quinta-feira, 18 de setembro de 2014
SÉRIOS PENSAMENTOS
Sérios Pensamentos
- O homem superior atribui a culpa a si próprio ; o homem comum aos outros.
- Deus não escolhe os preparados. Prepara os escolhidos.
- Não se faz amigos, reconhece-os.
- Sou idealista! Não sei para onde vou, mas estou no caminho certo.
- Envelhecer é inevitável... Crescer é opcional.
- Só de pensar que te veria viria hoje, fiquei feliz desde ontem.
- Amigo é aquele que te faz chorar com uma verdade.
- Como posso dizer que o amor é cego se te amei por um olhar.
- Se não amo o próximo a quem vejo, como posso amar a Deus, a quem não vejo?
- Nunca julgues as pessoas pelos seus amigos. Judas, por exemplo, tinha amigos irrepreensíveis.
- Sábio é sempre aquele que consegue tirar proveito das circunstâncias inevitáveis.
- Os fracassos nos ensinam em que ponto devemos melhorar.
- A consciência é como a luz, ninguém a nota.
- Se você se encontra em um buraco, a primeira coisa a fazer é parar de cavar mais fundo.
- Seu caráter é aquilo que restou quando você perdeu tudo o que havia para perder.
- Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher o que plantamos.
- Jamais tire a esperança de alguém. Pode ser a única coisa que ainda lhe resta.
- O Natal é o lugar onde guardamos as memórias de nossa inocência.
- Quem não perde tempo com os filhos, perde os filhos com o tempo.
- Os amigos são a forma de Deus cuidar de nós.
- Alguns perseguem a felicidade, outros a criam.
- O pior defeito é julgar-se isento de defeitos.
- As pessoas que tentam fazer uma coisa e fracassam estão definitivamente melhores do que as que
procuram não fazer nada e o conseguem.
- Não veja cada oportunidade como um problema: veja cada problema como uma oportunidade.
- Apaixonar-se é entregar-se ao outro sem nenhuma garantia.
- Jamais deixe que a tua derrota te derrote ou que a tua conquista te conquiste.
- Chamamos destino às asneiras que cometemos.
- Quem evita dúvidas, nunca vai encontrar certezas.
- Mais importante que adquirir uma grande sabedoria é a humildade na hora de transmiti-la.
- Antes de magoar um coração, vejas se não estas dentro dele.
- Solidão não é estar só, é estar entre mil pessoas e sentir falta de uma.
- Quando for tentado a perder a paciência com alguém, pare e pense no quanto Deus tem sido
paciente com você.
- Amanhã jamais sera' hoje, nem mesmo se você pensar que e' ontem.
- Neste recanto solitário, onde a vergonha se acaba, todo vagabundo faz força, todo valente se caga.
- O homem foi, e', e sempre sera' o cabeça da família... E a mulher o pescoço.
- Mulher bonita e' como cachaça... Deixa a gente tonto.
- O mundo so' gira em torno de você quando você bebe demais.
- Beleza e paciência são a base de qualquer relacionamento... Se der certo, beleza! Se não der,
paciência!
- Virgindade e' coisa que da' e passa.
- Se caminhar fosse bom, carteiro não ficava doente.
- As pessoas que mais amamos são as que mais nos magoam, porque as vemos como perfeitas,
esquecendo que são humanas.
Copyright 10/2014 Eugenio Colin
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
FICÇÃO
Ficção
James Earland acordou e, no seu ritual diário, passando pela sala de estar ligou a televisão a caminho da cozinha para preparar o seu desjejum.
Como para a maioria dos Americanos, James também cozinhava uma refeição quase completa... Ovos, as vezes estrelados, por vezes cozidos, bacon frito, biscuit, grits e muitas vezes, torrada com geleia.
Entretendo todo aquele "preparo", as noticias da manhã eram transmitidas mais como um fundo sonoro, já que James quase nunca prestava atenção a elas.
Metódico e detalhista como era, esse ritual diário durava cerca de maia hora. Depois de ter tudo impecavelmente preparado, como a melhor refeição de um restaurante de alta classe, James sentava na mesa, aumentava o som da TV ligeiramente e começava seu breakfast.
Não tardava e estava pronto para sair.
Poucos minutos de carro e chegava a fábrica onde trabalhava.
James era considerado um dos melhores artesãos em seu ramo. Todos o respeitavam, admiravam seu trabalho e, muitos se dirigiam a ele toda vez que precisavam de conselho ou esclarecimento.
