sexta-feira, 22 de maio de 2015
POEMA
Poema
A noite estava linda como nunca havia visto,
não tinha uma estrela no céu,
que se apresentava todo nublado...
De repente... chovia pra cacete!
O cavalo, pobre coitado,
não sabia o que fazer.
Não sabia se bebia água ou corria da chuva...
O apartamento ao lado de minha casa
estava completamente `as escuras.
Não sei porque mencionei este fato...
Não tem nada a ver com o que escrevo.
Maria, a faxineira não veio hoje,
deve estar com dor de dente
ou outra desculpa que vai inventar amanhã
para justificar a ausência...
Voltando ao inicio, posso afirmar
que e' possivel existir uma noite linda e chuvosa.
Pensa so'! Imagine estar em Paris,
iluminada por aquelas luzes cor de rosa,
as fachadas dos cafés com seus letreiros
ensopados pelas gotas que choram dos céus,
os carros passam lentamente,
fazendo, com seus pneus molhados
aquele barulhinho de abelhas
voando em torno da colmeia,
as mulheres fazendo toc-toc ao tentarem correr
com seus escarpins de Christian Louboutin,
caros pra cacetes, mesmo para que ganha em euros;
as viaturas policiais fazendo inhom, inhom, inhom...
Pensou?
Então acorda! Esquece!...
Esta história que relato se passa em Jijoca de Jericoacoara,
no estado do Ceara’.
A porra da cidade não via chuva há três anos.
Neguinho já estava até bebendo água do mar...
Se não fosse o nosso amigo, o Atlântico,
aqueles dezessete mil habitantes já haviam
virado comida de urubu há muito tempo.
E’ claro que o prefeito morava em uma mansão
com muita água e mais mordomia ainda e,
estava pouco se lixando para seu eleitores...
Se aquela desgraçada não vier trabalhar amanhã,
pode procurar outra casa pra limpar.
Tenho quase certeza que vai dizer que estava tudo alagado
e por isso não pode vir. Duvido que ela vai ter
dor de dente, ou caganeira... A chuva vai ser a desculpa.
Onde estava? Ah, sim!
Chovia aos cântaros e por isso,
depois de três anos de seca,
a noite estava linda, como não havia estado
durante este tempo todo da estiagem...
Quanto ao cavalo, juntou o útil ao agradável;
ja' que estava todo molhado mesmo,
resolveu beber um pouco da água,
que escorria pelo canto do meio fio da rua,
antes de procurar abrigo...
Aquela miserável vai me dar o bolo amanhã...
Tenho certeza!
Infelizmente, isto e' o que chamam poesia nos dias de hoje...
Tenho lido nomes famosos e reverenciados ate' por autores sérios, escrever baboseiras como esta e taxa-las como poesia.
Não e' necessário muito talento para criar algo assim...
E' so' pensar na chuva, no cavalo e na coitada da empregada, com ou sem PEC das domésticas, botar tudo na tela do computador (se isto tivesse sido escrito ha' cinquenta anos atrás eu diria “botar tudo no papel”) e, voila'! Você virou poeta...
Bem! O apartamento ao lado entrou na história não sei porque, ja' a cidade de Paris e os sapatos do Christian Louboutin foram para dar um toque de sofisticação e fazer parecer que sei estar escrevendo uma bela obra.
Sinceramente... E preciso ser muito papalvo e não ter sensibilidade alguma, para dizer que isto, ou qualquer outra coisa neste estilo, pode ser considerado um poema...
Copyright 12/2014 Eugenio Colin
sábado, 16 de maio de 2015
THA ART OF NAMING
The Art of Naming
Names are really important...
A well thought name could be a real asset in almost anything...
Imagine a real nice man named Gavin Butz, or John Smelley or a Japanese girl named Letamee Takashita, or an ugly woman named Linda (beautifull, in Spanish).
Parents should be very thoughtful when naming their kids as an artist should be careful when naming his work. Would it be a painting, or a book, a song and even a movie.
A good name could help, and do it big...
There are strong names and weak names... Coca-Cola is a weak name. It “dies” when you say it. On the other hand, “Coke” is a very powerful name... It almost sounds like a punch. “Kraft” is another strong name, as it is “Heinz”...
A good name can “sell” anything... A book, or a movie, for instance. Researchers say that when we meet someone, we form our opinion about this person in the first five seconds, as soon as we hear the name. It is not different when we are seeing a film prospect for the first time. Some films have major stars in them but, depending on the tittle, we don’t have patience ( at least, I don’t ) or care to explore the film, the story or anything about it but, give me a catchy tittle and I’m on it, I’ll check it out and will be curious to see what that tittle “tells”.
