ser humano era a saúde. “Um duro com saúde vai ter sempre condição de trabalhar por dias melhores”, dizia constantemente...
Dr. Sa’, poderia facilmente passar por um galã de novelas. O homem tinha quase dois metros de altura, forte como um boxeador, uma saúde de ferro, quando perguntado, dizia que nunca se lembrava da ultima vez em que esteve doente.
Funcionarias eram difícil manter emprego em seu consultório. Não que não gostasse de mulher, pelo contrario, mas achava que não tinha tempo para se dedicar `a família ou a uma relação séria. Quando estava com vontade de “extravasar” seus “sentimentos” acumulados por algum tempo, procurava um Strip Club e, de la’ saia acompanhado por uma “atriz”para mais uma noite de aventuras inconsequentes que, segundo normas rígidas por ele mesmo estabelecidas, depois daquela noite nunca mais repetiria a mesma cena com a mesma “atriz”.
Ultimamente porém, Dr. Sa’ estava muito envolvido em seu novo projeto. Uma serie de expedições `a Amazônia onde, com uma equipe de médicos e enfermeiras que havia formado, permaneceria por três meses cuidando de pacientes carentes.
Este programa era financiado por sua própria fundação com auxilio da UNESCO e outras entidades filantropicas.
O mesmo projeto de iniciativa do governo federal la’ comparecia de seis em seis meses. Assim sendo, o seu projeto preencheria o vácuo, contribuindo melhor para o auxilio da população local.
Cada viagem cobria uma área especifica naquele enorme território. Desta vez o destino era Piniquim bem no centro da Amazônia.
Para facilitar e dar maior conforto aos médicos e enfermeiras que o acompanhariam, as viagens eram feita por transporte aéreo em cooperação com a FAB.
O cenário visto do alto era realmente amedrontador. Uma enorme área verde, aparantemente impenetrável. O único meio de transporte para aqueles pequenos povoados indígenas eram as hidrovias que, de la’ do alto, sumiam na vastidão do cenário.
Estavam quase chegando ao pequeno aeroporto quando, de repente, uma enorme tempestade se armou, justamente no momento em que o avião começava a descida de aproximação.
No meio de toda aquela água que do céu despencava, um raio atingiu a asa direita da aeronave, paralisando um dos dois motores. Alguns entraram em panico imediatamente. Nanando, um dos médicos que sofria de insonia, logo se arrependeu de ter brigado com sua noiva, razão pela qual havia aderido `a expedição; so’ porque ela vivia se recusando a dar pra ele, `as altas horas da madrugada, o que ele achava ter direito, mesmo ser ter mencionado casamento uma so’ vez, em cinco anos de compromisso.
Dr. Sa’ havia ate’ sugerido algumas vezes que se enturmasse no mesmo “Clube” que frequentava, se quisesse, resolvendo o problema ali mesmo em uma das salas vip, nos fundos do estabelecimento mas, Nanando era fiel `a sua noiva.
O panico ainda era geral quando o piloto avisou que se via obrigado a realizar um pouso forçado. Todos se seguraram da melhor maneira possível, alguns que nunca haviam rezado em toda a vida, aprenderam rapidinho.
O piloto estava tentando visualizar um rio mas estava difícil, sem muita claridade, com muita chuva, e arvore a dar com o pau. Finalmente, decidiu que não podia esperar mais... A porrada foi tão grande que so’ se via caixa subindo, gente descendo, vidro quebrando, agua entrando na cabine, explosões do lado de fora, faiscas do lado de dentro... Tudo que teriam direito se estivessem protagonizando uma superprodução hollywoodiana sobre desastre aeronáutico. Aquilo durou apenas alguns segundos que mais pareciam uma hora para os que la’ estavam. Finalmente... Silêncio total por alguns instantes, pouco a pouco, alguns gemidos, começaram a se ajudar uns aos outros... Por incrível que possa parecer, apenas alguns cortes e hematomas que começavam a ser notados nos bracos, pernas e rostos que ainda demonstravam pavor.
Dr. Sa’ começou a, muito superficialmente, examinar um por um, constatando que nada mais sério havia acontecido. Estava tão preocupado que nem percebeu um enorme corte em seu braco que sangrava profusamente. Um dos médicos aplicou um torniquete que temporariamente resolveu o problema.
Agora a chuva havia parado. O céu estava limpo e a claridade da lua era a única iluminação disponível `aquele momento.
Abriram a porta do avião com cuidado e resolveram explorar a área imediata onde o avião havia parado, para se certificar que poderiam esperar pelo dia com as portas abertas. Sem muito caminhar, Dr. Sa’ pode ver, sem muita clareza, uma pequena arvore com folhas bastante grandes que se fechavam ligeiramente `a medida que eram tocadas. Notou também que elas eram quentes, mesmo estando em uma floresta tropical em uma noite úmida.
Cortou uma das folhas, envolveu seu braco cortado e a amarrou com um rolo de gaze, solto de uma caixa, no interior do avião.
Arrumaram da melhor maneira possível o que ainda estava espalhado e foram dormir.
O sol, refletido em uma das asas ainda presa na fuselagem, acordou a um por um. Puderam perceber que, no local onde haviam “pousado”, a água do rio era bastante clara e límpida. Dr. Sa’ resolveu então limpar seu braco e agora, com a luz do dia, poder avaliar melhor a profundidade daquele corte.
Procurou uma toalha, agua oxigenada, um pouco de álcool e caminhou em direção ao rio. Notou porém, para sua surpresa, que aquele corte, apesar de muito profundo não doía ou incomodava, nem um pouco. Se abaixou perto da água que corria vagarosamente e, com muito cuidado começou a desamarrar a faixa que envolvia a folha que protegia o corte. Assim que desprotegeu o braco, gritou por Nanando e outros médicos que o haviam ajudado a cobrir o corte.
Todos chegaram correndo assustados, e para o espanto geral, aquele enorme corte estava quase que completamente cicatrizado. Somente uma pequena linha vermelha lembrava que, apenas algumas horas atrás, uma laceração estava ali presente.
Dr. Sa’ estava intrigado... Que planta seria aquela? Que poderes medicinais possuía? E’ claro que isto seria alvo de estudos muito mais detalhados.
Resolveu então montar o Centro Atendimental Geral Ambulatorial Da Amazônia, CAGADA, como se lia na sigla, ali mesmo. Quem sabe poderia se utilizar daquela planta maravilhosa para aliviar seus futuros pacientes...
Os responsáveis pela logística daquela expedição se encarregaram de montar um esquema de transporte que trariam os pacientes ate’ ali. Dr. Sa’ não queria se afastar de sua descoberta. Naquele mesmo dia, enquanto todos se encarregavam de fazer a CAGADA de pe’, ele ligava seu computador tentando pesquisar a respeito de sua descoberta ocasional.
Dois dias depois, começaram a chegar os primeiros pacientes. O Centro Odontológico era um dos mais procurados. Muitos problemas visuais também eram frequentes... Para cortes e pequenas lacerações localizadas, Dr. Sa’ agora contava com um aliado poderoso. Sua planta miraculosa.
Naquele mês, em apenas um dia , a populacao local não pode contar com a CAGADA que tao bem lhes serviam, devido a tempestade que arrebatou sobre a região.