Ele era um homem de poucas palavras e muito menos de mostrar emoção, principalmente com o que dizia respeito a seu trabalho.
Por vezes, compradores pediam para lhe falar, para mostrar admiração pelo trabalho impecavelmente executado. A reação de James era sempre muito educada, inclinando a cabeça como se estivesse saudando a rainha da Inglaterra, um sorriso quase imperceptivel e la estava ele, de volta `a sua mesa de trabalho.
De toda a produção diária, James era responsável por mais de vinte por cento, entre os dez outros colegas que naquela empresa também trabalhavam.
Se havia um desenho intrincado, um novo produto, James era o selecionado para desenvolver a primeira peça. O protótipo. Por vezes ate modificava o desenho para tornar a peca mais agradável aos olhos ou para facilitar ou agilizar a producao.
Na Inglaterra, desde menino, havia trabalhado por conta própria mas, quando vendeu sua empresa para um conglomerado internacional se viu compelido a mudar de pais.
- Não há nada mais que eu saiba em minha vida ou gostaria de fazer... Explicara James aos poucos amigos que não entendiam sua paixão tão grande por um trabalho, a ponto de faze-lo mudar para outro continente.
Naquela manha, James havia sido encarregado de um novo projeto. Foi a primeira vez que ele iria trabalhar com ouro branco. Ouro amarelo era mais fácil de ser manuseado por James, já que sua vista não era a mesma de 45 anos atrás quando chegou aos Estados Unidos e começou a compartilhar sua experiência com seus colegas Americanos.
Mas, James adorava um desafio, gostava de vencer dificuldades. Dizia que na vida nada e' impossível quando se entrega de corpo e alma `a meta a ser alcançada, seja ela qual for.
Calmamente, como era de seu feitio, alinhou as peças na mesa. Carregou o desenho em seu computador, maravilha moderna, ausente nos seus tempos de aprendiz, quando tudo era desenho em papel que, embora muito menos preciso, era mais fácil para sua compreensão.
Calmamente, como era de seu feitio, alinhou as peças na mesa. Carregou o desenho em seu computador, maravilha moderna, ausente nos seus tempos de aprendiz, quando tudo era desenho em papel que, embora muito menos preciso, era mais fácil para sua compreensão.
Começou a executar seu projeto pelo exterior do anel… Subindo pelas laterais do circulo fazia "casas" para os diamantes, minúsculos, delicados, com um corte perfeito. Finalmente o "gancho" que seguraria a pedra principal...
Não custou muito para James finalizar o protótipo que seria depois passado a linha de produção.
Quando finalmente viu sua obra completa, chamou os colegas e começou a explicar os novos processos de execução para aquela nova jóia que seria lançada, como novidade da linha de produtos do distribuidor para qual sua empresa trabalhava.
A admiração foi total! Tanta delicadeza, beleza de um desenho contemporâneo mas, ainda assim, com um toque nostálgico. Alguns ate' aplaudiram quando viram o resultado final.
James explicou, detalhadamente todos os processos da produção, por ele implementados.
Não custou muito para James finalizar o protótipo que seria depois passado a linha de produção.
Quando finalmente viu sua obra completa, chamou os colegas e começou a explicar os novos processos de execução para aquela nova jóia que seria lançada, como novidade da linha de produtos do distribuidor para qual sua empresa trabalhava.
A admiração foi total! Tanta delicadeza, beleza de um desenho contemporâneo mas, ainda assim, com um toque nostálgico. Alguns ate' aplaudiram quando viram o resultado final.
James explicou, detalhadamente todos os processos da produção, por ele implementados.
Depois que seus auxiliares voltaram a suas mesas e deram início ao trabalho, James Earland pegou o anel de Ouro Branco, Opal, Turmalinas e Diamantes com a ponta de seus dedos e, admirando a beleza de sua criação falou para si mesmo com um sorriso: -It will be beautiful in your hands, my darling!
Alguns dias depois aquele anel foi comprado na loja que distribuía as jóias por James criadas e atravessou países e oceanos e foi presenteado a uma mulher belíssima, feições delicadas, corpo escultural, sorriso lindo, mãos maravilhosas...
Alguns dias depois aquele anel foi comprado na loja que distribuía as jóias por James criadas e atravessou países e oceanos e foi presenteado a uma mulher belíssima, feições delicadas, corpo escultural, sorriso lindo, mãos maravilhosas...