Alfred Hitchcock was a master in naming his movies. Till this date people still discuss the meaning of “North by Northwest”. There’s even forums about it.
"Rear Window" is where it all happens but, he didn't say that ( or put in the tittle )... You realize that as you watch the movie
"Rear Window" is where it all happens but, he didn't say that ( or put in the tittle )... You realize that as you watch the movie
The title “To Catch a Thief” comes from an old proverb “Set a thief to catch a thief” and this is what happens in the movie but, the title would be too long so, he shorten it.
The name of a person, several times, defines that same person, just like the title of a work defines
( or, at least should define ) that work.
( or, at least should define ) that work.
As movies are concerned, some directors, or producers, or whoever chose to name his work, really cheapens it. Would you watch “O Brother, Where Art Thou?” or “The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford”? You did? I wouldn’t! I knew, just by reading the tittle, exactly what the movies would, if not look like, or feel like.
Take “The 40 years old Virgin” from Judd Apatow, for example. The movie itself is not all that terrible but, the title could not be worse... It “gives away” the movie before you even watch it. Now! Imagine if the title was “Virgin”, having a face of a man, and his love interest, in the poster. People would be, at least, puzzled, since “virgin", most of the times, make us think of a girl.
“Forgetting Sarah Marshall” from Nicholas Stoller is another example of a bad title. It is a good movie but, because of the tittle, and despite of the “star” in it, sold a lot less than it could. “A taste for love”, the play that the main character is trying to write the entire time, would have been much better and it would have make perfect sense in the context of the movie.
Now! Someone could say: What about the “Man who shot Liberty Valance, from John Ford?” Well, in that particular case, The man whom is thought to have done it, didn’t, and the tittle is intended to create that confusion.
“Gran Torino” is another example of a very well thought tittle... If you watch the movie, you’ll understand.
Another one is “Two Much” from Fernando Trueba. In this particular case, Antonio Banderas is trying to pretend to be two different persons; besides being relevant the tittle is also a playing on words, as “Made of Honor”, a Paul Weiland film, also is.
The late Saul Bass was an American graphic designer and Academy Award winning filmmaker, best known for his design of motion picture title sequences and film posters. Among some of his work are "Tootsie", “The Man with the golden Arm”, “Vertigo”, “Bonjour Tristesse”, “West Side Story”, the superb “La Nuit Americaine” from Francois Truffaut and the famous Alfred Hitchcock’s “North by Northwest” but, besides all his art and expertise, even him, could not “fix” a bad choice on a movie title.
Speaking of which, “La Nuit Ammericaine” ( Day for Night, in English ) is a wonderful example of a very well thought tittle, as the film itself is considered to be one of the most insightful movies of all times.
It seems that lot of film directors, especially the newcomers, forget that the title, as well as the credits, are part of the whole work. You don’t go to a ceremony dressed in shorts and “flip-floppers” do you? Well, if you do, you shouldn’t. Or maybe you are one of these newcomers I’m talking about... In that case, all bets are off.
Parents, at least the conscious one’s, begin to think of theirs kids name as soon as they know the “news”, although, sometimes, they do a terrible job. Movie directors should do the same ( not the terrible job part ) or, at least consider the possibility of a good name as they begin their project.
Many times a title, when well chosen, will do all the work for the movie
Experienced directors know, and have incorporated very well in their mind, the art of naming.
Copyright 4/2015 Eugenio Colin
sábado, 9 de maio de 2015
VERDE, AMARELO, AZUL e BRANCA
Verde, Amarelo, Azul e Branca
Eusô Sagaz estava desolado. Havia acabado de ser demitido...
Tava puto dentro das calças, por isso mesmo correu ate' a sala de seu chefe, o mesmo que não teve coragem de encara-lo como homem e o demitiu por um bilhetinho escrito em um papel usado. Ao ver o funcionário que acabara de demitir covardemente, se encolheu todo em sua cadeira e, suando frio, quase cagando nas calcas de medo, atrás da mesa, cobriu o rosto com as duas mãos, se encolheu todo, começou a rezar, pedindo por sua alma, quando ouviu:
Tava puto dentro das calças, por isso mesmo correu ate' a sala de seu chefe, o mesmo que não teve coragem de encara-lo como homem e o demitiu por um bilhetinho escrito em um papel usado. Ao ver o funcionário que acabara de demitir covardemente, se encolheu todo em sua cadeira e, suando frio, quase cagando nas calcas de medo, atrás da mesa, cobriu o rosto com as duas mãos, se encolheu todo, começou a rezar, pedindo por sua alma, quando ouviu:
- Dr. Carmona, gostaria de lhe agradecer pela oportunidade que recebi durante todo o tempo em que
aqui trabalhei. Peço desculpas se, de alguma, maneira o desapontei...
aqui trabalhei. Peço desculpas se, de alguma, maneira o desapontei...