Mas, Dr. Sa’ não estava com muita sorte em suas pesquisas. Ate’ agora não tinha a menor ideia sobre aquela planta miraculosa. So’ sabia que funcionava...
Um dia chega uma senhora que acabara de se ferir na perna com um facão, enquanto desmatava parte do terreno onde sua palhoça se localizava.
Ao ver aquele corte, Dr. Sa’ ja’ sabia o que fazer... Assim que pegou uma das folhas e voltou, ouviu a paciente dizer sorrindo:
- Ah! O senhor vai botar No seu cu?
A primeira reação do medico foi responder: “No seu, sua idiota!” Mas, não queria se rebaixar tanto, resolvendo ignorar o insulto.
- O que a senhora disse? Perguntou então, um pouco desconcertado pela verborreia ofensiva da
paciente.
- A planta que o senhor segura... O nome dela e’ No seu cu... Repetiu a senhora.
- A senhora conhece esta planta? Indagou Dr. Sa’
- Meu falecido marido usava muito...
- A senhora sabe como soletrar este nome?
- Sei não moço! Mas o nome e’ esse... Disse a senhora.
Ao dar o dia por encerrado, depois do ultimo paciente deixar a CAGADA, chamou Dr. Nanando. Ja’ que ele não dormia mesmo, pelo menos poderia ajudar na pesquisa daquela planta.
Tentaram varias opções de pronuncia ate’ que, finalmente, depararam com uma pagina da África, onde descobriram artigos falando sobre plantas exóticas ate’ hoje desconhecidas pela humanidade. Por fotos e descrições de varias plantas, por comparações e medidas, chegaram `a conclusão que haviam descoberto algo que lhes dariam muita satisfação, algo lindo, valioso, maravilhoso, “Nuceucuh”.
Agora, com o mistério desvendado, era so’ continuar as pesquisas e, imediatamente, publicar o mais que pudesse no Jornal de Medicina, para no futuro estar apto a clamar a autoria da descoberta, se isto ainda não tivesse sido feito.
Os dias se passavam e cada vez mais o ambulatório era procurado. Síndromes das mais variadas eram cuidadas. Dr. Sa’ havia conseguido ate’ envazar aquela planta, misturando parte de suas folhas picadas com pequenas porcões de álcool, éter sulfúrico, óleo de amêndoa e água destilada. A ideia era que o álcool pudesse desinfetar, o éter ajudar na vaporização, o óleo tornar a mistura mais aderente e a água espalhar os efeitos medicinais daquela solucao.
Em uma manha, logo apos ter, delicadamente recusado a oferta de um paciente de comer rabo de jacare’ como seu desjejum, alegando que sua primeira refeição diária era sempre o almoço, além de ser vegetariano, mentira deslavada que qualquer dono de churrascaria da cidade onde residia poderia facilmente desmentir, atendia seu primeiro paciente do dia. Tratava-se de uma senhora de, aparentemente, setenta anos com a pele de ambos os bracos cobertas de queimaduras que, embora leves e superficiais, segundo ela, incomodavam muito. O que mais o repugnava naquela paciente era que ela possuía apenas dois dentes, um na arcada superior o outro na inferior. Muito delicadamente, tentando não ferir a auto-estima da senhora, ele sugeriu que ela procurasse o Centro Odontológico que, certamente a ajudaria da correção daquela anomalia.
A senhora, sorrindo respondeu: “Que nada douto! Isso são minhas faca. Com esses dente eu corto ate’ cana de açúcar...”
Apos pensar que talvez cortar tanta cana de açúcar tenha sido a causa daquele sorriso esdruxulo, Dr. Sa’ não titubeou. Pegou um frasco da nova mistura que já havia preparado e, depois de limpar os ferimentos, a instruiu que usasse duas vezes naquele dia. A primeira vez dentro de quatro horas e, a segunda antes de dormir.
Dentre os vários beneficios que aquela equipe estava trazendo a toda a populacao, um dos maiores, sem duvida havia sido a descoberta ocasional que um acontecimento inusitado havia tornado possível.
`A noite, Sa’ aproveitava a insonia de Nanando para que ele, de bom grado, segundo varias vezes havia verbalizado, transcrevesse progressos, descobertas e realizações em um diário que mantinham, organizando e descrevendo as atividades da CAGADA, o que diariamente faziam.
Estavam la’ a pouco mais de um mês quando, inesperadamente um helicóptero pousou no meio da CAGADA.
Desta vez não se tratava de um paciente que necessitava de atendimento urgente e sim o Governador do Estado que vinha pessoalmente agradecer por todo aquele esforco, dedicação, altruísmo por parte de Dr. Sa’ e sua equipe de profissionais abnegados. O Governador chegou ate’ a oferecer a construção de um Centro de Atendimento permanente, se aquele abnegado doutor se dispusesse a atuar como diretor daquele projeto, ali comparecendo apenas quinzenalmente.
Dr. Sa’ gostou da ideia e se propôs a pensar como poderia ajudar a este novo projeto se concretizar.
Mais tarde, apos a comitiva deixar o local, o atendimento aos pacientes continuava. Assim que chegou ao seu consultório, viu na sala de espera uma jovem, muito bonita, rosto angelical, cabelos negros e longos, olhos amendoados, usando um short tao curto e apertado que provavelmente estava impedindo a circulação sanguínea daquelas lindas coxas. Mas o que mais chamava atenção naquela jovem, alem da beleza, eram seus enormes seios que mal cabiam naquela blusa toda rasgada. De repente, teve saudades do “Entra devagar” nome daquele “Strip Club” que sempre frequentava e que uma vez havia sugerido `a Dr. Nanando.
- Em que posso ajudar `a jovem. Você não me parece doente... Disse Dr. Sa’, sem conseguir tirar os
olhos daqueles seios encantadores.
- O senhor não se lembra de mim? Disse a jovem.
- Você ja’ esteve aqui? Perguntou Dr. Sa’.
- Memoria curta doutô? Respondeu a jovem sorrindo.
Ao reparar naquele sorriso inesquecível, com apenas dois dentes, um em cima o outro em baixo, Dr. Sa' lembrava daquela senhora a quem havia sugerido, com cuidado para não ferir sua auto-estima, procurar o Centro Odontológico.
- O que aconteceu? A senhora me disse que tinha setenta anos... Indagou.
- Setenta e um! Fiz aniversário semana passada...Agora eu sou “senhora”? Ainda ha’ pouco não
tirava os olho das minha coxa e dos meu peito. De repente virei
“senhora”? O que que houve Doutô, brochô?
- Deixa eu ver os bracos. Melhoraram da queimadura? Indagou Dr. Sa’.
- Doutô! Tanta coisa pra vê e o sinhô que’ olha' meus braço?
- O que aconteceu? Indagou Dr. Sa’.
- Sei la’! O senhor e’ que e’ o médico. Cheguei em casa, bebi aquele liquido do vidro e,
uma semana mais tarde as ruga começaram a sumi’, os peito crescê, a coxa
engrossa’, a pele estica’ e agora to aqui doida pra agradecê ao sinhô. Se quise’
posso agradecê aqui mesmo no chão... Disse a “senhora” ja’ desabotoando a blusa,
concluindo...