Sem saber, James profetizou... Seu trabalho, feito com tanto carinho criatividade e dedicação enfeitam mãos, encantam corações... Suas jóias são testemunhas de promessas eternas, pelo menos enquanto durem...
Agora mesmo, alguém esta’, em algum lugar do mundo, comprando uma das jóias que confeccionou enquanto ele, deixa seu trabalho, mais um dia, com a satisfação da criação...
Se dedicarmos ao nosso trabalho o mesmo carinho, prazer e emoção, todos nos seremos James Earland’s e alguém, em algum lugar, de alguma maneira, ficara' maravilhado e se beneficiara' com o que fomos capazes de realizar..
Copyright 8/2014 Eugenio Colin
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
ESTATE
Estate
Tra i momenti migliori per eventi quotidiani, tutto ciò che accade nella nostra vita è memorizzato nel nostro cervello.
Sono i ricordi che aiutano gli esseri umani a definire il suo posto nel mondo. La memoria permette al soggetto di dare un qualche senso del loro essere nel mondo a volte, quando si chiede chi è e ciò che ha compiuto. Naturalmente, non tutto viene ricordato, perché c'è una selettività di esperienze ricordate.
Una persona senza memoria non ha identità. Il concetto di ciò che sono molto dipendenti mia storia, perché noi siamo i suoi frutti. Se una persona non riesce a ricordare la vostra storia, non è niente. Per avere un'idea, se osserviamo due gemelli identici, che sono geneticamente identici, finiscono distinguendo personalità. Questa differenza è il risultato della storia di ciascuno di essi e del loro patrimonio culturale, fattori determinanti per l'individualità di ogni essere umano "
Memoria collettiva è costruito da gruppi sociali, o un'intera società, si risveglia nelle persone il senso di appartenenza a un particolare gruppo di aver vissuto le stesse "momenti storici".
Questa sensazione di essere in grado di ricordare le esperienze in comune è una delle caratteristiche che distinguono una generazione da un'altra"
C'è nella mia vita molti momenti importanti, ha dichiarato con affetto, ma che viene di tanto in tanto alla luce ', reportanto me momenti felici un po' che nonostante la consapevolezza che non sarà mai ripetuto, certamente un posto di rilievo, con l'stesso tempo la formazione della mia personalità attuale.
Molto spesso questa memoria uditiva associata alla memoria visiva. E viene poi entra in scena un ricordo indelebile che avevo qanado aveva 23 anni. E 'stato un ballo presso la Società Ebraica di Rio de Janeiro. La sala da ballo era pieno. Appena entrato ho iniziato a prestare attenzione alle parole del cantante...
Estate,
Sei calda come i baci che ho perduto,
Sei piena di un amore che è passato,
Che il cuore mio vorrebbe cancellar.
Oddio! L'estate.
Il sole che ogni giorno ci scaldava,
Che splendidi tramonti dipingeva,
Adesso brucia solo con furor.
Tornerà un altro inverno,
Cadranno mille petali di rose,
La neve coprirà tutte le cose
E forse un po' di pace tornerà.
Oddio! L'estate.
Che ha dato il suo profumo ad ogni fiore,
L'estate che ha creato il nostro amore
Per farmi poi morire di dolor.
Oddio! L'estate.
Oddio! L'estate.
Ho guardato un lato, all'altro, e ho invitato una ragazza che sembrava italiano, per abbinare le parole che ha sentito e la invitò a ballare. Quella mezz'ora, mentre la danza è diventata uno dei più memorabile ricordi della mia vita.
In quel momento, senza computer o internet, mi ci è voluto un po 'per capire che era una canzone di Bruno Martino, che fino ad' oggi, fa parte delle mie composizioni preferite.
Maria Clara e io siamo diventati amici. Oggi, ancora sposati, con i nipoti, di tanto in tanto, ci troviamo, e se abbiamo una possibilità, ancora ballato, parlato e ricordare i tempi più semplici più felici. Quel "film", è stato il protagonista. Il suono era meraviglioso e la donna con cui aveva condiviso l'emozione è ancora 'nel mio cuore.
Bruno Martino, purtroppo, non questo 'qui per incantare con la loro splendida creatività, ma quello che ci ha dato questo' per sempre impressi nella mia memoria e tanti altri che hanno avuto la fortuna di ascoltare e soprattutto a ballare con un bella donna tra le braccia, e capire che anche se il cantante odiava l'estate, quella notte d'estate non sara 'cancellato dalla mia memoria di giovane, ancora cominciando a vivere.