O chefe não entendeu nada. Estava preparado para ser coberto de porrada mas, o que ele não sabia e' que Sagaz era o cara mais “vaselina” do mundo. Comia mingau pelas pontas da beiradinha, não dava ponto sem no', nunca fechava a porta dos lugares por onde passava.
Mas, vaselinagem `a parte, o fato e’ que o cara estava numa pior. Não era preparado para nenhum trabalho. Mal havia terminado o ensino médio, não escrevia direito, não falava direito, não tinha nenhuma habilidade profissional... Poderia-se dizer que o homem era um zero `a esquerda. As únicas coisas que nosso amigo tinha a seu favor eram; uma conversa capaz de enrolar língua de sapo, uma simpatia capaz de conquistar qualquer um e uma aparência invejável... Em outras palavras; esperto, bonito e muito burro.
Seis meses haviam se passado desde aquele dia fatídico e, ate' agora, nada! Nosso amigo não tinha mais um puto de um tostão. Ja' havia ate' pensado em dar uma olhadinha nas latas de lixo antes de ir para casa, cujo aluguel havia “engolido” as ultimas reservas de que ainda dispunha, so' para não dormir completamente sem nada no estômago...
Foi então que, naquela noite assistindo ao noticiário local viu uma reportagem a respeito de um milionário envolvido em um escândalo de lavagem de dinheiro. Imediatamente teve uma idéia brilhante que, determinadamente decidira, iria compartilhar com o milionário no dia seguinte.
Bem cedo, pela manhã, após ter descoberto o endereço do homem, vestiu seu melhor terno e la' se foi, preparado para salivar o desconhecido.
- Bom dia! Gostaria de falar com o Dr. Mike Santista, por favor! Disse ele `a secretaria.
A moça, era uma loira muito gostosa, com os peitos quase saindo fora da blusa que, pelo sorriso
havia simpatizado com o Sagaz.
- O senhor tem hora marcada? Perguntou ela, exibindo um sorriso maior do que os peitos.
Antes mesmo dele começar sua cantada, visando convence-la a deixa-lo entrar, ouviu:
- Deixa pra la'! Eu te encaixo em apenas alguns minutos...
Dito e feito! Em menos de quinze minutos Eusô Sagaz ja' estava sentado a frente do empresário.
- Mike! O negocio e’ o seguinte: Eu tô duro, desempregado, não sei fazer porra nenhuma a não ser
conchavos, e preciso de tua ajuda para me eleger deputado federal... Disse ele, com a maior cara de
pau, ainda segurando na mão do anfitrião assim que o cumprimentara, antes mesmo de se sentar.
- E porque devo te ajudar? Indagou Mike.
- Porque, se eleito, tenho um esquema, de levantarmos legalmente, uma grana enorme. Enfatizou
Sagaz, com o sorriso de um vencedor.
- E que esquema e esse? Posso saber?
- Confia em mim! A única coisa que você vai ter que fazer e' abrir uma fabrica de placas de licença
para veículos motorizados, com um chip embutido, e começar a divulgar teu produto e, se possível,
fazer negócios... E, o mais importante! Não se esqueça de patentear a ideia...
- Vem cá! Você chega aqui, diz que ta duro, pede dinheiro e ainda me pede para abrir uma
industria... Você acha que eu sou maluco? Ponderou Mike.
- Maluco você vai estar se abrir mão de ganhar mais de dois trilhões de reais... Disse Eusô Sagaz
com uma pose e convicção da qual ninguém jamais duvidaria.
O empresário olhou para ele, abaixou a cabeça, tendo as mãos cruzadas `a frente dos lábios, olhou para seu novo conhecido e perguntou:
- De quanto você precisa para se eleger?
- Se eu tiver cinco milhões, te garanto que me elejo com uma expressiva votação e assim sendo vou
ter respaldo no meu mandato. Comentou Eusô.
- Vou ter que pensar. Você e muito louco! Não te conheço e você vem, do nada me pedindo uma
fortuna... Isso e muito doido... Tenho que pensar... Ponderou Mike.
- Deixa eu te ajudar! Pensa assim: “Eu quero, e posso gastar 5 milhões em um bilhete de loteria e
arriscar a ganhar mais de dois trilhões? Dependendo da resposta, você me liga. Disse o candidato `a
político para seu
político para seu
novo amigo.