- O pior e’ que to maluca pra dar uma trepadinha...
- A senhora não tem namorado?
- Doutô! Naquela tribo so’ tem homem com mais de quarenta ou menino com menos
de quinze. Além do que, índio anda pelado! O senhor ja’ viu o tamanho dos pinto deles? Aquilo
não da’ nem pra fazer cosquinha... O seu ainda não vi não mas não pode ser menor do que os deles.
`Aquela altura, Dr. Sa’ so’ pensava em sua descoberta. Havia ocasionalmente encontrado o que todos os pesquisadores do mundo sempre procuraram.
Acidentalmente aquela viagem havia se tornado no premio maior que jamais poderia ter alcançado. Agora teria algo muito mais importante a transcrever no Jornal de Medicina.
Ainda estava absorto em seus pensamentos quando ouviu:
- Doutô! Come’ qui e’... Tô aqui toda molhada. Vai querê ou não?
Dr. Sa’ olhou para aquilo tudo que se exibia `a sua frente, pensou, cocou a cabeça, lembrou do seu “Strip Club” e falou:
- Vamos fazer o seguinte... Procura o Centro Odontológico, arruma estes dentes e depois volta aqui
para conversarmos...
- Ta’ bem mas, primeiro agente trepa, depois cunversa... Disse a, “senhora”?
A “moça/senhora” saiu correndo mais do que um foguete...
Dr. Sa’ ponderava sobre ética profissional mas, agora queria saber se os efeitos daquela planta atingiam também a mente... Aquela senhora que antes tentava comprar uma televisão agora queria comprar uma cama nova. Pensando bem, teria que “pesquisar” mais sobre aquela total transformação alem de, e’ claro, estar em jejum por mais de dois meses, com as mãos todas machucadas, sem falar sobre outras partes do corpo, o que, tudo misturado, de certa forma, desculparia aquela atitude.
Pelo menos, enquanto ali estivesse teria companhia, para o bem da ciência e’ claro, e porque não dizer, de toda a humanidade, alem de ajudar `aquela pobre senhora, agora moça, carente.
Por um instante pensava mais alto. Premio Nobel de Medicina, mais dinheiro para poder ajudar a um maior numero de pacientes carentes e, quem sabe, uma companheira para esquentar as noites úmidas, `as vezes frias da Amazônia. E’ bem verdade que ela tinha setenta e um anos mas, pensando bem estava, gracas `a sua descoberta, agora estava melhor do que as “atrizes” do Entra Devagar.
A historia se espalhou rapidamente por toda a equipe. Todos se sentiam orgulhosos por poder trabalhar com aquele gênio da medicina que, mesmo o fato de ter feito uma descoberta acidental, que so’ se materializou por seu esforco, persistência e dedicação, não tiravam o mérito de ter encontrado Nuceucuh, a fonte da juventude....
Copiright 2013 Eugenio Colin.
Alcebiades Aristóteles Antônio Antunes Arantes da Anunciacao Almeida de Sa’, um renomado pesquisador, que desde que se formara em medicina sempre dedicara boa parte de seu tempo em procurar solução para doenças e estados patológicos crônicos que afetava seus pacientes, era mais conhecido como Dr. Sa’.
Dr. Sa’ era um incurável ideológico romântico. Achava que poderia e, se não pudesse, ao menos havia tentado, resolver os problemas de saúde da humanidade.
Para ele, a maior riqueza do ser humano era a saúde. “Um duro com saúde vai ter sempre condição de trabalhar por dias melhores”, dizia constantemente...
Dr. Sa’, poderia facilmente passar por um galã de novelas. O homem tinha quase dois metros de altura, forte como um boxeador, uma saúde de ferro, quando perguntado, dizia que nunca se lembrava da ultima vez em que esteve doente.
Funcionarias eram difícil manter emprego em seu consultório. Não que não gostasse de mulher, pelo contrario, mas achava que não tinha tempo para se dedicar `a família ou a uma relação séria. Quando estava com vontade de “extravasar” seus “sentimentos” acumulados por algum tempo, procurava um Strip Club e, de la’ saia acompanhado por uma “atriz”para mais uma noite de aventuras inconsequentes que, segundo normas rígidas por ele mesmo estabelecidas, depois daquela noite nunca mais repetiria a mesma cena com a mesma “atriz”.
Ultimamente porém, Dr. Sa’ estava muito envolvido em seu novo projeto. Uma serie de expedições `a Amazônia onde, com uma equipe de médicos e enfermeiras que havia formado, permaneceria por três meses cuidando de pacientes carentes.
Este programa era financiado por sua própria fundação com auxilio da UNESCO e outras entidades filantropicas.
O mesmo projeto de iniciativa do governo federal la’ comparecia de seis em seis meses. Assim sendo, o seu projeto preencheria o vácuo, contribuindo melhor para o auxilio da população local.
Cada viagem cobria uma área especifica naquele enorme território. Desta vez o destino era Piniquim bem no centro da Amazônia.
Para facilitar e dar maior conforto aos médicos e enfermeiras que o acompanhariam, as viagens eram feita por transporte aéreo em cooperação com a FAB.
O cenário visto do alto era realmente amedrontador. Uma enorme área verde, aparantemente impenetrável. O único meio de transporte para aqueles pequenos povoados indígenas eram as hidrovias que, de la’ do alto, sumiam na vastidão do cenário.
Estavam quase chegando ao pequeno aeroporto quando, de repente, uma enorme tempestade se armou, justamente no momento em que o avião começava a descida de aproximação.
No meio de toda aquela água que do céu despencava, um raio atingiu a asa direita da aeronave, paralisando um dos dois motores. Alguns entraram em panico imediatamente. Nanando, um dos médicos que sofria de insonia, logo se arrependeu de ter brigado com sua noiva, razão pela qual havia aderido `a expedição; so’ porque ela vivia se recusando a dar pra ele, `as altas horas da madrugada, o que ele achava ter direito, mesmo ser ter mencionado casamento uma so’ vez, em cinco anos de compromisso.
Dr. Sa’ havia ate’ sugerido algumas vezes que se enturmasse no mesmo “Clube” que frequentava, se quisesse, resolvendo o problema ali mesmo em uma das salas vip, nos fundos do estabelecimento mas, Nanando era fiel `a sua noiva.
O panico ainda era geral quando o piloto avisou que se via obrigado a realizar um pouso forçado. Todos se seguraram da melhor maneira possível, alguns que nunca haviam rezado em toda a vida, aprenderam rapidinho.
O piloto estava tentando visualizar um rio mas estava difícil, sem muita claridade, com muita chuva, e arvore a dar com o pau. Finalmente, decidiu que não podia esperar mais... A porrada foi tão grande que so’ se via caixa subindo, gente descendo, vidro quebrando, agua entrando na cabine, explosões do lado de fora, faiscas do lado de dentro... Tudo que teriam direito se estivessem protagonizando uma superprodução hollywoodiana sobre desastre aeronáutico. Aquilo durou apenas alguns segundos que mais pareciam uma hora para os que la’ estavam. Finalmente... Silêncio total por alguns instantes, pouco a pouco, alguns gemidos, começaram a se ajudar uns aos outros... Por incrível que possa parecer, apenas alguns cortes e hematomas que começavam a ser notados nos bracos, pernas e rostos que ainda demonstravam pavor.