Grazie Bruno! Ovunque voi siate, essere sicuri che tu e le tue canzoni sono responsabili per i migliori ricordi della mia vita..
Copyright 7/2014 Eugenio Colin
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
HUMILDADE
Humildade
Ha’ algum tempo atrás, surpreso, tomava conhecimento de uma nova cantora que acabara de ser revelada nos Estados Unidos. Era muito jovem, talentosa, mas, o melhor nela, era sua habilidade de conquistar novos admiradores... Entre os de mais idade porque interpretava o melhor “song book standards” da musica americana, a eles muito familiar e, entre os de menos idade, porque dava um tratamento moderno e pessoal ao repertorio que agradava justamente os de linhagens anteriores.
Sua carreira foi meteórica. Em poucos meses não se falava em outra coisa no meio musical. Ela se transformara na sensação de gerações musicalmente antagônicas.
Muito poucos anos mais tarde, em um concerto, entre uma musica e outra, um jovem, no meio da plateia grita em voz alta: “Diana, eu te amo!”
Calmamente ela pegou o microfone que mantinha em sua mão baixa, levou ate’ a boca e usando a outra para proteger sua vista dos holofotes que a iluminavam, e falou: “Quem e’ você? Por favor apresente-se...”
O rapaz saiu de sua cadeira, feliz da vida por ter conseguido a atenção especial e valiosa de seu ídolo e se dirigiu em direção ao palco...
A plateia estava curiosa... O que aconteceria? Alguns sorriam, principalmente os que viam a expressão de felicidade no rosto daquele jovem, `a medida que ele se mostrava aos que ocupavam as poltronas perto do corredor por onde ele caminhava...
Finalmente, ainda sorrindo e, provavelmente muito mais feliz, ainda ha’ uns dez metros do palco, a cantora olha para ele e diz:
- Você me ama? Com essa cara? Meu filho,você não tem a minima condição de me bancar... Eu custo
muito caro... O melhor que você tem a fazer e’ voltar para o seu lugar e se contentar com a sorte de
poder me ouvir cantar...
O rapaz abaixou a cabeça, deu as costas para o palco e deixou o teatro.
Alguns, na plateia, imediatamente se levantaram, quem sabe em solidariedade!...
Eu, quando vi a gravação do episodio em uma rede social, fiquei igualmente indignado... Aquele rapaz era apenas um de seus fãs, não um cliente em busca de uma prostituta e, o fato de estar naquele concerto implicava que ele ja’ havia pago o que era devido e que, esta moca havia se comportado como uma pessoa soberba, insensível, mal educada, mesquinha...
Foi a ultima vez que ouvi esta cantora, da qual também era admirador...
Não vou desmerecer suas qualidades musicais ou sua beleza física mas, isto tudo foi enterrado por sua atitude inconsequente...
Semanas atrás assisti a outro ato de falta de humildade quando a seleção de futebol do Brasil perdeu suas chances de disputar a final da copa do mundo que, segundo a grande maioria da população, e das entidades esportivas do Brasil, ja’ havia sido conquistada.
O próprio ônibus que transportava os jogadores daqui para ali exibia, em letras garrafais: “Aquardem! O hexa esta’ chegando...”
Foi uma pena que esses dirigentes, e todos que assim pensavam, houvessem esquecido de dizer aos outros, principalmente aos adversários, que a competição havia terminado, antes mesmo de ter começado.
Os Alemães, que nos derrotaram tao categoricamente, em momento algum esqueceram a humildade... Pelo contrario, mesmo os que estavam em seu pais nos consolaram e não cansaram de tecer elogios ao futebol Brasileiro e sua contribuição ao esporte mundial.
Sera’ que se o oposto fosse a realidade agiríamos da mesma maneira?
Alguns dizem que o amor e’ a maior qualidade do ser humano. Outros apontam o respeito, saber ouvir aos mais velhos, a cortesia, o patriotismo, a fidelidade, a generosidade, o amor aos pais e por ai vai...
Na realidade, a maior qualidade do ser humano e’ a humildade.
A humildade engloba todos os outros valores ou qualidades em uma pessoa, assim como, e’ diretamente responsável por eles. Ser humilde e’ saber perder ou vencer, ver a simpliciade nos acontecimentos ou coisas, enxergar acertos e assumir erros, receber uma critica ou um elogio da mesma maneira...
A humildade e’ a única base solida de todas as virtudes, como dizia Confucio. E, muitos dizem que o topo da inteligência e’ alcançar a humildade.