A confiança daquele estranho era tão solida que o empresário ficou “balançado”. Não conseguia tirar aquelas cifras de sua cabeça.
Naquela noite, Mike não conseguiu dormir... “O que será?” Pensava sem parar. “E ainda e' legal! O que será?” Virava de um lado para outro ao travesseiro sem conseguir esquecer as palavras daquele débil mental...
Como empresário bem sucedido, acostumado a riscos calculados e seguindo sua intuição, no dia seguinte, assim que chegou ao escritório, pediu a sua secretaria, aquela loira com os peitos explodindo, para ligar para “aquele maluco de ontem”.
Ao final da tarde, la' estava Sagaz, recebendo a contribuição que solicitara para financiar sua campanha eleitoral.
- Eu devo estar maluco! Disse Mike, ao entregar o cheque.
- Não meu amigo! Você ja' esta' trilionário, acredite!
E' claro que Sagaz, com aquela grana toda, aliada `a sua conversa, amparado por sua aparência de galã de novelas, comprando votos a torto e a direita, fazendo conchavos com quem podia e não podia, com quem queria e não queria, foi eleito, tranquilamente, como líder de seu partido, ganhando o respeito e admiração de todos os que o viam aparecer do nada e conquistar aquela votação super-expressiva.
Mike estava apreensivo. Soube que cara estava eleito mas, e dai? Sera' que ele ia ver, pelo menos, sua grana de volta?
Em menos de três meses, havia convencido todo o plenário e conseguido aprovar seu projeto...
Havia conseguido convencer todos os deputados e senadores que as placas de veículos do país estavam completamente erradas. Não eram intuitivas...
Em seu projeto, ja' transformado em lei, somente aguardando publicação no diário oficial, as placas de veículos coletivos, como ônibus e taxis, deveriam ser verdes, ao invés de vermelhas, pois significariam que todos poderiam entrar nesses veículos. São veículos para o público.
Ja’ veículos particulares como automóveis e motos deveriam ter placas amarelas que lembrariam o ouro, como um tesouro particular (so' uma analogia que ele havia inventado para engabelar os colegas).
Os caminhões e ônibus teriam placas azuis, porque circulariam sob os céus de todo país...
E os veículos estaduais e de socorro, como ambulâncias e corpo de bombeiros, teriam placas brancas, ja' que deveriam estar sempre em missões de paz e ajuda coletiva.
Além disso, todos os veículos do país deveriam ter sua placas de licenciamento com um chip nela embutido, o que facilitaria sua localização em caso de roubo, acidente, assim por diante. Só faltava agora encontrar uma empresa que estivesse capacitada a fornecer este tipo de equipamento...
Adivinha qual era a única empresa que ja' estava produzindo o tal equipamento...
Pois e’! Ele Mesmo! Mike Santista, o cara que o havia financiado.
Seis meses após o primeiro encontro, volta o agora deputado Eusô Sagaz ao escritório de Mike...
Com o sorriso dos vencedores, sentava-se `a mesma poltrona, `a frente do empresario-financiador para lhe dar as boas novas:
- Ja’ soube das noticias? Perguntou Sagaz.
- Por alto mas, e de onde sai o dinheiro?
- Seguinte: O país tem uma frota de aproximadamente 85 milhões de veículos. Todos serão
obrigados a trocar as placas. Cada placa nos da' um lucro mínimo de R$ 50,00, o que, com o tempo
nos dará um lucro de 4,5 trilhões de reais, divididos por dois, quando da' para cada um?
Ah! Adivinha qual e a única empresa que possui essa tecnologia em todo o território nacional?
Falava Sagaz com uma pose de quem parecia ser o dono do mundo.
- Mas isto ja' e' lei? perguntou Mike.
Olhando para seu amigo, com um sorriso feliz de quem comeu a secretaria que ha' muito tempo perseguia, respondeu:
- Ja'! Assim que for publicada no diário oficial, nos estaremos trilionários e, todas as placas de
veículos desta verdadeira multidão de otários serão; verde, amarela, azul e branca.
Copyright 3/2015 Eugenio Colin
quarta-feira, 29 de abril de 2015
PENSAMENTOS MUITO SÉRIOS
Pensamentos Muito Sérios
- A esperança é um pedaço da gente que sabe que vai dar certo.
- Amar foge a todas as regras, ninguém sabe de onde vem, nem como acontece. Mas é
o que dá sentido a todos os outros sentidos da vida.
- Todo indivíduo tem seu talento. Mas se você julgar um peixe pela habilidade em escalar árvores,
ele passará a vida acreditando ser um imbecil.
- Uma pessoa só se torna realmente forte, quando há algo insubstituível, que ela não quer perder a
custo nenhum.