Dr. Sa’ começou a, muito superficialmente, examinar um por um, constatando que nada mais sério havia acontecido. Estava tão preocupado que nem percebeu um enorme corte em seu braco que sangrava profusamente. Um dos médicos aplicou um torniquete que temporariamente resolveu o problema.
Agora a chuva havia parado. O céu estava limpo e a claridade da lua era a única iluminação disponível `aquele momento.
Abriram a porta do avião com cuidado e resolveram explorar a área imediata onde o avião havia parado, para se certificar que poderiam esperar pelo dia com as portas abertas. Sem muito caminhar, Dr. Sa’ pode ver, sem muita clareza, uma pequena arvore com folhas bastante grandes que se fechavam ligeiramente `a medida que eram tocadas. Notou também que elas eram quentes, mesmo estando em uma floresta tropical em uma noite úmida.
Cortou uma das folhas, envolveu seu braco cortado e a amarrou com um rolo de gaze, solto de uma caixa, no interior do avião.
Arrumaram da melhor maneira possível o que ainda estava espalhado e foram dormir.
O sol, refletido em uma das asas ainda presa na fuselagem, acordou a um por um. Puderam perceber que, no local onde haviam “pousado”, a água do rio era bastante clara e límpida. Dr. Sa’ resolveu então limpar seu braco e agora, com a luz do dia, poder avaliar melhor a profundidade daquele corte.
Procurou uma toalha, agua oxigenada, um pouco de álcool e caminhou em direção ao rio. Notou porém, para sua surpresa, que aquele corte, apesar de muito profundo não doía ou incomodava, nem um pouco. Se abaixou perto da água que corria vagarosamente e, com muito cuidado começou a desamarrar a faixa que envolvia a folha que protegia o corte. Assim que desprotegeu o braco, gritou por Nanando e outros médicos que o haviam ajudado a cobrir o corte.
Todos chegaram correndo assustados, e para o espanto geral, aquele enorme corte estava quase que completamente cicatrizado. Somente uma pequena linha vermelha lembrava que, apenas algumas horas atrás, uma laceração estava ali presente.
Dr. Sa’ estava intrigado... Que planta seria aquela? Que poderes medicinais possuía? E’ claro que isto seria alvo de estudos muito mais detalhados.
Resolveu então montar o Centro Atendimental Geral Ambulatorial Da Amazônia, CAGADA, como se lia na sigla, ali mesmo. Quem sabe poderia se utilizar daquela planta maravilhosa para aliviar seus futuros pacientes...
Os responsáveis pela logística daquela expedição se encarregaram de montar um esquema de transporte que trariam os pacientes ate’ ali. Dr. Sa’ não queria se afastar de sua descoberta. Naquele mesmo dia, enquanto todos se encarregavam de fazer a CAGADA de pe’, ele ligava seu computador tentando pesquisar a respeito de sua descoberta ocasional.
Dois dias depois, começaram a chegar os primeiros pacientes. O Centro Odontológico era um dos mais procurados. Muitos problemas visuais também eram frequentes... Para cortes e pequenas lacerações localizadas, Dr. Sa’ agora contava com um aliado poderoso. Sua planta miraculosa.
Naquele mês, em apenas um dia , a populacao local não pode contar com a CAGADA que tao bem lhes serviam, devido a tempestade que arrebatou sobre a região.
Mas, Dr. Sa’ não estava com muita sorte em suas pesquisas. Ate’ agora não tinha a menor ideia sobre aquela planta miraculosa. So’ sabia que funcionava...
Um dia chega uma senhora que acabara de se ferir na perna com um facão, enquanto desmatava parte do terreno onde sua palhoça se localizava.
Ao ver aquele corte, Dr. Sa’ ja’ sabia o que fazer... Assim que pegou uma das folhas e voltou, ouviu a paciente dizer sorrindo:
- Ah! O senhor vai botar No seu cu?
A primeira reação do medico foi responder: “No seu, sua idiota!” Mas, não queria se rebaixar tanto, resolvendo ignorar o insulto.
- O que a senhora disse? Perguntou então, um pouco desconcertado pela verborreia ofensiva da
paciente.
- A planta que o senhor segura... O nome dela e’ No seu cu... Repetiu a senhora.
- A senhora conhece esta planta? Indagou Dr. Sa’
- Meu falecido marido usava muito...
- A senhora sabe como soletrar este nome?
- Sei não moço! Mas o nome e’ esse... Disse a senhora.
Ao dar o dia por encerrado, depois do ultimo paciente deixar a CAGADA, chamou Dr. Nanando. Ja’ que ele não dormia mesmo, pelo menos poderia ajudar na pesquisa daquela planta.
Tentaram varias opções de pronuncia ate’ que, finalmente, depararam com uma pagina da África, onde descobriram artigos falando sobre plantas exóticas ate’ hoje desconhecidas pela humanidade. Por fotos e descrições de varias plantas, por comparações e medidas, chegaram `a conclusão que haviam descoberto algo que lhes dariam muita satisfação, algo lindo, valioso, maravilhoso, “Nuceucuh”.
Agora, com o mistério desvendado, era so’ continuar as pesquisas e, imediatamente, publicar o mais que pudesse no Jornal de Medicina, para no futuro estar apto a clamar a autoria da descoberta, se isto ainda não tivesse sido feito.
Os dias se passavam e cada vez mais o ambulatório era procurado. Síndromes das mais variadas eram cuidadas. Dr. Sa’ havia conseguido ate’ envazar aquela planta, misturando parte de suas folhas picadas com pequenas porcões de álcool, éter sulfúrico, óleo de amêndoa e água destilada. A ideia era que o álcool pudesse desinfetar, o éter ajudar na vaporização, o óleo tornar a mistura mais aderente e a água espalhar os efeitos medicinais daquela solucao.
Em uma manha, logo apos ter, delicadamente recusado a oferta de um paciente de comer rabo de jacare’ como seu desjejum, alegando que sua primeira refeição diária era sempre o almoço, além de ser vegetariano, mentira deslavada que qualquer dono de churrascaria da cidade onde residia poderia facilmente desmentir, atendia seu primeiro paciente do dia. Tratava-se de uma senhora de, aparentemente, setenta anos com a pele de ambos os bracos cobertas de queimaduras que, embora leves e superficiais, segundo ela, incomodavam muito. O que mais o repugnava naquela paciente era que ela possuía apenas dois dentes, um na arcada superior o outro na inferior. Muito delicadamente, tentando não ferir a auto-estima da senhora, ele sugeriu que ela procurasse o Centro Odontológico que, certamente a ajudaria da correção daquela anomalia.
A senhora, sorrindo respondeu: “Que nada douto! Isso são minhas faca. Com esses dente eu corto ate’ cana de açúcar...”
Apos pensar que talvez cortar tanta cana de açúcar tenha sido a causa daquele sorriso esdruxulo, Dr. Sa’ não titubeou. Pegou um frasco da nova mistura que já havia preparado e, depois de limpar os ferimentos, a instruiu que usasse duas vezes naquele dia. A primeira vez dentro de quatro horas e, a segunda antes de dormir.