Se isto e’ verdade, ainda estamos muito longe de ser inteligentes...
Ser humilde não e’ ignorar valores, qualidades, capacidade, realizações e sim dar, a cada um desses fatos, a medida certa da devida importância.
Não devemos confundir derrotas com fracassos ou vitorias com sucesso. Um campeão sempre sofrera’ derrotas da mesma maneira que um perdedor conseguira’ vitorias. A grande diferença e’ que enquanto os campeões crescem com as derrotas os perdedores se acomodarão com as vitorias...
A selecao do Brasil foi campeã da “Copa das Confederacoes” e com isto se acomodou e, pior ainda, ganhou a “Copa do Mundo” muito tempo antes de seu começo.
Por incrível que possa parecer, em minha modesta opinião, a campanha de 2014 foi infinitamente pior do que a maior derrota que a Seleção Brasileira havia sofrido em 1950. `Aquela época, tínhamos uma seleção de primeiríssima categoria que apesar de ter empatado com a Suíça, venceu seus outros confrontos categoricamente. Desta vez... O mundo todo assistiu... Ao vivo e em cores!
Sera’ que aprendemos a lição? Seremos humildes na próxima vez? Ja’ ouvi gente falando no “Hexa” novamente. Não deviam estar falando, por exemplo, em como armar um time como aquele de 1970? O único, na historia das copas que venceu todos os jogos, e com categoria... Sera’ ainda possível?
Infelizmente não contamos mais com aqueles jogadores que tanto nos orgulharam mas, temos o seus exemplos, temos o legado que aquele time nos deixou... Alguns que tiveram o privilegio de assistir `aquela copa jamais irão esquecer aqueles nomes ainda hoje reverenciados por todos aqueles que amam o futebol, aqui e acola’.
Não fomos humildes! Não somos humildes! Resta apenas saber se aprendemos... Se, mesmo sendo derrotados, seremos campeões ou se depois de tudo, apesar de tudo, continuaremos a tentar esconder problemas ou seremos capazes de enxerga-los com clareza e resolve-los com humildade aprendendo com nossos erros.
Muitas vezes na vida temos que voltar quando descobrimos que o caminho que percorremos não nos leva onde almejamos, admitir que erramos, e nos esforcarmos para vencer. Como fazem os verdadeiros campeões, sempre com humildade...
Copyright 8/2014 Eugenio Colin
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
DEDÃO MACIO
Dedão Macio
André Pé, depois de mais de quinze anos `a frente de sua industria de calcados, resolvera diversificar...
Depois de alguns anos de pesquisas de mercado, vendendo sandálias, achava que era hora de investir em sapatos. “Dedão Macio”, como era o nome da industria, devido ao seu know-how havia criado um modelo de sapato que, segundo eles era categoricamente revolucionário. Era como ter o mesmo conforto de uma sandália em um sapato fechado.
Em uma promoção para testar a qualidade de seu novo produto, André havia ordenado que protótipos fossem distribuídos a alguns transeuntes felizardos que, poderiam e deveriam dar sua opinião com relação a conforto, qualidade, custo e tudo mais... O slogan que criaram para aquela promoção era “ Falem mal mas, falem do Dedão Macio”. E não e’ que ninguém falou mal...
Foram mais de mil pares de sapatos, propositadamente fabricadas sem o menor cuidado ou controle de produção mas, o tal do sapato era tão bem bolado que assim mesmo era super-confortável.
Agora, faltava apenas acertar a estrategia de mercado e pronto. Dedão Macio ficaria melhor ainda. Porem, André sabia que a concorrência no mercado domestico era muito grande, por isso, teve uma ideia: pensara em tentar abrir um novo mercado, ajudando assim, caso as vendas no mercado Brasileiro estagnasse por algum motivo.
Andre’ era muito meticuloso e gostava de fazer tudo com muita segurança, gostava de dar passos seguros, não gostava de surpresas ou imprevistos...
Para isso, numa primeira etapa de estudo de um mercado internacional de calcados, pensara em lançar uma produção exclusiva dirigida especificamente para o oriente-médio.
Contratou um vendedor experiente com a finalidade exclusiva e especifica de verificar, tomar conhecimento e dar sua opinião a respeito de alguns países daquela região, principalmente a Arabia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, praticamente esquecidos pelo mercado Brasileiro.