- O ideal seria se todas as pessoas soubessem amar do mesmo tanto que sabem fingir.
- O mundo é uma tragédia para os que sentem e uma comédia para os que pensam
- Sonho sem atitude é delírio.
- Não é necessário excluir ninguém de nossas vidas. Apenas reorganize a posição e inverta as
prioridades.
- Ser humilde com os superiores é obrigação, com os amigos é cortesia, com os inferiores é nobreza.
- Músico não é quem toca um instrumento, mas aquele que através de um instrumento, toca o
coração e a alma das pessoas.
- O perdão total é aquele que lhe faz esquecer por que você precisava perdoar.
- O professor mediano conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande
professor inspira.
- Para o bom paranóico, meia informação basta.
- Quem tem a coragem de fazer o bem, tem que ter a sabedoria de suportar a ingratidão.
- Escrever é doar ao mundo aquilo que existe dentro do seu mundo.
- As únicas pessoas que você precisa ter em sua vida são aquelas que provam, sob qualquer
circunstância, que precisam de você na vida delas.
- Um passo, e já não estamos mais no mesmo lugar.
- Eu concordo com as pessoas porque discordar faz com que elas continuem falando.
- Prender por manifestação é mole. Agora quero ver é prender por corrupção.
- Se Deus não te dá o que você quer, é porque não é disso que você precisa.
- Se você tem em casa um jardim e bons livros, tem tudo!
- Poesia é o que cai no chão quando chacoalham nossa alma.
- O que se faz sem obrigação é o que define o que somos.
- Às vezes, a pessoa certa entra em nossas vidas na hora errada.
- A vida não tem controle remoto. Você tem que levantar a bunda da poltrona e mudar de
“programa”...
“programa”...
- Só saberá subir na vida quem tiver a humildade de descer quantas vezes forem necessárias.
- A maior felicidade é a certeza de sermos amados exatamente como somos.
- Você não pode viver a sua vida para os outros. Você tem que fazer o que for certo para você,
mesmo que isso machuque as pessoas que você ama.
- Se permitir que seus inimigos - ou amigos - pensem que são iguais a você, eles imediatamente se
sentirão superiores.
- Se vivem tentando te pôr pra baixo, é porque estás acima deles.
- Se o seu problema tem solução, relaxe... ele tem solução. Se o seu problema não tem solução,
relaxe... ele não tem solução!
- Aquele que não luta pelo futuro que quer, deve aceitar o que vier.
- Ok vida! Já entendi que sou forte o suficiente para suportar tudo isso... Agora já pode parar com os
testes, ta' bom?
- Torço pela felicidade dos outros. Gente feliz não incomoda.
- O segredo não e’ correr atrás das borboletas, e' cuidar do jardim para que elas venham ate' ele.
Copyright 2/2015 Eugenio Colin
domingo, 19 de abril de 2015
PRESIDENTA
Presidenta
Naquele dia, Dilmilula acordou doenta, achava que sua barriga não estava condicenta com o resto de seu corpo. Havia permanecido jacenta toda a manhã, logo quando seria homenageada pela "Faculdade de Ciencias Emergentas do Estado do Sergipe"como a beneficenta do ano... As dores, que nela começaram inocentementas agora eram crescentas, talvez devido ao fato de ter sido displicenta no dia anterior quando, em um jantar na casa do presidento da comição docenta da entidade, foi imprudenta, enchendo a pança de pururuca, linguiça e outras iguarias inerentas `a cozinha mineira.
A moça era remanescenta de uma família de benfeitores e, recentementa havia chegado `a cidade apenas para aquele dia. Não tinha a intenção se tornar uma permanecenta, havia deixado isto muito claro. Não queria parecer subjacenta, quando foi aquiencenta ao convite.
Mas, o dilema ai estava... Ou ela arrumava um médico, que pudesse “resolver sua vida” imediatamenta ou estava se arriscando a cagar nas calcas bem no meio da cerimônia. Sendo uma pessoa decenta, como sempre foi, não poderia permitir que isso acontecesse, mesmo porque, não queria parecer padecenta logo no dia em que seria honrada.
Ligou para a portaria do hotel onde estava e solicitou um médico...
Dilmilula, mulher sobrejacenta, no entanto, estava reticenta, com medo de que o doutor, certamente desconhecido, quisesse tocar sua barriga, fato com o qual ela jamais poderia ser aquiescenta. Sabia que se alguém tocasse sua barriga, ai a coisa ficaria feia. Tinha medo de se borrar de rir. Sentia cocegas somenta ao pensar no fato.