Dentre os vários beneficios que aquela equipe estava trazendo a toda a populacao, um dos maiores, sem duvida havia sido a descoberta ocasional que um acontecimento inusitado havia tornado possível.
`A noite, Sa’ aproveitava a insonia de Nanando para que ele, de bom grado, segundo varias vezes havia verbalizado, transcrevesse progressos, descobertas e realizações em um diário que mantinham, organizando e descrevendo as atividades da CAGADA, o que diariamente faziam.
Estavam la’ a pouco mais de um mês quando, inesperadamente um helicóptero pousou no meio da CAGADA.
Desta vez não se tratava de um paciente que necessitava de atendimento urgente e sim o Governador do Estado que vinha pessoalmente agradecer por todo aquele esforco, dedicação, altruísmo por parte de Dr. Sa’ e sua equipe de profissionais abnegados. O Governador chegou ate’ a oferecer a construção de um Centro de Atendimento permanente, se aquele abnegado doutor se dispusesse a atuar como diretor daquele projeto, ali comparecendo apenas quinzenalmente.
Dr. Sa’ gostou da ideia e se propôs a pensar como poderia ajudar a este novo projeto se concretizar.
Mais tarde, apos a comitiva deixar o local, o atendimento aos pacientes continuava. Assim que chegou ao seu consultório, viu na sala de espera uma jovem, muito bonita, rosto angelical, cabelos negros e longos, olhos amendoados, usando um short tao curto e apertado que provavelmente estava impedindo a circulação sanguínea daquelas lindas coxas. Mas o que mais chamava atenção naquela jovem, alem da beleza, eram seus enormes seios que mal cabiam naquela blusa toda rasgada. De repente, teve saudades do “Entra devagar” nome daquele “Strip Club” que sempre frequentava e que uma vez havia sugerido `a Dr. Nanando.
- Em que posso ajudar `a jovem. Você não me parece doente... Disse Dr. Sa’, sem conseguir tirar os
olhos daqueles seios encantadores.
- O senhor não se lembra de mim? Disse a jovem.
- Você ja’ esteve aqui? Perguntou Dr. Sa’.
- Memoria curta doutô? Respondeu a jovem sorrindo.
Ao reparar naquele sorriso inesquecível, com apenas dois dentes, um em cima o outro em baixo, Dr. Sa' lembrava daquela senhora a quem havia sugerido, com cuidado para não ferir sua auto-estima, procurar o Centro Odontológico.
- O que aconteceu? A senhora me disse que tinha setenta anos... Indagou.
- Setenta e um! Fiz aniversário semana passada...Agora eu sou “senhora”? Ainda ha’ pouco não
tirava os olho das minha coxa e dos meu peito. De repente virei
“senhora”? O que que houve Doutô, brochô?
- Deixa eu ver os bracos. Melhoraram da queimadura? Indagou Dr. Sa’.
- Doutô! Tanta coisa pra vê e o sinhô que’ olha' meus braço?
- O que aconteceu? Indagou Dr. Sa’.
- Sei la’! O senhor e’ que e’ o médico. Cheguei em casa, bebi aquele liquido do vidro e,
uma semana mais tarde as ruga começaram a sumi’, os peito crescê, a coxa
engrossa’, a pele estica’ e agora to aqui doida pra agradecê ao sinhô. Se quise’
posso agradecê aqui mesmo no chão... Disse a “senhora” ja’ desabotoando a blusa,
concluindo...
- O pior e’ que to maluca pra dar uma trepadinha...
- A senhora não tem namorado?
- Doutô! Naquela tribo so’ tem homem com mais de quarenta ou menino com menos
de quinze. Além do que, índio anda pelado! O senhor ja’ viu o tamanho dos pinto deles? Aquilo
não da’ nem pra fazer cosquinha... O seu ainda não vi não mas não pode ser menor do que os deles.
`Aquela altura, Dr. Sa’ so’ pensava em sua descoberta. Havia ocasionalmente encontrado o que todos os pesquisadores do mundo sempre procuraram.
Acidentalmente aquela viagem havia se tornado no premio maior que jamais poderia ter alcançado. Agora teria algo muito mais importante a transcrever no Jornal de Medicina.
Ainda estava absorto em seus pensamentos quando ouviu:
- Doutô! Come’ qui e’... Tô aqui toda molhada. Vai querê ou não?
Dr. Sa’ olhou para aquilo tudo que se exibia `a sua frente, pensou, cocou a cabeça, lembrou do seu “Strip Club” e falou:
- Vamos fazer o seguinte... Procura o Centro Odontológico, arruma estes dentes e depois volta aqui
para conversarmos...
- Ta’ bem mas, primeiro agente trepa, depois cunversa... Disse a, “senhora”?
A “moça/senhora” saiu correndo mais do que um foguete...
Dr. Sa’ ponderava sobre ética profissional mas, agora queria saber se os efeitos daquela planta atingiam também a mente... Aquela senhora que antes tentava comprar uma televisão agora queria comprar uma cama nova. Pensando bem, teria que “pesquisar” mais sobre aquela total transformação alem de, e’ claro, estar em jejum por mais de dois meses, com as mãos todas machucadas, sem falar sobre outras partes do corpo, o que, tudo misturado, de certa forma, desculparia aquela atitude.
Pelo menos, enquanto ali estivesse teria companhia, para o bem da ciência e’ claro, e porque não dizer, de toda a humanidade, alem de ajudar `aquela pobre senhora, agora moça, carente.
Por um instante pensava mais alto. Premio Nobel de Medicina, mais dinheiro para poder ajudar a um maior numero de pacientes carentes e, quem sabe, uma companheira para esquentar as noites úmidas, `as vezes frias da Amazônia. E’ bem verdade que ela tinha setenta e um anos mas, pensando bem estava, gracas `a sua descoberta, agora estava melhor do que as “atrizes” do Entra Devagar.
A historia se espalhou rapidamente por toda a equipe. Todos se sentiam orgulhosos por poder trabalhar com aquele gênio da medicina que, mesmo o fato de ter feito uma descoberta acidental, que so’ se materializou por seu esforco, persistência e dedicação, não tiravam o mérito de ter encontrado Nuceucuh, a fonte da juventude....
Copiright 2013 Eugenio Colin.
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
PER CHI PENSA
Per Chi Pensa
-Acqua passata non macina più.
-Al nemico che fugge, ponti d’oro!
-Amor, tosse e fumo, malemente si nascondono.
-Amore a prima vista è possibile; ma è sempre bene prendere un secondo sguardo ...
-Amore a prima vista è possibile; ma è sempre bene prendere un secondo sguardo ...
-Anche la legna storta dà fuoco diritto.
-Al confessore, medico e avvocato, non tenere il ver celato.
-Cavallo che corre non ha bisogno di sproni.
-Chi due lepri caccia, l'una non piglia, e l'altra lascia.
-Chi ha capo di cera non vada al sole.
-Chi ruba una volta è sempre ladro.
-Chi vuol saldar pinga non la maneggia.