A entrevista com Murilo Moroso agradou a Andre’ e, depois de explicar ao primeiro pretendente o que realmente tentava realizar, deixou a reunião esperançoso e confiante em seu tino comercial.
Murilo ficaria uma semana hospedado em cada pais. Neste período faria contatos, visitaria lojas, tentaria, se pudesse estabelecer um esboço de negócios que poderiam ser realizados e ate’ mesmo tentar estabelecer um representante local que se interessasse por uma distribuição exclusiva.
O cara estava tão animado que, todo orgulhoso fez questão, ele mesmo, de levar seu novo vendedor ao aeroporto e desse se despedir todo esperançoso, desejando-lhe boa sorte.
Moroso não mostrava o mesmo otimismo que pudesse animar seu patrão. Talvez porque ele morria de medo de avião. Atravessar o oceano e voar ate’ Londres e depois sofrer mais ainda, num total de mais de 24 horas, era algo que o vendedor não sentia o menor prazer em fazer mas, por outro lado, era uma grana boa que não podia deixar passar por fora de seu bolso, alem do mais quem sabe, ate’ conseguiria arrumar um revendedor e, segundo ele, a partir dai, tentar ganhar dinheiro pelo telefone, sem ter que voltar la’, pelo menos por algum tempo.
Pé estava otimista, mesmo sem ter recebido um único telefonema de seu empregado. A esta altura, não tinha certeza de que havia feito a escolha certa mas, também, Moroso fui o único que se apresentou interessado na proposta.
Os negócios continuavam progredindo com o Dedão Macio. O protótipo final do novo calcado havia chegado e André estava realmente orgulhoso. O novo lançamento era da melhor qualidade e, principalmente o custo de produção era irrisório comparado com a concorrência... Desta vez André Pé havia pisado na mosca. Quer dizer... Acertado da mosca!
Finalmente o grande dia havia chegado. Murilo estava de volte de sua viagem ao Oriente-Médio, com as respostas para as aspiracoes do empresário.
- Preparou seu relatorio, Sr. Murilo? Perguntou André, sentado `a cabeceira da mesa
da sala de reuniões de sua empresa.
- Não! Respondeu Murilo.
- Como assim? Você passou duas semanas viajando e nada a dizer?
- Como e’ que eu vou vender sapato em um local onde todo mundo só anda de
sandália? Não preciso de um relatorio para dizer isso...
O homem estava devastado... Não era possível que não houvesse uma solução. Também não queria ir la’ ele mesmo. Não se via em condicões de deixar sua empresa neste momento tão crucial... O remédio era tentar novamente, mandar outra pessoa para la’ e, antes de desistir de seus planos, receber uma segunda opinião...
Desta vez resolveu usar alguem da própria empresa, ao invés de um vendedor profissional.
Ja’ por algum tempo estava prestando atenção em um faxineiro da empresa que estava sempre com espanador de pó e uma vassoura em sua mão, o Horácio Rodo. O cara tinha sempre uma solução para qualquer problema que se apresentasse.
Soube que em um dia de verão os funcionários estavam reclamando do calor insuportável na linha de produção da fabrica. Ja’ estavam ate’ pensando em pedir dispensa quando o faxineiro botou a mão no queixo, olhou um pouco para um enorme exaustor que tomava conta da metade da parede dos fundos da fabrica, foi `a caixa de ferramentas, botou uma escada nas costas, subiu la no alto, soltou a enorme hélice, fixando-a na posição inversa e, pronto! Ou invés de sugado, agora o ar estava sendo soprado mas, como se não bastasse, ainda improvisou um chuveiro na ponta de uma mangueira d’agua que colocou `a frente do “ventilador”... “Muito engenhoso”, comentou Dr. Pé quando soube do fato.
Porque não então tentar? Quem sabe o Rodo não resolve mais um problema da empresa...
Dito e feito! Uma semana mais tarde la’ se ia nosso herói ao encontro do mercado Arabe...
Desta vez André não estava la’ muito confiante. Ja’ começava ate’ a pensar em uma outra alternativa, caso o Rodo viesse a confirmar a mesma opinião de seu antecessor.
No dia programado para o encontro com o vendedor improvisado, de certa maneira responsável pelos destinos do Dedão Macio, la’ estava seu presidente sentado `a cabeceira da mesas de reunião.
Assim que viu seu empregado chegar, `a ele fez a mesma pergunta:
- Preparou seu relatorio, Sr. Rodo?
- Não!
O presidente pensou por instantes... “Novamente!”