Mas, estava displicenta, embora complacenta, se via sem possibilidades de comparecer `a cerimonia, `a menos que sua condição fosse resolvida. O pior e' que sabia que não era inocenta... Sendo uma pessoa coerenta, entendia muito bem que so' a ela cabia a culpa de tudo que então acontecia.
Finalmenta, tristementa sentada ao sofá de seu quarto, sem condições de se mover, segurando uma rolha, por via das duvidas, pacientementa aguardava `a chegada daquele que seria sua última esperança...
Se você achou que a historia da Dilmilula esta' cheia de erros, tem razão!
Todas as palavras em destaque estão flexionadas erronementas, a menos que você seja daqueles, como muitos ministros do nosso governo, e ate' pessoas letradas, que insistem em pronunciar , ou escrever “presidenta”, palavra que não existe e nunca existiu em nossa lexicologia (palavras terminadas em ente não flexionam).
Mas se você ainda insiste em pronunciar ou usar essa palavra, deixe de ser uma pessoa ignoranta e consulte teu pai.
E se você quiser saber a origem de teu pai, fique sabendo que os dicionários são popularmentos chamados de “pai dos burros”. Essa expressão foi inspirada na profissão do pai de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, autor do famoso Dicionário Aurélio. O pai de Aurélio fabricava carroças muito aconchegantas, tanto para os passageiros que nelas iam sentados quanto para os próprios burros que as puxavam. Os passageiros, muitas vezes, diziam que não tinham nem palavras para elogiar o trabalho do pai dele. Assim, Aurélio fez um pequeno sumário de termos utilizados para os elogios. E este foi então seu primeiro dicionário. Nele, os usuários poderiam encontrar as palavras adequadas para elogiar o trabalho de seu pai.
Agora que você ja' se se instruiu um pouco, por favor, pare de insultar pessoas inteligentas e pare de falar ou escrever “presidenta”..
Copyright 3/2015 Eugenio Colin
segunda-feira, 13 de abril de 2015
TEQUILONOGIA DU ABRAÇO
Tequilonogia du abraço
Um homem, no interior de Minas Gerais, falava tão calmamente, que parecia medir, meditar sobre cada palavra dita...
Depois de algum tempo, sentado so', embaixo de uma arvore que lhe dava sombra, ainda pensativo, tirou da boca o cachimbo que pitava, quando viu um conhecido chegar e a ele cumprimentar...
- Oi cumpadri! Ta' pensativu pitando e tomando sua pincumel?
- E', cumpadri... Tô pensando nu abraço... Falou o homem que pitava...
- E u qui e' quiu cumpadri ta' pensandu du abraço? Indagou o outro...
- E'... Das invenção doshomi, a qui mais tem sintidu e' u abraço...
U abraço num tem jeito dum so' apruveita'! Tudo quantu e' genti, nu abraço, participa
duma beradim...
Quandocê ta' danado di sordadi, o abraço de arguém tialivia...
Quanducê ta' danadu di reiva, vem um, ti abraça e ocê ficate' sem graça di contunua'
cum reiva...
Si ocê ta' filiz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim da tualegria...
Si arguém ta' duenti, quadu ocê abraça eli, eli começa a miroia', i ocê miroia juntu
tamém...
Muita gentimportanti i lertrado ja' tentô da' um jeitu di sabê pruque quie' qui u abraço
tem tanta tequilonogia mas, ninguém inda discubriu...
Mas, iêu sei...
Foi u ispirito santo di Deus qui mi contô...
Iêu vo conta' proceis uqui foi qui eli mi falô...
O abraço e' bão prucaus du coração...
Quandu ocê abraça arguém, faiz massage nu coração! I u coração du ôtro e'
massagiado tamém!
Mas num e' so' isso, não...
Aqui ta' a chave du maio' segreditudu: E' qui, quandu abraçamo arguém, nois
fiquemo tudo e' cum dois coração nu peito...
Puisintão, procê qui oviu u quiêu pensei, eu gradeçu di coração i, querendo quiocê
carregui meu coração nu peito prumodifica’ cum dois...
Tomesse abraço procê!.
O conhecido, ali de passagem, cumprimentando seu compadre, tirou o chapéu, cocou a cabeça e seguiu seu caminho, pensando:
- Sera' quéisso qui chamum de "tequilonogia du abraço"?.
Copiright 1/2015 Eugenio Colin
segunda-feira, 6 de abril de 2015
AMASSO NA REDE
Amasso na Rede
Wow! So' olhar para o vestido foi suficiente para me "aquecer". Você e', simplesmente, linda. Este vestido fica maravilhoso em você. Haja aspirina...