-Danti ha fatto versi divini... Chianti, vini diversi.
-E meglio cader dalla finestra che dal tetto.
-Gli nomini hanno gli anni che sentono, e le -donne quelli che mostrano.
-Il bugiardo deve avere buona memoria.
-Il mondo è fatto a scale, chi Ie scende, e chi le sale.
-Irreale `e tutto quello che non è ancora successo.
-La più grande arma contro la tristezza è il sorriso. Ma se siete senza denti, è meglio essere tristi.
-La vita non ha il telecomando! Bisogna alzare il culo dalla sedia e il cambiamento del - programma...
-La vita si riduce a quattro bottiglie: Biberon, Coca-Cola, Birra e Soro.
-L'importante non `e la dimensione d'il bastone, ma il suo potere magico.
-L'uomo che dice: donna `e il meglio della natura, `e disposto a dare uno sguardo al "paesaggio"...
-Irreale `e tutto quello che non è ancora successo.
-La più grande arma contro la tristezza è il sorriso. Ma se siete senza denti, è meglio essere tristi.
-La vita non ha il telecomando! Bisogna alzare il culo dalla sedia e il cambiamento del - programma...
-La vita si riduce a quattro bottiglie: Biberon, Coca-Cola, Birra e Soro.
-L'importante non `e la dimensione d'il bastone, ma il suo potere magico.
-L'uomo che dice: donna `e il meglio della natura, `e disposto a dare uno sguardo al "paesaggio"...
-Meglio l'uovo oggi, che la gallina domani.
-Molti vivono pensando solo al futuro, dimenticando il presente, che `e il futuro appena arrivato.
-Il mondo `e una tragedia per chi si sente e una commedia per chi pensa ...
Copyright 7/2018 Eugene Colin.
-Molti vivono pensando solo al futuro, dimenticando il presente, che `e il futuro appena arrivato.
-Il mondo `e una tragedia per chi si sente e una commedia per chi pensa ...
Copyright 7/2018 Eugene Colin.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
BOB
BOB
Basílio e Belmiro estavam felizes da vida... Não podiam se conter de tanta alegria... Finalmente, apos três anos de convivência intima, amorosa e cometida, haviam acabado de se casar.
Depois de tanta luta, tantas frustrações, tantas batalhas para conseguir o que almejavam, finalmente, selaram seu amor perante a sociedade e... Perante Deus? Agora, depois da aprovação da resolução nº 175, de 14 de maio de 2013, do Conselho Nacional de Justiça, finalmente puderam realizar o sonho de suas vidas...
Eles haviam se conhecido em uma daqueles paradas cheias de arco-iris, no momento em que
Basílio havia se abaixado no meio da rua para amarrar o cadarço de seu tênis multicolorido. Quando Belmiro percebeu que parte do rego daquele estranho estava sendo exposto `a olhares fortuitos. Correu em seu resgate, puxando as calças do novo conhecido para cima dizendo:
- Cuidado! O “jantar” esta’ esfriando...
Basílio não resistiu, começou a rir, motivado pela criatividade daquele que seria, daquele dia em diante, o grande amor de sua vida.
Basílio era “uma menina” desde criancinha... Brincava com bonecas, fazia xixi sentado, gostava brincar com batom e estojo de maquiagem de sua mãe, enquanto Belmiro, por sua vez; cabra macho, havia ate' sido casado por alguns anos ate' que, um dia, ao chegar em casa um pouco mais cedo do que de costume, flagrou sua esposa, deitada em baixo das cobertas, tendo seu chefe, por cima dela. Sendo homem como sempre foi, não podia perdoar aquela traição... Ordenou que sua esposa fosse embora de casa. O que so' não aconteceu porque foi lembrado que a casa era dela, presente do pai e, assim sendo, ele e’ quem teve que se mandar, depressa, antes que fosse coberto de porrada, como ja' havia feito anteriormente... Talvez tenha sido este fato que fez com que ele tivesse “virado a casaca”.
Mas, isso eram aguas passadas, agora estava casado e feliz... Tinha certeza que Basílio era fiel.
Aquele dia, estavam convencidos, seria inesquecível. Haviam ate' conseguido se casar na esquina da rua onde moravam, em uma daquelas Igrejas Universais de reinos diversos que se espalham por todos os lados.
O único momento embaraçoso da cerimonia foi quando o “ministro” não sabia se deveria dizer: “o noivo pode beijar o noivo...” e, por via dos duvidas, acabou optando por: “os noivos podem se cumprimentar.”
Ate' o episodio acontecido na hora da recepção, quando uma das serventes, certamente homofóbica, comentou que se homoxesualismo fosse normal, Deus teria criado Adão e Ivo, havia sido relevado pelos nubentes. Nada na vida importava mais do que aquele momento inesquecível.
A recepção, realizada no “Bottom End Up”, um bar homoxessual do bairro onde moravam, corria como haviam planejado. Todos esbanjavam felicidade... Homem com homem, mulher com mulher e' claro, como deve ser politicamente correto em um estabelecimento daquela categoria.
Depois de horas de inicio de uma felicidade que estava fadada a ser eterna, finalmente exaustos, o casal se despediu dos últimos convidados e foram para casa, para “selar” seu amor para sempre. Seria uma noite inesquecível para ambos.
Como não tinham bebida em casa, ja' que eram ambos abstêmios, resolveram comemorar, entrelaçando os braços, como se faz com taças de champanhe, so' que, ao invés de bebida, com os salgadinhos remanescestes da festa, um chupando o espetinho do outro. O que sobrasse dos petiscos trazidos para casa, seriam degustados no cafe' da manha do dia seguinte.
A vida dos dois seguia muito melhor do que esperavam... Haviam ate' encomendado uma placa daquelas que se pendura na porta de entrada dos lares, com os dizeres: “Amor aqui abunda”. Tinham certeza absoluta e inequívoca que se amavam apaixonadamente...
Basílio, permanecia em casa, tomando conta de tudo. Lavava, passava, arrumava a casa, cozinhava, fazia questão de manter o “ninho de amor” em ordem, para que seu concubino, cada vez mais, se sentisse amado e cuidado. Belmiro por sua vez trabalhava, e era responsável pelo sustento do casal, tomando cuidado para que seu interesse amoroso, se sentisse realizado e protegido, como deve acontecer com todos os casais que tem em si o desejo de que seu parceiro tenha uma vida tranquila e livre de qualquer turbulência.
Isto porem incomodada Basílio. Ele achava que deveria fazer um pouco mais por seu amado mas, por outro lado, não queria pedir dinheiro ao seu esposo para lhe comprar um presente.
Um dia, depois de quase queimar seus neurônios, tentando achar uma maneira para que pudesse dar uma lembrança `a Belmiro, teve uma ideia brilhante; resolveu ir `a um salão de tatuagem e mandar tatuar duas letras “B”, uma em cada uma de suas nádegas, gravando assim para sempre seu voto de cometimento `aquele grande amor.
Dito e feito!
Basílio não conseguia se conter de tanta felicidade. O dia parecia não terminar nunca. Ele não podia esperar ate' a hora de mostrar `a Belmiro a prova de seu amor e cometimento, agora estampada em sua própria carne.