- Não doutor mas, se o senhor quiser eu preparo um... Não e’ preciso ser muito
esperto para ver o que eu vi...
- E o que foi que o Sr. viu Sr. Rodo?
O funcionario olhou para ele entusiasmado e falou, quase gritando:
O funcionario olhou para ele entusiasmado e falou, quase gritando:
- Eu vi que nos vamos arrebentar de vender sapatos... La’ todo mundo só anda de sandália...
Depois desta reunião, André Pé, descobriu que os fatos são os fatos e que na maioria dos casos não temos poder sobre eles mas a grande diferença, o que move montanhas, o que promove sucessos ou testemunha fracassos e’ a maneira com que encaramos estes mesmos fatos... E’ aquela velha historia de ver o mesmo copo d’agua meio cheio ou menos vazio...
Copyright 8/2014 Eugenio Colin
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
MRS. BANKS
Mrs. Banks
John Banks estava devastado...
Ali, num magnifico motel, acompanhado pela mais linda mulher do mundo, em sua opinião, gostosa pra cacete, um sorriso encantador, mais cheirosa do que bunda de neném depois do banho, e o cara com um pinto de apenas cinco centímetros, assim mesmo porque estava duro...
Ca’ entre nós, nenhuma mulher merece tanto!
E agora? Vergonha a parte, na realidade, como ela mesma havia mencionado, aquilo nem dava pra fazer cosquinha na moça.
Os “castelos” que John começara a construir estavam desmoronando... Seu país ja' havia se despedido prematuramente da copa do mundo e, agora, Dagmar estava prestes a desaparecer de sua vida permanentemente, atitude que ele, como homem, não tinha condição de recriminar...
Ela ate’ tentou usar de sua imaginação para ver se, de alguma maneira aquele bonitão conseguiria chegar `as vias de fato mas, `a esta altura, o homem estava mais envergonhado do que recém casado em noite de núpcias. Sabia que de sua mata não sairia coelho, cobra ou qualquer outra coisa picante.
Com resignação, deitou em silencio e chamou John para, a seu lado compartilhar aquela frustração mutua.
- Meu querido! Eu gostei de você... Acho você educado, gentil, carinhoso, muito
diferente daqueles caras la' da comunidade que vivem me paquerando mas, como e'
que eu vou fazer? To aqui toda lubrificada, e... Não da' ne'!
- Nao sabe o que ser cuminidadi... Disse John.
- Favela! Favela agora e' chamada de comunidade... So’ uma questão de semântica. O local e' o
mesmo. De certa forma ate' pior... Esclareceu Dagmar.
- Também gostou muito di voxe mas nao sabe o que vai fazer... Confessou John.
- Não da' pra aumentar esse negócio so' um pouquinho, pra gente poder “brincar de casinha”?
Tentando pensar no que fazer, o gringo resolveu estender sua estadia por mais alguns dias, para talvez salvar pelo menos parte de seu sonho...
Com a ajuda de Dagmar, ja' que seu vernáculo não dava para entender quase nada, começou a pesquisar novas maneiras de aumentar sua “personalidade”. Pesquisando em uma Lan House, ao lado do pretendente, por métodos de aumentacão penílica, não conseguia conter seu lindo sorriso ao ver demonstrações , teorías, esperanças por parte dos menos afortunados.
Dentre as sugestões apresentadas, John escolheu o método de colocar pesos de meio quilo amarrados na cabeça de sua masculinidade. O “exercicio” deveria ser executado três vezes ao dia, diariamente por três semanas, em uma primeira fase.
Enquanto isso, John e Dagmar passeavam, se conheciam melhor, dividiam momentos alegres, embora em abstinência total. Sem saber, começavam a se apaixonar.
Após quase um mês de exercícios diários, os “pombinhos” arriscaram “tentar” mais uma vez. Dagmar estava apreensiva enquanto John estava nervoso mas, mesmo assim resolveram arriscar.
Desta vez, embora parcialmente, o gringo alcançou seu objetivo... Sua “confianca” havia, literalmente, aumentado e Dagmar se dava por satisfeita. E’ claro que ela deve ter diminuído um pouco suas expectativas, tentando assim se situar no contexto da realidade que a encontrara.
John estava exultante. Acabara de ver sua companheira literalmente gemer de prazer. Dagmar, por sua vez começava a se acostumar com a personalidade de seu companheiro e, aprendendo a valorizar emoções mais sutís e permanentes em troca das volúpias imediatas, inconsequentes e sem futuro.