Depois de dançarem a noite toda, resolveram conhecer a casa onde a moca morava. A mãe e Ana, uma amiga de Sheila, ja' estavam dormindo. Entraram em silêncio, pois não queriam acorda-las.
Ela o pegava pela mão e, falando baixinho. Seguia descrevendo o local com detalhes. O levou ate' o seu quarto, mostrou a cama em que deitava para falar com ele todas as noites.
Passaram pela sala; viram a cozinha, e foram para o lado de fora da casa.
A noite estava agradável, uma brisa suave podia ser sentida, movendo as folhas das árvores delicadamente.
Finalmente Sheila apontou para a rede da qual tanto falaram, tantas vezes.
Ele a pegou pela mão e sentaram no chão da varanda, de onde teriam uma visão melhor do céu estrelado.
Gino estava "tagarelando" incessantemente, emocionado pela presença da namorada, tão desejada, por tanto tempo. Em um dos seus intervalos, entre assuntos, ela perguntou, com a voz mais doce e melodiosa que poderia ouvir:
Depois de dançarem a noite toda, resolveram conhecer a casa onde a moca morava. A mãe e Ana, uma amiga de Sheila, ja' estavam dormindo. Entraram em silêncio, pois não queriam acorda-las.
Ela o pegava pela mão e, falando baixinho. Seguia descrevendo o local com detalhes. O levou ate' o seu quarto, mostrou a cama em que deitava para falar com ele todas as noites.
Passaram pela sala; viram a cozinha, e foram para o lado de fora da casa.
A noite estava agradável, uma brisa suave podia ser sentida, movendo as folhas das árvores delicadamente.
Finalmente Sheila apontou para a rede da qual tanto falaram, tantas vezes.
Ele a pegou pela mão e sentaram no chão da varanda, de onde teriam uma visão melhor do céu estrelado.
Gino estava "tagarelando" incessantemente, emocionado pela presença da namorada, tão desejada, por tanto tempo. Em um dos seus intervalos, entre assuntos, ela perguntou, com a voz mais doce e melodiosa que poderia ouvir:
- Você esta com sede, gostaria de um vinho?
Ele olhou para Sheila, ainda pensado na felicidade que era, finalmente estar a seu lado e respondeu:
- Que tal Champagne e morangos?
Ela sorriu, concordando com a ideia... Gino olhou para a moça enquanto se afastava brejeiramente, com um andar compassado, fazendo com que seu vestido vermelho, o mesmo que ela havia mostrado em uma foto, uma semana antes daquela visita, se movesse de um lado para o outro, como que acariciando tuas pernas, a cada movimento.
Ainda estava "sonhando" com aquele momento quando a viu chegar com a Champagne, duas taças e um prato, repleto de morangos.
Ainda estava "sonhando" com aquele momento quando a viu chegar com a Champagne, duas taças e um prato, repleto de morangos.
Ajudou-a a sentar enquanto ela arrumava tudo no chão, forrado por uma pequena toalha, como uma mesa de pic-nic.
Gino abriu a Champagne, segurando a rolha para evitar o barulho, e serviu duas taças... Brindaram aquele encontro e, ao mesmo tempo, pegaram dois morangos, um para cada um deles.
Gino abriu a Champagne, segurando a rolha para evitar o barulho, e serviu duas taças... Brindaram aquele encontro e, ao mesmo tempo, pegaram dois morangos, um para cada um deles.
Ela ja' levava sua bebida `a boca quando, impedindo o movimento com seu punho, colocou um morango na boca e se aproximou dela, oferendo a outra metade. Sheila o olhou com um sorriso feliz e, aprovando por antecipação a ideia, mordeu o morango, com os lábios colados aos dele, ao mesmo tempo em que começaram a se beijar.
Sem separar os rostos, inclinaram suas cabeças ate' que as testas se encontrassem.
Ficaram assim por alguns segundos.
Agora era a vez de Sheila repetir o mesmo ritual...
O morango realçava o sabor da Champagne, purificando suas emoções e aquecendo aquelas almas. Ele a segurou pela mão e se dirigiram `a rede, enquanto pegando a garrafa a colocava no chão, ao seu alcance imediato.
Deitou na rede e a colocou de costas por cima de seu corpo, como um cobertor, aquecendo ainda mais seu coração acelerado.
Sentia cada curva daquele corpo, modelando o seu. Ela encostou a cabeça no ombro do namorado enquanto ele a abraçava pela cintura, colocando seus pés descalços por cima dos dela enquanto beijava seu pescoço provocativamente, ao mesmo tempo em que acariciava seus seios, pressionando-os levemente com a palma da mão. Sentia aquele corpo feminino estremecer de prazer... Esticou o braço e começou a acariciar as coxas da namorada, apertando-as delicadamente com a ponta dos dedos.