Corria com seus afazeres domésticos para que antes das sete da noite, hora em que, religiosamente seu marido chegava em casa, estivesse preparado para surpreender seu grande amor.
Eram dez para as sete da noite quando Basílio, com todos seus afazeres domésticos concluídos, tomou um banho rápido e, completamente pelado se ajoelhou em cima do sofa', ficando de cócoras com o fiofo' viradao em direção `a porta de entrada do apartamento para que, quando seu querido entrasse , tivesse a oportunidade de ter a certeza do amor de seu esposo estampado para sempre em suas nadegas.
Não tardou para que, mesmo de costas para a porta de entrada pudesse ouvir:
- Amoooooor! Cheguei!
Emocionado, com o coração batendo forte, tentando antever a reação de seu marido, Basílio permaneceu imóvel por alguns segundos...
Passado algum tempo porem, como não ouviu uma palavra de Belmiro, resolveu se voltar para trás e constatar porque seu amor não havia reagido como ele esperava.
Foi com surpresa que, ao virar para a porta, pode ver Basílio, obumbrado, sem conseguir esconder sua decepção quando, com lagrimas nos olhos, coração `a mão, mal conseguiu, `a duras penas, perguntar:
- Quem e’ BoB?
Copyright 7/2015 Eugene Colin
quinta-feira, 19 de julho de 2018
ABOUT AS FAR AS I REMEMBER...
About as far as I remember...
A wife complains to her husband: “Just look at that couple down the road, how lovely they are. He keeps holding her hand, kissing her, holding the door for her, why can’t you do the same?”
The husband: “Are you crazy? I barely know that woman!”
Patient: Oh doctor, I’m just so nervous. This is my first operation.
Doctor: Don't worry. Mine to!
“You are so kind, funny and beautiful.”
“Oh, come on! You just want to get me to bed.”
“And smart, too!”
Do you know why women aren’t allowed in space?
To avoid scenarios like: "Houston, we have a problem!"
"What is the problem?"
"Yeah, great, pretend like you don’t know what I’m talking about!"
A husband and a wife sit at the table, having dinner. The woman drops a bit of tomato sauce on her white top. "Ouch, I look like a pig!"
The man nods, "And you dropped tomato sauce on your top!"
Three guys are stranded in a desert. By a stroke of luck, they find a magic genie lamp.
The genie grants each of them one wish.
The first guy wishes to be back home. Wish granted.
The second guy wishes the same. Wish granted.
The third guy says, "It feels very lonely here now, I wish my friends were with me…” Wish granted.
Two guys are out hunting in the woods when one of them collapses. He doesn’t appear to be breathing, his eyes are glazed over. The other man pulls out his phone with trembling fingers and calls 911. He gasps, "My friend is dead! What can I do?"
The operator says "Please stay calm. I will help you. First of all, let's make sure he's dead."
The operator says "Please stay calm. I will help you. First of all, let's make sure he's dead."
There’s a silence, then a gun shot. The guy gets back on the phone and says "OK, now what?"
Secretary: “Doctor the invisible man has come. He says he has an appointment.”
Doctor: “Tell him I can"t see him.”
Two elephants meet a totally naked guy. After a while, one elephant says to the other: “I really don’t get how he can feed himself with that thing!”
"Grandpa, why don't you have any life insurance?"
"So you can all be really sad when I die."
A wife is like a hand grenade. Take off the ring and say good bye to your house.
Man: Hi, do you want to dance?
Woman: Yeah, sure!
Man: Great! Go and dance, I want to talk to your pretty friend!
Waiter, I am outraged. There is one hair in my soup.
And what do you expect for this price? A whole wig?!
The barber asked me to put a small wooden ball in my mouth so he could get a closer shave around my cheeks.
I asked: “But what if I swallow the ball?”
He replied: “No problem sir, you just bring it back tomorrow like everybody else.”
So you’re interested in working with us. What is your experience with mentally disturbed people?
I’ve been on Facebook for 5 years now.
Very good, the job is yours.
A woman caught her husband on the weight scale, sucking in his stomach.
“That won’t help you, Joe, you know?”
“Oh it helps a lot,” says the man, “it’s the only way I can see the numbers!”
Dentist: “This will hurt a little.”
Patient: “OK.I can take it!”
Dentist: “I’ve been having an affair with your wife for a while now.”
Wife arrives home late at night from a business trip and quietly opens the door to her bedroom. But she notices four legs instead of two peeking from under the blanket!
Seized by a fit of rage, she reaches for the baseball bat and starts hitting the blanket until the screaming stops.
Still in shock, she lurches to the kitchen to have a drink. As she enters, she sees her husband there, reading a magazine.
"Oh welcome home darling," he says, "my parents came for a visit, so I let them have our bedroom. I hope you said hello...
Don’t be sad when a bird craps on your head. Be happy that cows can’t fly.
A girl asks a boy: "Peter, how much do you love me?"
The boy looks her in the eyes, "Look up at the stars, that's how much I love you."
The girl is confused, “But it’s morning, there are no stars?”
Boy nods, "Exactly!"
A man goes to the lawyer: “What is your fee?”
Lawyer says: “1000 US dollars for 3 questions.”
Man: “Wow - so much! Isn’t it a bit expensive?”
Lawyer: “Yes, what is your third question?”
A judge went to the dentist and said:
“Do you swear to pull the tooth, the whole tooth and nothing but the tooth?”
An old guy in his Volvo is driving home from work when his wife rings him on his cell phone.
"Honey," she says in a worried voice, "please be careful. There was a bit on the news just now, some lunatic is driving the wrong way down the highway."
"Oh it's worse than that," he replies, "there are hundreds of them!"
An employee complains to his boss, “Sorry boss, but the salary doesn’t even remotely match the effort I put into my work.”
Boss nods, “I know, but we can’t let you starve to death.”
I was sitting in a bar one day and two really large women came in, talking in an interesting accent.
So I said, “Cool accent, are you two ladies from Ireland?”
One of them snarled at me, “It’s Wales, dumbo!”
So I corrected myself, “Oh, right, so are you two whales from Ireland?”
That’s about as far as I remember.
Copiright 6/2018 Eugene Colin
sexta-feira, 13 de julho de 2018
BERÇO ESPLÊNDIDO
Berço esplêndido.
E agora amigo?
Todo mundo gabou,
mas o dia chegou.
Então...
O bandeirinha roubou,
o calor afetou,
a chuteira flambou
o time afobou
o adversário trombou
o Felipe bobou
o Neymar vacilou
o juiz esculhambou
a copa acabou
ainda não fumbou
o Tite sambou
a seleção perdeu
e o Brasil se fu... nicou.
Um homem chega em casa e ouve sua esposa dizer:
- Você tem que dar um jeito nessa sua filha.
- O que aconteceu? Indagou o homem.
- Essa menina passa o dia inteiro agarrada com o namorado, trepando no sofa'. Tenho ate' vergonha de entrar na sala. Ontem, quando tive que dar uma mijadinha, passando pela sala, vi o pinto do tal namorado que, em minha opinião, parece mais aquela linguiça "josefina" da Sadia, que você gosta tanto. A única diferença e' que, alem de fino, e' pequeno.