Poucos dias depois, `a saída de um motel, depois de haver conseguido mais um gol, enquanto passeavam de mãos dadas, John para instantaneamente, coloca-se bem a frente de sua namorada e diz, de sopetão:
- Quero me casar com voxe... Quero levar voxe para o England para ser meu esposa.
Dagmar tremeu nas bases. Para ela, aquilo não passava de umas trepadinhas inconsequentes, acompanhadas de jantares em restaurantes finos, regados de vinhos de qualidade, e noitadas que ela nunca havia experimentado anteriormente. Antes de conhecer John, estava acostumada a dar uma “rapidinha”, se vestir as pressas, porque a hora do hotel estava quase terminando e, no máximo um beijinho na testa antes de ver seu companheiro eventual sumir na escuridão da noite.
Desta vez era diferente. O cara queria conhecer os pais de sua namorada, pedir sua mão em casamento e leva-la para seu país, com a promessa de, pelo menos uma vez por ano, traze-la de volta, so' para matar as saudades da família.
E’ claro que Dagmar ja' havia aceitado, mesmo antes de falar alguma coisa. O fato do gringo morar em um castelo, nos arredores de Londres, ser milionário, bonito pra cacete, ter um iate e um avião particular, certamente não teve nada a ver com a empolgação da moça. Para quem nasceu, foi criada e ainda morava em uma “comunidade” aquilo era muito mais do ela jamais sonhou.
No próximo domingo, como haviam combinado foi `a casa da namorada para oficializar a comelança.
Em la' chegando, todas as atenções se voltavam para o gringo que, por sua vez não tirava os olhos da Dagmar. Ela estava linda. Usava um vestido tão curto que se ela desse uma risada, a calcinha apareceria. Sua mãe, ao vê-la chegar assim vestida, não perdeu tempo em critica-la...
- Dada’, vestida assim você vai espantar o otário do gringo.
Mas, o cara estava realmente apaixonado. Assim que ouviu as ponderações maternais respondeu:
- Nao sabeu o qui ser otário mas, nao xe pirocupe dona Xena o qui e' bonita se bota para se veir.
- Dada’, não sabia que o gringo entendia Português... E ainda chamei ele de otário...Que vergonha!
Disse a mãe da noiva.
- Nao faix mal... Vergonha e' roubar e nao sabeir crregar... Rebateu John.
E’! Na realidade o homem estava começando e entender e praticar o “lingo”...
Pouco a pouco começaram a chegar as amigas de Dagmar, so' pra dar uma bisbilhotada no futuro da amiga. Cada uma com as calças mais curtas e apertadas. Mas isso não fazia a menor diferença para John, que estava certo do que queria para sua vida.
O almoço decorreu sem maiores incidentes, alem do fato de Conceição, melhor amiga de Dagmar, praticamente se sentar no colo de John e colocar um dos bracos agarrando seu pescoço. Ninguém entendeu nada. John olhou para a “noiva”, desculpativamente, dizendo:
- Tem cupa eu?
- Se você quiser eu acho ate' que ela te da'... Respondeu Dagmar.
John não entendeu a resposta mas também não tentou elaborar. Ele sabia que mal conseguia dar conta da noiva, assim sendo, nem pensava em mais confusão.
De repente, se levantou, quase jogando Conceição ao chão, pegou sua namorada pela mão, sentou-a em uma cadeira, ao lado da mãe e, ajoelhando-se em frente `a ela, tirou do bolso de sua calca uma caixinha roxa e, abriu, exibindo um maravilhoso anel cheio de diamantes. O brilho do tal anel era tanto, refletido pelo sol escaldante que cobria o terraço da casa que quase cegou aos que para a jóia olhavam... Segurou a mão de Dagmar, dirigiu-se `a Dona Xena, ainda estpefata com aqueles acontecimentos inusitados, todos chegados `a ela de sopetão, sem o menor aviso, e falou:
- Dagmar, se voxe queiser e, com o abenção de sou mae, gostario que voxe foxe minho mulier.
Prometo que vou continuar a usar o peso pra aumenta meu confianço. Prometo tambem te fazeir
feilix e sempre, com muita orgulia aprexentar voxe `a todos como minho querida Mrs. Banks.
Prometo que vou continuar a usar o peso pra aumenta meu confianço. Prometo tambem te fazeir
feilix e sempre, com muita orgulia aprexentar voxe `a todos como minho querida Mrs. Banks.
Copiright 7/2014 Eugenio Colin
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