Agora era a vez de Sheila repetir o mesmo ritual...
O morango realçava o sabor da Champagne, purificando suas emoções e aquecendo aquelas almas. Ele a segurou pela mão e se dirigiram `a rede, enquanto pegando a garrafa a colocava no chão, ao seu alcance imediato.
Deitou na rede e a colocou de costas por cima de seu corpo, como um cobertor, aquecendo ainda mais seu coração acelerado.
Sentia cada curva daquele corpo, modelando o seu. Ela encostou a cabeça no ombro do namorado enquanto ele a abraçava pela cintura, colocando seus pés descalços por cima dos dela enquanto beijava seu pescoço provocativamente, ao mesmo tempo em que acariciava seus seios, pressionando-os levemente com a palma da mão. Sentia aquele corpo feminino estremecer de prazer... Esticou o braço e começou a acariciar as coxas da namorada, apertando-as delicadamente com a ponta dos dedos.
Ela, não resistindo, virou-se de frente para o namorado, ajeitando seu corpo entre suas pernas e o beijou apaixonadamente, mordendo seus lábios. Gino sentia aquele coração batendo junto ao seu, forte, acelerado...
Sheila deitou a cabeça sobre o peito que a protegia, como se ajeitando na cama para dormir e ficaram assim por alguns minutos, "saboreando" aquele momento.
Pouco tempo depois pediu licença... Queria ir ao banheiro. Ele ajudou a namorada se levantar, observando-a se afastar.
Quando voltou, não o viu na rede. Olhando então para o outro lado pode encontra-lo, fitando-a com admiração. Ela sorriu! Colocou seus braços em volta do pescoço de Gino e o "empurrou" contra a parede com um beijo molhado, sensual, delicioso. Ele a pegou no colo, ainda beijando, como tentando eternizar aquele momento. A carregava em seus braços, lentamente, em direção `a rede. Inclinou-se e deixou o corpo da moca pousar delicadamente. Serviu outra taça de Champagne e lhe ofereceu. Ela bebeu a metade e devolveu a taça, ainda meia cheia. Gino colocou sua boca sobre a marca do batom ainda impresso e bebeu como se a estivesse beijando também.
Sheila deitou a cabeça sobre o peito que a protegia, como se ajeitando na cama para dormir e ficaram assim por alguns minutos, "saboreando" aquele momento.
Pouco tempo depois pediu licença... Queria ir ao banheiro. Ele ajudou a namorada se levantar, observando-a se afastar.
Quando voltou, não o viu na rede. Olhando então para o outro lado pode encontra-lo, fitando-a com admiração. Ela sorriu! Colocou seus braços em volta do pescoço de Gino e o "empurrou" contra a parede com um beijo molhado, sensual, delicioso. Ele a pegou no colo, ainda beijando, como tentando eternizar aquele momento. A carregava em seus braços, lentamente, em direção `a rede. Inclinou-se e deixou o corpo da moca pousar delicadamente. Serviu outra taça de Champagne e lhe ofereceu. Ela bebeu a metade e devolveu a taça, ainda meia cheia. Gino colocou sua boca sobre a marca do batom ainda impresso e bebeu como se a estivesse beijando também.
Ela se afastou para o lado e olhou para ele, sensualmente. Gino sorriu e se deitou ao seu lado. Desabotoou sua camisa e a deitou em seu peito nu. Sentia seu perfume tomar conta do ambiente, da mesma maneira que havia acontecido ha' algum tempo.
Gino a abraçou, cobrindo-a com sua camisa e com as laterais da rede. Sheila se aconchegou, colocou sua perna quente sobre a dele enquanto o fazia sentir seu corpo nu, por baixo do vestido. A umidade de seu prazer, molhando o vestido, escorria sobre a perna do namorado, demonstrando prazer, paz, tranqüilidade.
Gino a abraçou, cobrindo-a com sua camisa e com as laterais da rede. Sheila se aconchegou, colocou sua perna quente sobre a dele enquanto o fazia sentir seu corpo nu, por baixo do vestido. A umidade de seu prazer, molhando o vestido, escorria sobre a perna do namorado, demonstrando prazer, paz, tranqüilidade.
Os primeiros raios de sol vazando as cortinas do quarto fez Gino acordar... Olhando para o lado da cama, por fração de segundos ainda procurava por Sheila, namorada dos tempos da juventude, que havia conhecido em um dos shows da “Jovem Guarda” e que com ela dividira aquele "amasso na rede"..
Copyright 1/2015 Eugenio Colin
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