- Pode deixar! Vou falar com ela. Afirmou o pai.
Dois dias depois, quando o pai chega em casa, a mesma reclamação da esposa.
No final da semana, a mãe ja' estava revoltada, ou com com inveja, quem sabe?
Desta vez o marido responde:
- Deixa comigo. Segunda-feira resolvo isso, sem falta!
No inicio da semana seguinte, mesmo estando fora da cidade, visitando uma irmã, ela liga para seu esposo:
- Como esta' nossa filha, tem trepado o dia inteiro?
- Não!
- Finalmente! O que você fez, conversou com ela?
- Não! Vendi o sofa'. Respondeu o marido...
E' a mesma historia da seleção brasileira. Ao invés de convocar novos jogadores, troca de técnico.
Esses "heróis" são os mesmos que perderam para a Alemanha, quatro anos atras, por 7 x 1. E' bem verdade que desta vez perderam por 2 x 1. Se você se considera um otimista inveterado, vai dizer que melhorou. E, e' verdade!
A CBF gastou 45 milhões de reais para levar os jogadores ate' Londres, onde treinaram antes da copa, alem do custo da viajem para a Rússia. Isto, com dinheiro publico de um pais onde não existe verba para educação, saúde e que, ainda hoje, muitos morrem de fome, vivendo em um nível de pobreza comparável aos países mais pobres da Africa.
Não que o Brasil deva abandonar esportes ou competições, mas que faca dentro da ordem natural das prioridades nacionais.
O futebol, como qualquer esporte, e' uma disputa que não se ganha antecipadamente, escrevendo "rumo ao hexa" em ônibus fretado. E' a segunda vez, nos últimos anos que isso acontece. Quando vamos aprender que a humildade e' a maior das virtudes? Quando vamos aprender que o respeito e' o fundamento de uma sociedade prospera?
Sera' que não da' pra fazer nada certo neste país? Como e' possível conseguirem o recorde mundial de fazer tudo errado?
E, o pior e' que muitos, como Neymar e Tite, quando chegaram ao Rio de Janeiro, conscientes do vexame, covardes como são, saíram de fininho pelo portão alternativo para não terem que assumir que continuam querendo fazer omelete com o ovo que a galinha ainda não botou.
Agora e' hora de se reunir e, antes da entrevista coletiva para justificar a péssima campanha, pensar nas desculpas: O Neymar apanhou muito. O Firminho bambeou. O Felipe Murtinho tava com caganeira mas, num ato de bravura e desprendimento, jogou assim mesmo. O Marcinho levou tanta porrada da piranha com quem ele dormiu na noite anterior ao jogo da eliminação que não dava pra correr, muito menos pular para cabecear. O Ferdinandinho teve o mesmo destino do Sansão quando perdeu os cabelos, não serviu pra mais nada. O Gabriel, quando ouviu o apito do juiz, encerrando o jogo disse: "O treino foi legal, vamos para o jogo?". O Meirinha não conseguia esquecer o primeiro jogo, contra a Suíça, quando um gringo ser vergonha, que ate' hoje ele não sabem quem, desrespeitosamente, passou a mão em sua bunda. O juiz roubou. O bandeirinha era cego de um olho, justamente o que deveria olhar as faltas que eram cometidas contra as "bailarinas" que defendiam a seleção da pátria amada.
Após a coletiva, todos irão para suas mansões, esbanjar os milhões de reais que ganham mensalmente, sem dar a mínima importância ao que acabou de acontecer, enquanto, o povo continua com a esperança de que um dia os dirigentes criem vergonha, comecem a respeitar a população que não poupa esforços para manter a esperança de que um dia o Brasil, acorde e, finalmente se levante do berço esplêndido.
Copyright 7/2018 Eugene Colin
sexta-feira, 6 de julho de 2018
POEMA
Poema
A noite estava linda como nunca havia visto,
não tinha uma estrela no céu,
que se apresentava todo nublado...
De repente... chovia pra cacete!
O cavalo, pobre coitado,
não sabia o que fazer.
Não sabia se bebia água ou corria da chuva...
O apartamento ao lado de minha casa
estava completamente `as escuras.
Não sei porque mencionei este fato...
Não tem nada a ver com o que escrevo.
Maria, a faxineira não veio hoje,
deve estar com dor de dente
ou outra desculpa que vai inventar amanhã
para justificar a ausência...
Voltando ao inicio, posso afirmar
que e' possivel existir uma noite linda e chuvosa.
Pensa so'! Imagine estar em Paris,
iluminada por aquelas luzes cor de rosa,
as fachadas dos cafés com seus letreiros
ensopados pelas gotas que choram dos céus,
os carros passam lentamente,
fazendo, com seus pneus molhados
aquele barulhinho de abelhas
voando em torno da colmeia,
as mulheres fazendo toc-toc ao tentarem correr
com seus escarpins de Christian Louboutin,
caros pra cacetes, mesmo para que ganha em euros;
as viaturas policiais fazendo inhom, inhom, inhom...
Pensou?
Então acorda! Esquece!...
Esta história que relato se passa em Jijoca de Jericoacoara,
no estado do Ceara’.
A porra da cidade não via chuva há três anos.
Neguinho já estava até bebendo água do mar...
Se não fosse o nosso amigo, o Atlântico,
aqueles dezessete mil habitantes já haviam
virado comida de urubu há muito tempo.
E’ claro que o prefeito morava em uma mansão
com muita água e mais mordomia ainda e,
estava pouco se lixando para seu eleitores...
Se aquela desgraçada não vier trabalhar amanhã,
pode procurar outra casa pra limpar.
Tenho quase certeza que vai dizer que estava tudo alagado
e por isso não pode vir. Duvido que ela vai ter
dor de dente, ou caganeira... A chuva vai ser a desculpa.
Onde estava? Ah, sim!
Chovia aos cântaros e por isso,
depois de três anos de seca,
a noite estava linda, como não havia estado
durante este tempo todo da estiagem...
Quanto ao cavalo, juntou o útil ao agradável;
ja' que estava todo molhado mesmo,
resolveu beber um pouco da água,
que escorria pelo canto do meio fio da rua,
antes de procurar abrigo...
Aquela miserável vai me dar o bolo amanhã...
Tenho certeza!
Infelizmente, isto e' o que chamam poesia nos dias de hoje...
Tenho lido nomes famosos e reverenciados ate' por autores sérios, escrever baboseiras como esta e taxa-las como poesia.
Não e' necessário muito talento para criar algo assim...
E' so' pensar na chuva, no cavalo e na coitada da empregada, com ou sem PEC das domésticas, botar tudo na tela do computador (se isto tivesse sido escrito ha' cinquenta anos atrás eu diria “botar tudo no papel”) e, voila'! Você virou poeta...
Bem! O apartamento ao lado entrou na história não sei porque, ja' a cidade de Paris e os sapatos do Christian Louboutin foram para dar um toque de sofisticação e fazer parecer que sei estar escrevendo uma bela obra.
Sinceramente... E preciso ser muito papalvo e não ter sensibilidade alguma, para dizer que isto, ou qualquer outra coisa neste estilo, pode ser considerado um poema...
Copyright 7/2018 Eugenio Colin
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